quinta, 04 de junho, 2026
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Na segunda-feira (15), o deputado estadual Oswaldo Mochi Junior (PMDB) sofreu mais uma derrota num processo movido por ele contra o Edição de Notícias. Desta vez, o TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) negou provimento ao recurso, por unanimidade dos votos.
No mês passado, Mochi tentou, por meio de liminar, obter direito de resposta de uma matéria do “Caso Lixão”, mas não conseguiu. Na mesma representação eleitoral o deputado também tentou impedir o jornal eletrônico de publicar reportagens envolvendo seu nome, mas também não obteve sucesso.
Inconformado com a decisão favorável ao Edição de Notícias, em primeira instância, Mochi recorreu ao TRE/MS para tentar reformá-la, mas não conseguiu. Os desembargadores acompanharam o parecer do MPE (Ministério Público Eleitoral), por meio da procuradora Damaris Rossi Baggio de Alencar, que escreveu num dos trechos do parecer:
“As informações constantes no título da matéria (fl. 03) tidas pelo representante como inverídicas se limitam a narrar fatos denunciados por órgão ministerial, requerendo a apuração de suposta pratica de crime, sendo que no momento os autos encontram-se em fase processual de recurso. Diante disso, não havendo nenhuma distorção dos fatos, não há que se falar em direito de resposta, tendo em vista que a informação é pública”.
Para a jornalista Sheila Forato, editora do jornal eletrônico, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral é uma vitória para a liberdade de expressão, que infelizmente tem sido ameaçada em todo o país pela mordaça judicial. “Com essa decisão, Mato Grosso do Sul dá exemplo para o Brasil. O jornalismo tem de ser praticado em prol do cidadão, ao contrário do que pensam os detentores do poder”, comentou.
A jornalista do Edição de Notícias acompanha o caso desde 2004, quando denunciou o desperdício com o dinheiro público pela primeira vez. Repórter do Diário do Estado na época, Sheila produziu a matéria “R$ 310 mil jogados no lixão”, publicada em 08 de julho de 2004, conforme fotos abaixo.
Após a reportagem citada, o Ministério do Meio Ambiente começou a investigar o caso, que se arrasta há 10 anos. Dois anos depois, a jornalista acompanhou técnicos no local onde deveria estar funcionando o aterro sanitário de Coxim, fazendo registros fotográficos para materializar o futuro processo, que culminou na condenação do deputado, que foi o responsável pela obra, pois era prefeito de Coxim.
Entenda o caso - Em setembro do ano passado Junior Mochi foi condenado na ação de improbidade administrativa movida pelo MPF (Ministério Público Federal). A Justiça Federal entendeu que o aterro sanitário não foi finalizado e que a população de Coxim não obteve benefícios decorrentes da adequada disposição final dos resíduos, apesar da obra ter sido recebida pelo então prefeito da época, que era o deputado.
Por conta disso, Mochi foi condenado a devolver mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, sendo R$ 341 mil referentes ao valor da obra do aterro sanitário e multa igual a duas vezes o valor atualizado. Além da devolução dos valores, o deputado também teve os bens indisponibilizados, foi proibido de contratar com o poder público, assim como teve os direitos políticos suspensos por oito anos.
Vale ressaltar que Mochi recorreu da sentença proferida pela Justiça Federal, cujo recurso está em andamento no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.