quinta, 04 de junho, 2026
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O presidente Michel Temer (PMDB) e seus aliados no Congresso dão como certo que o relatório do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) será favorável a aceitação da denúncia contra o peemedebista. O voto do parlamentar será lido na tarde desta segunda-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que fará a primeira votação sobre a acusação de corrupção passiva contra o presidente da República
Apesar da deliberação ser simbólica – a palavra final será do Plenário de qualquer forma –, são necessários 34 dos 66 votos da CCJ para a aprovação do parecer. Com a expectativa do relatório de Zveiter, Michel Temer antecipou em um dia a volta do G-20, realizado na Alemanha, e se reuniu com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira, no Palácio do Jaburu, para discutir a crise política.
Mais tarde, ele traçou estratégias com ministros e líderes governistas em encontro no Palácio do Alvorada. O presidente demonstrou preocupação e pediu empenho da base para que a CCJ rejeite a admissibilidade da denúncia, feita pelo procurador-geral Rodrigo Janot, com base nas delações de executivos do grupo JBS. Apesar de uma vitória na Comissão não encerrar o assunto, tem peso político para a disputa no Plenário.
O governo quer o fim das discussões até a próxima segunda-feira, véspera do recesso parlamentar. “O presidente quer acelerar o mais rápido possível. O país não pode ficar sangrando”, declarou o deputado Fausto Pinato (PP-SP), um dos que participaram da reunião. Além de deputados, também participaram do encontro os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antonio Imbassahy (Governo) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).
Se o parecer de Sérgio Zveiter for a favor da aceitação da denúncia, aliados dizem ter os votos necessários para rejeitá-lo. “Não vou poder agradar a todo mundo, mas não vou fazer nada deliberadamente para desagradar a ninguém”, disse o deputado. Visto como um parlamentar descolado do Palácio do Planalto, reiterou que seu voto será técnico, “totalmente isento” e de acordo com a sua “consciência”. “Quem vai dar a solução para o problema e para a população é o plenário”, disse.
Zveiter não pediu nenhuma extensão de prazo e cumprirá o acordo de apresentar seu parecer a CCJ dentro do prazo de cinco sessões plenárias, o que frustrou a oposição. “Se ele votar com o governo, ele vai ficar desmoralizado”, afirmou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).
O líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), afirmou que a base está pronta para derrubar um parecer pró-denúncia. Ignorando o movimento que já fala em uma eventual substituição de Temer por Rodrigo Maia, Moura afirmou que o governo terá mais de 40 votos na CCJ e vitória folgada no plenário. “A nossa base está muito coesa, muito unida, e consciente de que não tem nada de maior gravidade no diálogo do presidente com o Joesley”, disse. “Vencida esta etapa, nós iniciamos, com foco prioritário, o plenário”, afirmou.
MargemCom a atual composição da CCJ, porém, o governo não teria os votos suficientes. Para ter uma margem folgada de 39 deputados, serão feitas mudanças na composição do colegiado. “Trabalhamos para ter uma maioria segura. É muito importante ganhar na CCJ”, disse o líder do PMDB, Baleia Rossi (SP).
Na avaliação da oposição, se o governo precisa trocar membros da comissão é porque a batalha no plenário “está perdida”. “Maioria produzida por substituições é falsa”, disse Alessandro Molon (Rede-RJ).
Para atrasar o cronograma da Comissão e forçar o desgaste do governo, a oposição pretende insistir na aprovação dos requerimentos para convidar Janot e promover o depoimento de Joesley e do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Os pedidos devem ser indeferidos pelo presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
A primeira votação do parecer deve ocorrer na sexta-feira. Após a CCJ, a denúncia vai para a análise do plenário da Câmara, onde o governo precisará de 172 dos 513 votos para derrubá-la.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.