quinta, 04 de junho, 2026
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A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que apareceu nesta semana liderando as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018, disse à jornalista Miriam Leitão, da Globo News, que a crise política, aprofundada pelos grampos telefônicos que envolvem políticos, entre eles o ex-presidente Lula, deve ser resolvida por decisão do TSE.
Portanto, segundo ela, a melhor solução para a crise passaria por novas eleições. Ela defendeu, perante Miriam Leitão, a saída da crise pelo Tribunal Superior Eleitoral, com o afastamento da chapa.
Confira abaixo alguns momentos da entrevista.
Miriam Leitão: a senhora vê razões para o impeachment da presidente Dilma?
Marina Silva: O impeachment é uma realidade que está posta. Nesse momento, é um processo jurídico, mas também é um processo político. E eu tenho repetido que o impeachment não é golpe. Ele está previsto em nossa Constituição. O problema, no meu entendimento, é que ele atende à formalidade, mas não atende à finalidade. Porque se a finalidade é resolver a crise, quando chegarmos ao final, vamos nos encontrar com a outra parte que gerou a crise, que foi o PMDB.
Miriam Leitão: A senhora fiz que o PT e o PMDB são irmãos siameses. Como irmãos siameses se separam?
Marina Silva: Na crise. Eles geraram durante esses 12 anos a crise econômica, a crise política e a crise ética que o Brasil está vivendo. As decisões foram tomadas juntas. Todos eles participaram as decisões que levaram à composição das diretorias da Petrobras. Ambos estão denunciados e implicados na Lava-Jato. Você não pode achar que uma parte é o problema e que a outra parte que gerou o problema é a solução. No meu entendimento, a saída para a crise, para que de fato ela tenha efetividade, deve ser o caminho do TSE.
Miriam Leitão: A senhora será candidata nas próximas eleições?
Marina Silva: Eu ainda não sei se serei, mas eu acho que antes até de a gente pensar quem será o candidato, é preciso devolver para o cidadão a possibilidade de reparar o erro que foi induzido a cometer, se houve de fato o uso do dinheiro da corrupção - como os fatos que estão sendo trazidos pela Lava-Jato - para as eleições.
Miriam Leitão: A senhora defende a saída da crise pelo TSE, com o afastamento da chapa. Mas o TSE tem seus tempos. Eles acham que vão conseguir votar essas ações em setembro e o Congresso está com um processo em curso, contando o tempo para que a presidente se defenda. O que a senhora sugere? Como seria na prática a busca pelo melhor caminho?
Marina Silva: Esse processo está em curso de forma enviesada, por que o presidente (da Câmara), Cunha, exatamente por ser implicado pelo PMDB e ser igualmente implicado tanto quanto pelo PT, retirou da peça do impeachment tudo que diz respeito à Lava-Jato. Deixou apenas as pedaladas, que são importantes, mas as duas coisas deveriam estar no processo. Em vez de parar o processo que está em curso, deve dar continuidade ao processo que está no TSE. Em um determinado momento, ele vai ser a resposta. E a Lava-Jato vai continuar trazendo elementos. E obviamente esses elementos indicarão que os dois partidos implicados estarão igualmente sendo julgados pelos processos judiciais.
Miriam Leitão: A presidente tem dito que há um golpe em curso no país contra a ordem constitucional. Como a senhora avalia esta declaração tão enfática da presidente?
Marina Silva: A Constituição prevê o impeachment. O impeachment não é golpe. Se não, teria sido na época do Collor. Estão alegando que os elementos que estão no processo de impeachment não caracterizam crime de responsabilidade. Existem juristas que colaboram com esta tese e outros que não colaboram, porque também atentar contra o orçamento público é crime de responsabilidade na opinião destes juristas. E o impeachment não é apenas um processo jurídico, ele é também um processo político. E os elementos que estão sendo trazidos pela Lava-Jato o tempo todo atestam que ele está se explicitando com base inclusive em questões que não estão no processo. Quanto mais a Lava-Jato traz elementos e indícios de que de fato essa corrupção foi usada para as eleições, mais se torna o imperativo ético o sentido de urgência no processo no TSE. A Constituição diz que, se houve dinheiro da corrupção, deve ser cassada a chapa da presidente e do vice-presidente. E os sete ministros do TSE estariam devolvendo a 200 milhões de brasileiros a possibilidade de uma nova escolha. E escolher sem cassar os partidos, porque todos eles poderão se apresentar. Como a realidade já está exposta na mais profunda crise, agora não há mais como pintá-la de colorido.
Miriam Leitão: Qual a sua opinião sobre Lula no Ministério?
Marina Silva: Quando a presidente Dilma o convidou, eu achava que ela estava fazendo um paliativo diante de uma crise grave, sem a capacidade de liderar o processo, chamando o presidente Lula para fazer isso por ela. Mas depois de tudo o que aconteceu, eu passei a vê-lo como um combustível da própria crise, que se agravou ainda mais. E acho que isso deveria nos servir de lição. A saída Michel Temer não é a solução.
(Com G1)
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.