quinta, 04 de junho, 2026
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No Conselho de Ética do Senado, os integrantes do colegiado decidem nesta quarta-feira se acatam ou não o parecer do senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do processo que pode culminar na cassação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). O parlamentar do PDT recomendou a continuidade das investigações no conselho.
A maioria dos integrantes do colegiado deles deverá votar pela continuidade do processo, que pede cassação do mandato do ex-líder do governo acusado de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
Membro do conselho, o senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) disse ao G1 que é “inevitável” votar a favor da admissibilidade.
“É inevitável, vou acompanhar o relator, os fatos são muito graves. O regimento interno do Senado é claro e não permite fatos da natureza dos que envolvem o senador Delcídio”, avaliou.
Atáides se refere à gravação em que Delcídio aparece oferecendo um plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Em troca, Delcídio – que está suspenso do PT – pedia que Cerveró não o citasse em delação premiada negociada com investigadores da Lava Jato.
No áudio, Delcídio também diz que usaria sua influência política para convencer ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a conceder habeas corpus para Cerveró.
A defesa de Delcídio alega que o senador petista não estava exercendo atividade parlamentar quando foi gravado. Os advogados também afirmam serem bravatas as conversas que Delcídio disse que teria com ministros do STF. Telmário Mota considerou as justificativas da defesa “fracas”.
Outros integrantes do Conselho de Ética, como Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Romero Jucá (PMDB-RR), Regina Sousa (PT-PI), Otto Alencar (PSD-BA), João Capiberibe (PSB-AP) e Lasier Martins (PDT-RS) também informaram ao G1, pessoalmente, por telefone ou por meio da assessoria de imprensa, que acompanhariam o relatório de Mota.
O próprio líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PT-PA), que não quis antecipar o voto, afirmou que há “um clima” para que os integrantes do conselho votem com o relator.
Para ser aprovado, o relatório preliminar precisa dos votos da maoria simples dos membros do Conselho de Ética. O colegiado é formado por 16 senadores, mas o presidente só vota em caso de empate. Dessa forma, são necessários 8 votos – incluído o do relator – para a representação contra Delcídio ter continuidade no conselho.
Se o colegiado admitir a representação de Delcídio na quarta-feira, será aberto um prazo de 30 dias para produção de provas e coleta de depoimentos. Depois, a defesa de Delcídio terá três dias para alegações finais.
Então, Telmário Mota apresentará o relatório final, que dirá qual o tipo de sanção vai propor. As possíveis penalidades são advertência, censura e perda temporária ou definitiva do mandato de senador.
A partir do relatório final, os membros do Conselho de Ética terão 10 dias para dizer se concordam com a recomendação do relator. O presidente do Conselho de Ética, João Alberto (PMDB-MA), declarou que espera concluir os trabalhos do colegiado, neste caso, em até dois meses.
Delcídio foi preso em novembro de 2015 pela Lava Jato, mas foi solto pelo STF em fevereiro deste ano. O senador ainda não retornou às atividades parlamentares, mas continua a receber salários e benefícios, porque está de licença médica.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.