quinta, 04 de junho, 2026
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Auditoria realizada nas contas de Mato Grosso do Sul, nos primeiros meses de trabalho do governador Reinaldo Azambuja, descobriu que, na última gestão, despesas da ordem de R$ 253 milhões sumiram dos registros contábeis do tesouro estadual sem qualquer explicação. A conclusão é da Pricewaterhouse Coopers (PwC), que auditou o orçamento do Estado.
Os detalhes do rombo no cofre de Mato Grosso do Sul foram apresentados pelo governador Reinaldo Azambuja na terça-feira (7), em entrevista coletiva à imprensa na governadoria.
Segundo ele, o relatório da auditoria mostra que do calote de R$ 253 milhões, R$ 143 milhões são referentes às dívidas de pessoal – valores que foram descontados da folha de pagamento dos servidores, como empréstimos consignados e previdência, mas não foram repassados às instituições credoras.
Os outros R$ 110 milhões representam o valor total da dívida com fornecedores – empresas diversas de prestação de serviços como manutenção e limpeza de prédios públicos, contratos de publicidade, convênios de mão de obra terceirizada e outros.
Conforme o levantamento da PwC, a despesa de R$ 253 milhões foi apagada do orçamento estadual mesmo sendo comprovada por meio de emissão de notas fiscais e atestados de recebimentos. O mesmo valor levantado pela auditoria da empresa contratada foi confirmado pelo Balanço Geral do Estado, por meio de relatórios de gestão fiscal da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).
“Esse cenário nos preocupa muito porque são empenhos liquidados e cancelados depois de executados e comprovados. Por causa disso, tivemos que empenhar a dívida da gestão passada no nosso novo orçamento e liquidar as despesas contraídas no exercício anterior”, explicou o governador.
Intervenção do atual governo para evitar prejuízos
Durante a apresentação dos dados, Reinaldo afirmou que parte do calote dado pela última administração foi assumido pela atual gestão como forma de evitar prejuízos aos funcionários estaduais. “Acertamos o pagamento das dívidas de pessoal”, pontuou o chefe do Executivo.
Assim que soube da dívida, Reinaldo disse que negociou com os bancos credores para impedir que os servidores tivessem os nomes negativados nas instituições de proteção ao crédito. “Se o governo não tivesse assumido, o servidor, que é detentor do empréstimo, ia ter o nome negativado”, explicou.
Sobre as despesas com fornecedores, o governador disse que os contratos estão sendo analisados um por um para que se encontre a melhor maneira de liquidar os débitos.
Após a explanação do diagnóstico orçamentário estadual, Reinaldo disse que o relatório formatado pela auditoria será enviado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/MS), órgãos responsáveis pela investigação e fiscalização das ações do governo.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.