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Lava Jato encara teste de fogo em um eventual Governo do PMDB

Com Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros na mira, cresce receio de "operação abafa"

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25 de abril de 2016

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El País

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Lava Jato enfrentará em breve um de seus mais difíceis desafios. Na medida em que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff avança e o vice Michel Temer fica mais próximo de ocupar o Palácio do Planalto, surge a pergunta: o que será da operação com o PMDB no poder? Caso se confirme o afastamento da petista em votação no Senado, o Executivo e as duas casas do Legislativo estarão sob o comando de peemedebistas.

Os três chefes do Executivo e do Legislativo – Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha – foram citados por delatores do esquema de corrupção da Petrobras. Os dois últimos são alvos de investigação formal pelo suposto envolvimento na Lava Jato. Cunha, inclusive, deve ser alvo de duas novas denúncias, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelos pedidos de investigação de políticos com foro privilegiado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Se a situação de Cunha é mais complicada – ele já é réu no STF–, a de Renan e Temer tende a se agravar conforme novos acordos de delação premiada são firmados com a Justiça. Segundo a revista Época deste final de semana, o engenheiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix preso desde setembro, disse aos procuradores ter pago propina a operadores que falavam em nome dos dois peemedebistas. Ele disse também que, durante os governos petistas, ambos foram responsáveis pela nomeação de afilhados políticos em estatais como a Petrobras e a Eletronuclear.

Além disso, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou na segunda-feira que Renan recebeu propina de 6 milhões de dólares (cerca de 24 milhões de reais) em 2006. O pagamento seria referente a um contrato de fretamento do navio-sonda Petrobras 10.000. O delator está preso desde janeiro de 2015.

Ao ser questionado sobre o papel do lobista e operador do esquema Jorge Luz, Cerveró afirmou que “[Jorge Luz] foi o operador que pagou os 6 milhões de dólares da propina da sonda Petrobras 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros". De acordo com os investigadores, Luz atuaria em conjunto com outro lobista, Fernando Soares, o Fernando Baiano, de quem ele seria mentor. Os dois seriam operadores do PMDB nas diretorias de abastecimento e internacional da estatal.

Renan Calheiros, que será o responsável por definir o ritmo do andamento do processo de afastamento de Dilma no Senado, já é alvo de nove inquéritos no STF por seu suposto envolvimento no esquema de corrupção na estatal.

O senador havia sido citado anteriormente por outro delator, um dos entregadores de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, como destinatário de propinas de 1 milhão de reais. No entanto, o senador ainda não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, que ainda investiga a ligação do peemedebista com o esquema. A assessoria de imprensa do senador negou a participação dele em qualquer ilícito, e afirmou que ele já prestou os esclarecimentos necessários, mas está “à disposição para quaisquer novos esclarecimentos”.

Pizza?

Os temores de que tudo acabe em pizza, com um acordo silencioso entre as lideranças do PMDB para que a Lava Jato não os alcance, foram reforçados no dia em que a Câmara aprovou a aceitação do pedido de impeachment de Dilma, no domingo. A votação ainda não havia sequer acabado, mas vários deputados já defendiam a anistia a Cunha no processo contra ele no Conselho de Ética da Casa. Ele enfrenta processo no colegiado por ter mentido na CPI da Petrobras, quando negou a titularidade de contas no exterior, posteriormente confirmada pelo Ministério Público Federal, e pode até mesmo ter seu mandato cassado.

Caso isso ocorra, ele perderia direito ao foro privilegiado, e a investigação contra o peemedebista pode ir para o implacável Moro. Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a anistia a Cunha no Conselho é apenas o primeiro passo de uma série de acordos selados “inclusive no Palácio do Jaburu [residência do vice Michel Temer]”, e que culminarão com a “redução das ações da Lava Jato”. Em entrevista ao jornalNYTimes, Temer mostrou-se ponderado ao falar de Cunha, e refratário a trabalhar pelo seu afastamento do cargo de presidente da Câmara. “É uma questão que o Supremo Tribunal precisa decidir”, afirmou.

Outra dúvida é sobre qual nome o atual vice-presidente poderia indicar para o Ministério da Justiça, pasta sob o qual figuram o Ministério Público e a Polícia Federal. Notícia deste sábado do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, apontava que o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira seria um dos mais cotados para a vaga num eventual Governo do PMDB. Oliveira, porém, já assinou um manifesto junto com outros juristas criticando excessos da Lava Jato, bem como um parecer questionando as razões que levaram à prisão preventiva de Marcelo Odebrecht. O que por ora é especulação poderia se tornar um pesadelo caso se confirme.

O temor dos procuradores

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato já haviam manifestado preocupação com uma possível ofensiva do Legislativo contra a operação. Isso pode se dar principalmente com a aprovação de projetos de lei que restringem as ações do MP, e com a reforma do Código Penal, que será discutida por uma comissão especial da Câmara. “Meu receio é que se aproveite o momento para introduzir regras que dificultem a responsabilização de políticos e corruptos”, afirma o promotor Rodrigo Chemim, do Ministério Público do Paraná. “Eu não ficaria surpreso se isso ocorresse”.

Temer e seus correligionários têm se esforçado para derrubar a tese de que um Governo do PMDB implicará uma operação abafa para livrar o pescoço dos políticos investigados pela Lava Jato. “Não existe risco de operação abafa, quem tenta manipular [a Lava Jato] é o PT e o Governo”, afirmou o ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco, próximo do vice-presidente. Segundo ele, as críticas feitas por Renan e Cunha à operação são normais, tendo em vista que “ambos estão tentando se defender”, e que “quem tem vida pública está permanentemente sendo citado”. “Já o Governo, quando critica, o faz no sentido institucional: pressiona o Ministério da Justiça, por exemplo”, afirma.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.