quinta, 04 de junho, 2026

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A transformação de multas aplicadas pelos órgãos ambientais federais na recuperação de áreas degradadas do País, como a Bacia do rio Taquari, em Mato Grosso do Sul, é um “avanço extraordinário”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja. Ele destacou a decisão tomada pelo presidente Michel Temer de criar um fundo para captação desses recursos concentrados em milhares de ações judiciais em andamento há décadas.

“O presidente (Michel) Temer teve a coragem de assinar esse decreto, em encontro que tivemos no ano passado, enfrentando inclusive a intolerância de alguns setores, e agora temos um caminho concreto para a recuperação de um dos maiores desastres ambientais, que é o assoreamento do Taquari”, disse o governador, ao participar da abertura da reunião técnica para definir as intervenções no rio, na manhã desta sexta-feira (7.12).

Ele ressaltou não apenas a assinatura do decreto de conversão de multas em projetos de recuperação e proteção ambiental, mas o compromisso do presidente e, do então ministro de Meio Ambiente, José Sarney Filho, de incluir o Taquari dentre as três bacias prioritárias para aplicação dos recursos previsíveis, que hoje somam mais de 2,6 bilhões. “Agora é o momento de olhar à frente, sem discutir o passado, e salvar o Taquari com bons projetos”, acrescentou.

Controle das “bocas”

O governador enfatizou, em sua fala, a necessidade de essas intervenções contemplarem toda a Bacia–Planalto, cuja degradação do solo acelerou o processo de assoreamento, e planície, que sofreu inundação permanente de 1,3 milhão de hectares -, por meio de um conjunto de ações, previsto nos estudos preliminares do Governo Federal. “Com certeza, essas ações que se convergem é um sonho de todos nós, em especial do homem pantaneiro”, pontuou.

Citando as alterações na qualidade da água dos mananciais que abastecem Bonito como uma advertência da natureza, Reinaldo Azambuja disse que a proteção das bacias hidrográficas do Estado deve ser um dever não apenas do poder público, mas da sociedade, e defendeu as ações no Taquari como única saída para que, futuramente, não seja comprometido todo o Pantanal. Ele citou outro rio em processo de assoreamento, o Piquiri, na divisa do estado com Mato Grosso.

“O entupimento do Taquari por conta da degradação do solo no planalto ocasionou a abertura das chamadas bocas, como a do Caronal, inundando grande parte do Pantanal do Paiaguás, transformando aquela região em um pântano”, observou. “Outras bocas estão se abrindo, ameaçando agora a Nhecolândia, e não podemos deixar que a margem do rio continue abrindo. Esse não é o fluxo normal das águas, elas devem correr pelo leito do rio”, sustentou.

Recursos garantidos

A reunião técnica para apresentação do projeto de estudo de viabilidade ambiental, social e econômica do Taquari, coordenado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), está sendo realizada no plenário da Assembleia Legislativa e será encerrado no final do dia com a definição dos eixos temáticos que vão nortear os investimentos na bacia. A reunião foi convocada pela Secretaria de Governo da Presidência da República.

Ao abrir o evento, o secretário de Governo Federal, ministro Carlos Marun, afirmou que os recursos para investimento no Taquari estão assegurados, por meio do fundo captado via conversão de multas, e nunca houve uma oportunidade como essa de resolver um problema ambiental. “É o momento, depois de mais de 30 anos de tentativas e desistências”, disse.

Marun garantiu que o Governo Federal fará todos os esforços para que o edital de chamamento público, que definirá os projetos executivos no Taquari, seja lançado até o fim do ano. A coordenadora do programa de conversão de multas, Ana Beatriz Oliveira, do Ibama, adiantou que estão disponibilizados hoje 2,6 bilhões, valor que corresponde ao total devido por 800 processos empresas, as quais já se manifestaram interesse em negociar o passivo.

Estudo ambiental

Encerrando a pauta da reunião na manhã desta sexta-feira, o diretor de infraestrutura aquaviária do Dnit, Erick Moura de Medeiros, apresentou o detalhamento do Evtea (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) a ser realizado na Bacia do Taquari, do município de Coxim ao rio Paraguai (Corumbá), totalizando 420 km de extensão. “O Taquari é considerado uma hidrovia e, como tal, vamos recuperar a sua navegabilidade”, adiantou Medeiros.

Presentes ao evento: presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi; secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck; prefeito Mário Kriger, de Rio Verde de Mato Grosso e presidente do Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável do Taquari (Cointa); superintendente da Sudeco, Marcos Derzi; deputados estaduais, prefeitos, vereadores, produtores rurais e representantes do Ministério do Meio Ambiente.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

6 de maio de 2026

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

 

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.