quinta, 04 de junho, 2026
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Os protestos esperados para o Dia da Independência em todo o Brasil estão despertando a preocupação de importantes instituições brasileiras, inclusive da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). No Mato Grosso do Sul, o arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, faz um apelo à paz neste 7 de Setembro.
“Manifestações são legítimas, mas confrontos e agressões não são”, alerta Dom Dimas. O clérigo avalia que o atual momento político no País revela uma situação de impasse “em que todos e ninguém têm razão”, algo que pode afetar o valor da democracia.
Ele demonstra desconforto com o rumo da polarização ideológica no Brasil, das interpretações do que seja liberdade de expressão e com “certo ativismo político” nos poderes da República. “Não sou jurista, mas tenho impressão de que várias situações vêm acontecendo. Estamos vivendo um tempo de muita turbulência em que ficou difícil prever qual será o desenlace de tudo isso, sobretudo, nas próximas eleições”.
O acirramento dos ânimos parece inevitável até mesmo dentro da igreja. Nesta semana, um sacerdote da capital convocou seguidores pelas redes sociais para uma carreata de protesto ao Supremo Tribunal Federal (STF), na terça (7). Porém, o religioso não acredita em divisões internas.
“Diria que aqui em Campo Grande existe uma comunhão entre os padres com a prudência necessária. Eles não estão misturando a questão política nas ações pastorais, mas claro que há exceções. Temos um ou outro de cada lado, mas isso não chega a provocar fissuras. Esta não é a regra na nossa região”, afirma.
Em meio a incertezas, Dom Dimas aponta um caminho. Ele reforça a mensagem de solidariedade que a igreja católica brasileira tem adotado nos últimos anos e lembra que a CNBB assinou, em 2020, o pacto pela vida e pelo Brasil. O arcebispo espera que aqueles que têm se colocado em posições diferentes prefiram lutar pela dignidade da vida e do País.
“O que talvez falte é reconhecer que o lado oposto pode ter — e de fato terá — coisas boas a dizer e capacidade de realizar ações positivas em benefícios de todos”, acredita.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.