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Política
Segundo dados enviados pelos EUA à Lava Jato, João Santana recebeu o dinheiro da offshore de um suposto operador de propinas do petrolão, entre julho e novembro de 2014
24 de fevereiro de 2016
Veja
O marqueteiro João Santana, alvo da 23ª fase da Operação Lava Jato, recebeu 1,5 milhão de dólares, entre julho e novembro de 2014, época em que comandava a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Com base em um documento conseguido via acordo de cooperação internacional com os Estados Unidos, a força-tarefa da Lava Jato identificou que a offshore Deep Sea Oil Corp, mantida pelo suposto operador de propina Zwy Skornicki, repassou três parcelas de 500.000 dólares à offshore Shellbill Finance SA, que seria de Santana.
Ao todo, desde 2013, o marqueteiro recebeu 4,5 milhões de dólares de Zwi, que já é figura carimbada da Lava Jato desde o ano passado. Segundo delação de Pedro Barusco, ele era um dos responsáveis pelo repasse de propina a ex-funcionários da cúpula da Petrobras, como Renato Duque e o próprio Barusco. Zwi é representante do estaleiro Keppel Fels no Brasil, com passagens anteriores pela Odebrecht e pela Petrobras. Ele nega as irregularidades
Aberta no Panamá, a Shellbill mantinha uma conta no banco Heritage, na Suíça. Os pagamentos foram efetuados por meio de duas "contas passagem", sugeridas por Mônica Moura, mulher e sócia de Santana, em um bilhete endereçado ao operador e apreendido pela PF na casa do mesmo. Na mensagem manuscrita, ela indica duas contas no Citibank, uma em Nova Iorque e outra em Londres.
Por meio de acordo de cooperação internacional, os Estados Unidos enviaram os dados da movimentação financeira da Shellbill, que revelaram, além dos valores remetidos por Skornicki, a quantia de 3 milhões de dólares recebida de offshores supostamente ligadas à Odebrecht. Ainda de acordo com o documento, foi possível ver que a maior parte das transações da Shellbill tinham como beneficiário Suria Santana, filha do publicitário.
O principal argumento da defesa do marqueteiro, que deve depor nesta quarta-feira, é declarar que o dinheiro recebido no exterior veio de campanhas que ele comandou fora do Brasil - a sua empresa, a Polis, atuou nas campanhas de Hugo Chavez e Nicolás Maduro (Venezuela), Danilo Medina (República Dominicana), Maurício Fontes (El Salvador), José Eduardo dos Santos (Angola), entre outros. "Basta lembrar que de nove campanhas presidenciais que ele fez nos últimos anos seis foram fora do Brasil", disse o advogado Fábio Tofic Simantob. Segundo ele, Santana dirá "que não tem um centavo de valor recebido no exterior que diga respeito a campanhas brasileiras".
Uma das teses investigação da 23ª fase da Lava Jato é que Santana recebeu no exterior dinheiro oriundo de corrupção da Petrobras por serviços prestados ao PT. Ele comandou as três últimas campanhas presidenciais do partido, que levaram às vitórias de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014). No interrogatório, a Polícia Federal provavelmente questionará o publicitário sobre por que o dinheiro veio de Zwi, apontado pelas investigações como um dos principais operadores do petrolão.
"Certo é que se o investigado nega que o recebimento de recursos espúrios no exterior tenha qualquer vinculação com as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores, seria ele, então, um mero beneficiário "gratuito" de valores provenientes da corrupção na Petrobras, o que não lhe ilide de responsabilidade penal, pois, conforme já explicado nesta peça, é impossível que João Santana Filho e Mônica Regina Cunha Moura não tivessem conhecimento de que mandavam dados sigilosos, por carta, de uma conta na Suíça não declarada ao Fisco, mantida em nome de uma offshore no Panamá, para um representante comercial de um estaleiro asiático, cujo maior fonte de renda advinha das comissões que ganhava pelos contratos que a empresa que representava tinha com a Petrobras", diz o delegado Felipe Hille Pace, no relatório anexado ao processo.
Após o Partido dos Trabalhadores ter tentado emplacar a tese de que os pagamentos do escândalo do mensalão se resumiram a caixa dois de campanha, procuradores da Operação Lava Jato tomaram a frente para minar a possibilidade de o dinheiro recebido pelo marqueteiro João Santana no exterior ser considerado recursos não contabilizados à Justiça Eleitoral. Para o procurador Carlos Fernando Lima, o caso de Santana "não é caixa dois". "É corrupção", resumiu ele, em coletiva de imprensa na segunda-feira.
Outras transações - O primeiro pagamento da Deep Sea Oil ocorreu em setembro de 2013, também no valor de 500.000 dólares. Outros dois - também de 500.000 dólares - ocorreram em novembro e dezembro do mesmo ano. Em seguida, aparece depósitos em fevereiro, março e abril de 2014, após a primeira fase da Operação Lava Jato. Depois, vieram os três últimos no período da campanha de Dilma.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.