quinta, 04 de junho, 2026
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Após tentativa frustrada de seus aliados em impedirem de acontecer a reunião do Conselho de Ética, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu a sessão no plenário com votação da ordem do dia. Esse tipo de sessão torna inválida qualquer decisão tomada nas comissões temáticas, o que inclui o conselho. Cunha abriu a sessão quando o painel indicava presença de 189 deputados, o que não é ilegal. Mas a praxe, em sessões deliberativas, é abrir a reunião com 257 deputados, que representam metade mais um dos 513 parlamentares da Casa. Aliados de Cunha chegaram ao conselho com determinação para invalidar os trabalhos. Num primeiro momento, não compareceram para dar quorum à sessão, ajudados pelos três parlamentares do PT, que também não apareceram. Na presidência da sessão na Câmara, o deputado Felipe Bornier (PSD-RJ) cancelou a sessão do Conselho de Ética. Houve muito bate-boca no plenário da Casa.
A manobra de Cunha fez com que o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), suspendesse os trabalhos e adiasse para a tarde a leitura do relatório do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) sobre a admissibilidade ou não da denúncia contra o próprio Cunha. Araújo afirmou.
Manoel Júnior (PMDB-PB), um dos escudeiros de Cunha, pediu a leitura da ata da reunião anterior - uma prática que não é comum. O presidente do Conselho, no entanto, afirmou que não havia ata porque não fora feito. Manoel, por sua vez, recorreu ao plenário da Câmara.
A reportagem do GLOBO flagrou Júnior, na sala ao lado do plenário, em plena articulação para esvaziar a sessão. Ele tinha em uma das mãos a lista de integrantes do conselho e em outra o celular.
Menos de 30 minutos depois de o conselho ter começado a funcionar, Cunha abriu a sessão no plenário. E nova discussão se seguiu. Paulinho da Força (SDD-SP) pediu o encerramento dos trabalhos, alegando que, pelo regimento, as comissões não podiam funcionar, o que foi confrontado pelo próprio Araújo, que observou que não era possível deliberar, embora nada impedisse as discussões. Depois de muito bate-boca, Araújo decidiu suspender a sessão. (O Globo)
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.