quinta, 04 de junho, 2026
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ignorou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao cumprimentar as autoridades presentes à sessão de abertura dos trabalhos de 2016 do Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista, investigado pela Operação Lava Jato e alvo de um pedido de afastamento do cargo por parte do Ministério Público, estava sentado à esquerda de Janot.
No início de sua fala, nos habituais cumprimentos às autoridades, o procurador-geral saudou apenas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que foi ao tribunal representando a presidente da República, Dilma Rousseff.
Cunha é alvo de três inquéritos e uma denúncia no STF relacionados à Lava Jato. No ano passado, o presidente da Câmara fez duras críticas a Janot, acusando o procurador-geral de perseguição política e aliança com o Executivo para destitui-lo do cargo e evitar o impeachment de Dilma.
Ao retornar à Câmara após o encerramento da sessão solene no Supremo, Eduardo Cunha foi indagado por repórteres sobre se havia ficado constrangido com o fato de não ter sido mencionado nos cumprimentos iniciais do chefe do Ministério Público. O presidente da Câmara, entretanto, ficou em silêncio e entrou apressadamente em seu gabinete.
Ao mencionar Renan Calheiros, Janot referiu-se a ele como "presidente do Congresso", cargo que acumula no Legislativo. O senador de Alagoas é investigado em seis inquéritos na Lava Jato. Ele nega as acusações de que recebeu propina do esquema de corrupção e ainda não foi denunciado.
&39;Verdade dos fatos&39;
Janot aproveitou seu discurso na sessão que dá início às atividades do ano do Supremo defender a atuação do Ministério Público na Operação Lava Jato. O trabalho dos procuradores da República tem sido criticado por advogados que atuam na defesa de réus do processo que investiga o esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
Segundo o procurador-geral, o Ministério Público Federal busca “a verdade dos fatos, e não de factoides”.
“Por natureza, não compactuamos ou tergiversamos com ilícito, com autoritarismo, com interesse velado. Buscamos, simples e só, de forma clara e objetiva, a verdade dos fatos, e não factoides e o seu enquadramento jurídico. Sem evasivas, sem cortinas de fumaça”, enfatizou.
“A atuação ministerial sempre se pautará pela impessoalidade, juridicidade, apartidarismo, tecnicismo e pela estreita observância dos direitos e garantias fundamentais, em especial daqueles que, chamados pela Justiça, devem responder por seus atos”, completou em seguida o procurador-geral da República.
Balanço da Lava Jato
Rodrigo Janot afirmou diante dos ministros do Supremo que, no ano passado, só a Lava Jato teve 1.016 procedimentos instaurados, 396 buscas e apreensões, 99 mandados de condução coercitiva cumpridos, 119 mandados de prisão cumpridos, sendo 62 preventivas e 57 temporárias.
Além disso, destacou o procurador-geral, no ano passado foram firmados 86 pedidos de cooperação internacional, 40 acordos de colaboração premiada celebrados e 5 acordos de leniência.
“Trinta e seis acusações criminais foram ajuizadas contra 179 pessoas, apontando cometimento de crimes contra o sistema financeiro internacional e nacional, corrupção, tráfico transnacional de drogas, formação de organização criminosa, lavagem de ativos, ente outros ilícitos”, acrescentou o chefe do MP.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.