quinta, 04 de junho, 2026
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Seguir o ‘caminho dos bois’ poderia comprovar, ou não, a delação de Wesley Batista, do Grupo JBS, que revelou suposto esquema de pagamento de propina em Mato Grosso do Sul em troca da concessão de benefícios fiscais. E o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirmou que ao menos parte do gado vendido por agentes públicos ligados ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nunca foi entregue nas unidades da JBS em MS.
Um laudo oficial da União, emitido pela superintendência regional do MAPA, atestando que as notas fiscais entregues pelo empresário Wesley Batista à PGR (Procuradoria-Geral da República), no acordo já homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são frias, ou seja, o produto nunca chegou aos frigoríficos do grupo.
De acordo com o documento, uma das unidades da JBS em Campo Grande ‘não tem registros de entrada com reinspeção das mercadorias constantes na relação das notas fiscais informadas referentes aos produtos, Carne Resfriada com osso (res casada de boi) e Carne Congelada de Bovino sem Osso (carne industrial)’.
As notas fiscais em questão foram emitidas pelo frigorifico Buriti e somam cerca de R$ 12 milhões. Apesar de afirmar que não houve entrada da mercadoria na unidade da JBS, a superintendência regional do MAPA faz uma ressalva, de que somente uma operação contábil/comercial, de iniciativa própria das empresas, poderia redirecionar essas mercadorias.
O documento foi emitido há duas semanas, por Celso de Souza Martins, Superintendente Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul. O empresário Paulo Chramosta, responsável pelo frigorifico Buriti, nega as irregularidades e diz que a JBS é a ‘empresa mais nociva do país’. “Nossas notas fiscais são verdadeiras, não existe nota fria”, limitou-se a dizer.
Na delação, Wesley disse que o esquema da JBS pagou cerca de R$ 150 milhões em propina aos três últimos governadores do Estado.
Todos negam que receberam dinheiro de forma ilegal da empresa.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.