quinta, 04 de junho, 2026
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O mês de julho deve ser mais um mês de crise nas prefeituras de Mato Grosso do Sul, principalmente nos municípios do norte, região mais pobre do Estado. A previsão da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) aponta queda de 12% em julho em comparação a junho, mês que já teve queda de 24,9%, totalizando 36,9% em apenas dois meses.
A crise causada pela queda nos repasses constitucionais, como FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) já é considerada a maior da história.
O prefeito de Sonora, Yuri Valeis (PR), explica que a situação se agravou nos meses de junho e julho, forçando os administradores a tomarem medidas de contenção de gastos para manter o equilíbrio financeiro.
“Imagine que você ganha X para manter a sua casa e sem avisar o patrão corta 24,9% do seu salário. No mês seguinte, quando você pensa que vai resolver a situação do mês anterior seu patrão corta mais 12% do salário. O que você tem de fazer? Cortar gastos para equilibrar as finanças. No município é a mesma coisa, não tem outra forma”, exemplificou o prefeito.
Segundo Yuri, apesar das medidas, sua equipe trabalha para não prejudicar a oferta de serviços públicos. “A situação é preocupante, mas com medidas administrativas vamos conseguir atravessar esse momento de dificuldade”, aposta o prefeito de Sonora.
Tão preocupado quanto o prefeito de Sonora está o de Coxim. Aluizio São José (PSB) também teve de tomar medidas para equilibrar receita e despesa. As dificuldades têm sido dribladas com cortes gerais, tanto no custeio da máquina quanto na folha de pagamento. “Todos os dias, praticamente, temos de tomar medidas de contenção de gastos para manter esse equilíbrio diante de tanta instabilidade”, comentou o prefeito.
Em Pedro Gomes, um dos menores municípios da região norte, as medidas foram drásticas. O prefeito Francisco Vanderley Mota (PT) teve de fechar a Obras, uma das principais secretarias, além de estar tomando outras medidas, como cortes de vários contratos de prestadores de diversos serviços.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.