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Evangélicos querem mais poder e miram inimigo: união homoafetiva

Plano é fortalecer a bancada politica, com indicação de candidatos a deputados federais e “trabalhar” um senador

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12 de dezembro de 2017

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Campo Grande News

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“Menino é menino, menina é menina e acabou”. A igreja evangélica quer ampliar a representatividade no poder político para manter seus princípios pétreos e, desta vez, o “inimigo” atende pelo número 612/2011. O projeto tramita no Senado e altera dois artigos do Código Civil, permitindo o reconhecimento legal da união estável entre pessoas do mesmo sexo.
“O primeiro projeto é de 1996 e seguramos esses anos todos. Mas quando chega ao Senado, em 2011, a Marta Suplicy apresenta de novo”, afirma a pastora Damares Alves, assessora jurídica da Frente Parlamentar em Defesa da Família e Apoio à Vida.
Ontem, em Campo Grande, ela participou do Encontro Estadual de Pastores, realizado na igreja Sara Nossa Terra.
Na abertura, apresentada como pastora, advogada e educadora, Damares frisou que não a apresentam direito e emendou: “Sou mulher desde o nascimento, nasci mulher”. Ela destacou aos pastores que é tempo de guerra, pois o Congresso Nacional deve votar em breve o casamento homoafetivo, a legalização dos jogos de azar e da maconha.
Damares salienta que o tema aborto deve ser levado pelos pastores para as igrejas. “As feministas falam 'Meu corpo, minhas regras'. A mulher é dona do seu corpo, mas o que está na barriga não é o corpo dela. Temos que começar a ter frases de efeito também, estamos em guerra”, afirma. 

Pressão - “A Marta volta com o projeto. Como houve decisão no Supremo, de reconhecer a união civil, agora o Senado vota o projeto que institui a união estável e a conversão em casamento. A Constituição prevê a união estável entre o homem e a mulher e devendo o Estado facilitar o casamento. Agora, o projeto vem com pessoas do mesmo sexo e o Estado devendo facilitar a conversão em casamento. Ora, o casamento é uma instituição religiosa”, afirma o pastor Wilton Acosta, que também preside a Funtrab/MS (Fundação do Trabalho).
De acordo com ele, os evangélicos farão pressão nos parlamentares. “Vamos apertar os senadores”, enfatiza. Os senadores por Mato Grosso do Sul foram convidados ao evento. A reunião teve a presença do governador Reinaldo Azambuja (PSDB),  do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), e do senador Pedro Chaves (PSC). 
“Vamos ser obrigados a fazer casamento do mesmo sexo? Ele está definindo isso e, ao mesmo tempo, o projeto não é claro. Os padres vão ter que casar pessoas do mesmo sexo? A questão religiosa não influencia isso? Uma das primeiras coisas que Deus instituiu foi a família, criada pelo homem e uma mulher”, afirma Acosta.
Pastor na igreja Sara Nossa Terra, ele afirma que o templo não fecha as portas para os homossexuais, mas que os religiosos não podem se omitir e precisam também ter seus direitos respeitados. As críticas também vão para a ideologia de gênero.
“Agora é o seguinte, ninguém nasce com a sua identidade sexual já definida. Vamos aceitar isso? O menino é menino, a menina é menina e acabou. Você vai aceitar a ideologia de gênero porque um grupo, sem base científica, começa a dizer que a menina não nasce menina”, diz.
'Ciente da polêmica, ele afirma não temer ser tachado de preconceituoso. “Nós somos tachado de crentão desde que nasce, não vou ficar preocupado”. 

No civil - Pronto desde o último dia 5 para ir a plenário, o projeto de Lei 612/2011 altera o Código Civil para reconhecer como entidade familiar a união estável entre duas pessoas, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
E também para prever que a união estável poderá converter-se em casamento, mediante requerimento formulado dos companheiros ao oficial do Registro Civil, no qual declarem que não têm impedimentos para casar e indiquem o regime de bens que passam a adotar, dispensada a celebração, produzindo efeitos a partir da data do registro do casamento.
Na última terça-feira, em entrevista à Rádio Senado, a senadora Marta Suplicy (PMDB/SP), afirmou que o projeto, já aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, modifica o Código Civil para possibilitar a conversão da união estável em casamento. Ela negou que a proposta trate do casamento religioso, como alegam parlamentares da bancada evangélica.

Poder – Segundo Acosta, há um esforço nacional para fortalecer a representação evangélica em todas as esferas, incluindo a política. “Aumentamos a bancada da Câmara, temos cinco deputados estaduais bem afinados. Vamos indicar os candidatos [a deputados] federais e vamos trabalhar um senador”. 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.