quinta, 04 de junho, 2026
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A Justiça determinou o afastamento do prefeito Gilmar Olarte (PP) do cargo. A medida, um dos desdobramentos da operação Coffee Break, deflagrada hoje pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), foi formalizada na Procuradoria-Geral do Município.
“Foi entregue o pedido de afastamento, foi vistado pelo procurador”, afirmou o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira ao deixar o local na manhã desta terça-feira. O Gaeco é um braço do MPE (Ministério Público Estadual). O afastamento foi comunicado ao procurador-geral do Município, Fábio Castro Leandro.
Nove vereadores, um ex-vereador e três empresários foram detidos hoje na operação. De acordo com o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, a ação investiga crimes de corrupção passiva e ativa, além da compra de votos na Câmara Municipal.
Ainda conforme o promotor, é um desdobramento da operação Lama Asfáltica. “A prova compartilhada junto com a investigação do Gaeco permitiu a operação”, diz. Conforme Marcos Alex, mais informações só serão repassadas após às 9h. Segundo ele, foram conduções coercitivas, ou seja, a pessoa é obrigada a ir prestar depoimento.
Gravações da Lama Asfáltica sinalizam a interferência do empresário João Amorim, dono da Proteco Construções Ltda e apontado como líder do esquema, na votação em que os vereadores cassaram o então prefeito Alcides Bernal (PP). A senha para pagamento de propina pelo grupo era tomar um café.
Realizada pela PF (Polícia Federal) em 9 de julho, a operação Lama Asfáltica investigou esquema de fraudes com empreiteiras, servidores e parte da cúpula ex-gestão estadual.
Mandato – Empresário e pastor, Gilmar Antunes Olarte assumiu o comando da Prefeitura de Campo Grande no dia 13 de março do ano passado, após a cassação do mandato de Alcides Peralta Bernal (PP).
Antes de assumir a prefeitura, ele já tinha exercido o mandato de vereador da Capital. Logo após a assumir o cargo, em 11 de abril do ano passado, Olarte chegou a ser alvo de operação do Gaeco, que cumpriu mandado de busca e apreensão na sua casa no dia 11 de abril do ano passado.
O resultado da investigação culminou com a denúncia ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul contra o prefeito por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na semana passada, a Seção Criminal acatou o pedido de denúncia e Olarte se tornou réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Ele recorreu ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão, mas, ontem, o ministro Ericson Maranho, negou o pedido de habeas corpus e o julgamento contra o prefeito terá prosseguimento no TJMS.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.