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Política

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"Laranjas" eram usados em fraude do Minha Casa, Minha Vida

Denúncia

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23 de junho de 2017

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Jornal i9

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O programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, visto como a galinha dos ovos de ouro para muitos políticos e usado como salvação de administrações deficientes e impopulares, pode se transformar numa grande dor de cabeça para administração do governo de André Puccinelli. 

Em 2007, ao aderir ao programa habitacional, o ex-governador André Puccinelli juntamente com o Secretário de Habitação na época, o Deputado Federal Carlos Marun anunciaram que pretendiam fechar, em dezembro de 2014, a construção de 50 mil moradias em Mato Grosso do Sul.

O então Secretário de Habitação, o hoje Deputado Federal pelo PMDB, Carlos Eduardo Xavier Marun, nomeado coordenador do programa, foi o responsável por toda articulação para a implantação do projeto, além de comandar todo o esquema de distribuição das casas. Ao final de 2014, conforme informações da própria assessoria do Deputado, o estado havia entregado apenas 25 mil, muito longe da meta de 50 mil casas anunciadas pelo deputado.

Além de não cumprir a promessa de 50 mil casas, o programa Minha Casa Minha Vida se vê cercado de suspeitas e pode ter sido usado para um grandioso esquema de fraudes e corrupção. Conforme uma investigação em andamento na PF e PGR em Brasília um procedimento preparatório para instauração de inquérito civil público, que vai apurar denúncias de utilização ilegal do programa para venda casada.

A denúncia envolve diretamente o Deputado Federal Carlos Marun (PMDB-MS), o ex-Superintendente da Caixa Econômica Federal (CEF) em Mato Grosso do Sul, Paulo Antunes Siqueira, hoje diretor nacional de habitação da instituição.

Também são suspeitas de envolvimento no esquema as construtoras L.C Braga Incorporadora, Consultoria e Engenharia Ltda. e o Grupo Bigolin. De acordo com a denúncia, as empreiteiras do programa eram obrigados a adquirir materiais de construção, elétrico e de pintura diretamente do Grupo Bigolin e da Casa de Tintas, Casas das Cores, cuja cobrança era superfaturada. Mas a denúncia não param por ai, o valor exorbitante vinha embutida no valor da prestação para cada mutuário referente ao financiamento feito através da CEF para pagamento do imóvel.

A investigação envolvendo a venda casada não é a única denúncia contra o Minha Casa Minha Vida que envolve o Deputado Federal Carlos Marun (PMDB-MS), Bigolin e diversas construtoras. O programa habitacional está sob suspeita de ter sido utilizado em fraudes ainda mais graves, envolvendo recursos federais. O Procurador Geral da República em Brasília, Rodrigo Janot, através da Portaria 16/2017, assinada no dia 5 de maio e publicada no dia 14 do mesmo mês, instaurou inquérito civil público que vai apurar denúncias de superfaturamento de preços na aquisição de terrenos para a construção dos conjuntos habitacionais do programa.

O inquérito está na fase inicial e a denúncia que gerou a instauração do inquérito civil indica que a maioria dos terrenos onde foram construídas as moradias foi adquirida muito acima do valor de mercado, podendo ter causado prejuízos de milhões de reais aos cofres públicos. A compra dos terrenos para o programa é feita através da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento dos lotes, e as Prefeituras de Campo Grande e Dourados na época comandadas por Nelson Trad Filho e Ary Artuzi que deram o aval para o fechamento do negócio aprovando o valor e localização.

A investigação tem como meta levantar provável superfaturamento nos preços e os possíveis danos causados ao patrimônio público. A partir de agora, o procurador dará sequência ao inquérito iniciando audiências para tomada de depoimento dos suspeitos de participação no esquema. 

 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.