quarta, 03 de junho, 2026
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Foi realizada na manhã de sexta-feira na Assembleia Legislativa, a audiência pública que visa a tratar das obras que a CCR MSVias realiza na BR-163 tem entre os principais questionamentos a serem respondidos o motivo da demora na duplicação da pista que corta Mato Grosso do Sul de norte a sul. Representantes da concessionária, de prefeitos dos 21 municípios pelos quais a rodovia federal passa e deputados estaduais debateram, também, se a CCR vem cumprindo à risca o contrato de operação, iniciada em abril de 2014.
Dos 845 quilômetros da via, cerca de 140 quilômetros haviam sido duplicados até setembro de 2017. A empresa começou a operar suas nove praças de pedágio depois de instalar a segunda pista em 10% do trajeto.
A CCR é representada no evento pelo seu diretor-presidente, o engenheiro Roberto Calixto. Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regula as concessões rodoferroviárias no país, enviou ao evento o gerente de Fiscalização e Controle Operacional de Rodovias, Anderson Santos Bellas.
O senador Waldemir Moka (MDB) afirma que o contrato de concessão estabelece uma série de critérios a serem seguidos, porém, precisa considerar a deterioração da economia brasileira desde sua assinatura. "Na época que foi assinado, a economia do país era uma. Hoje ela é bem diferente. Mas deve haver regras a serem cumpridas", afirmou, ressaltando entre elas o fato de não ser admissível "que a obra avance devagar".
Moka lembrou que a CCR recorreu em 2017 ao Palácio do Planalto pedindo a renegociação do contrato, apontando, por exemplo, arrecadação abaixo da prevista com os pedágios instalados ao longo da BR-163. Por esse motivo, espera que a audiência permita que a CCR e a ANTT "juntas fechem uma solução".
Queixas – Presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (MDB) pretende obter da CCR a confirmação de que os recursos arrecadados com os pedágios são reinvestidos na rodovia e se o cronograma das obras para duplicação da BR-163 está sendo seguido. Ele também criticou a lentidão com a qual as frentes de duplicação trabalham.
"Entendo que a obra não parou, mas está muito lenta. Queremos uma posição da empresa para saber quando vai terminar a duplicação, quanto já foi feito e, principalmente, se as obras estão dentro do cronograma ou atrasadas” disse Mochi. “Se estão atrasadas, queremos saber o motivo: se falta recurso ou licenças ambientais expedidas".
Também preocupa o parlamentar as obras para acesso aos municípios. Por cortar a área urbana de diversas cidades, a BR-163 se transformou também em uma espécie de corredor comercial para os motoristas. "Em muitos municípios reclamam sobre o acesso à rodovia, pois as obras podem prejudicar o comércio, rede hoteleira. Queremos saber também como funcionarão os acessos de forma a não atingir a economia local".
Prefeito de Rio Verde, Mário Kruger (PSC) também preside o Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari (Cointa), no qual a maioria dos municípios é impactada pela BR-163. Ao mesmo tempo em que ele disse agradecer a CCR pelas obras de duplicação e manutenção realizadas até aqui –“que são de qualidade”, destacou–, Kruger reforça queixas quanto a demora nas obras.
"Nossa reclamação é que a obra está muito lenta. Desde que foi retomada no ano passado, está muito devagar. Queremos saber a razão dessa demora".
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.