quinta, 04 de junho, 2026
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Pesquisas eleitorais da campanha municipal de 2016 foram registradas com dados falsos de estatísticos, segundo denunciam os próprios profissionais. Doris Fontes, presidente do Conselho Regional de Estatística da 3.ª Região, afirma que nomes e números de registro de filiados à entidade aparecem em levantamentos no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem que eles tenham participado de fato dos trabalhos. Ela própria teve seu nome utilizado em mais de 20 pesquisas realizadas pela empresa Bom Dia Rio Preto Comunicações. “Nunca na minha vida realizei pesquisa eleitoral”, ressaltou.
Outros profissionais relatam situações semelhantes. Renata Nunes César, do instituto Datafolha, afirma que seu nome e registro foram usados para o registro de uma pesquisa na cidade de Campo Limpo, em Minas Gerais, pela empresa Diário Em Dia. Ela afirmou nunca ter atuado em pesquisas fora do instituto em que trabalha.
Maria Rita Lucas, do Instituto Statsoft, afirmou que seu instituto aparece nos registros do TSE como autor de três pesquisas eleitorais, embora não trabalhe com essa atividade. Além disso, os registros indicam o nome e número de um estatístico que é ex-funcionário do Statsoft, André Willy Castro. Ele afirmou que não realizou nenhuma das três pesquisas.
Exigência
O TSE exige que toda pesquisa eleitoral seja registrada em seu site antes de realizada, com os dados do contratante e do estatístico responsável. O tribunal, porém, “não realiza qualquer controle prévio sobre o resultado das pesquisas”, segundo informa seu site.
A descoberta das fraudes se deu porque, nas eleições de 2016, o TSE passou a permitir em seu site a consulta por nome e número de registro de estatísticos responsáveis por pesquisas.
No Maranhão, a empresa Ma+ Consultoria e Serviços usou dados falsos de um estatístico em um levantamento na cidade de Formosa da Serra Negra. O dono da empresa, Avenildo Aquino Pinto, foi preso por estelionato em março deste ano. Ele é alvo de inquérito policial por ter dois CPFs.
Nos registros do TSE, o nome do responsável pela pesquisa da Ma+ em Formosa da Serra Negra é Lázaro Ramos de Andrade, com o número de registro profissional 7941 – esse registro, porém, pertence a outro estatístico, Carlos Magno Machado, do Rio Grande do Norte. A Ma+ registrou uma segunda pesquisa em nome de Lázaro Ramos de Andrade, na cidade de Grajaú, no Maranhão, mas com outro número de registro profissional.
O proprietário da empresa Bom Dia Rio Preto, Kleber Moreira, negou que as pesquisas tenham sido registradas sem o consentimento da estatística Doris Fontes e afirmou que ela foi contratada de fato para a pesquisa. Já o proprietário do Diário Em Dia, de Campo Belo, Richard Pereira, e a empresa Ma+ não responderam às ligações da reportagem.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.