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Política

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Esquema usava compra de livros e aluguel de máquinas para esquentar propina, diz PF

Delegado disse que Puccinelli era beneficiário do pagamento de propinas

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12 de maio de 2017

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Com fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicos, desvio de recursos, adulteração de medições, falsificação de documentos e de contratos e pagamento de propinas, a 4ª fase da Operação Lama Asfáltica, denominada ‘Máquinas de Lama’, detalhou a organização criminosa que agiu em Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (PMDB), e que envolve empresas como a multinacional JBS.

De acordo com a força tarefa formada pela Polícia Federal, GCU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, durante as investigações ficou comprovado que para receber R$ 10 milhões em isenções fiscais do governo André, a JBS pagou propina de 20% desse valor para a organização criminosa, que tinha o peemedebista como um dos recebedores da propina.

“Entendemos que governador anterior (Puccinelli) era beneficiário do esquema criminoso. E recebia, por interpostas pessoas e empresas, propinas dos recursos desviados”, afirmou o delegado da PF, Cléo Mazzotti, diretor da DRCOR (Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado).

Os desvios de obras como o Aquário do Pantanal e obras de pavimentação das rodovias MS-040, MS-295 e MS-436, chegaram a R$ 122 milhões, enquanto as propinas podem ter alcançado a cifra de R$ 30 milhões.

Diante do montante desviado, a Justiça Federal pediu o bloqueio dos bens dos envolvidos de R$ 100 milhões de cada um.

O superintendente regional da CGU, José Paulo Barbieri, explicou que a JBS, dona da Eldorado Celulose, em Três Lagoas, recebeu isenção fiscal da gestão André, e para devolver os 20% de propina locou maquinário das emprestas Proteco e Ase Participações, que, na prática, nunca foram entregues.

“Empresas executoras (dos contratos com governo e beneficiarias de incentivos fiscais) firmavam contratos fictício e o dinheiro desviado voltava (para a organização criminosa) como pagamento de propina”, disse Barbieri. A força tarefa ainda identificou que parte do dinheiro desviado era usado em doações eleitorais por empresas do grupo.

Outras empresas como a Digix, antiga Digitho Brasil, H2L, HBR Medical e Ice Cartões, que mantém contratos com o Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul), também foram alvo da Operação nesta quinta-feira.

Desvios

Nas obras de infraestrutura do governo pemedebista, as empresas que integravam o grupo, como a Proteco Construções, empregavam material de menor qualidade, o que gerava uma deterioração rápido do serviço, causando prejuízo aos cofres públicos.

A investigação também apurou indícios de irregularidades na compra, por parte da empresa Águas Guariroba, de 3 mil livros, por R$ 300 mil, escritos pelo advogado e professor universitário, André Puccinelli Júnior, filho ex-governador, que podem ter irrigado o esquema criminoso investigado pela Operação Lama Asfáltica.

Segundo as investigações milhares de livros paradidáticos comprados pelo governo André junto à Gráfica Alvorada, empresa que era utilizada pelo grupo para obtenção de propina e lavagem de dinheiro, que somam mais de R$ 11 milhões, também foram alvo dos policiais. “A CGU apontou grande número de irregularidades nessa transação”, disse Barbieri.

Ações

A Justiça Federal autorizou a prisão preventiva do ex-secretário-adjunto de Fazenda, André Cance, que seria o operador do esquema e intermediador da propina junto à Gráfica Alvorada, do proprietário da própria Alvorada, o empresário Mirched Jafar Júnior, e do ex-servidor da SED (Secretaria de Estado de Educação), Jodascil Lopes, que autorizou inexigibilidade de licitação para compra de livros da Gráfica Alvorada.

Lopes, assim como o Mauro Cavalli, suposto ‘laranja’ de Puccinelli e com mandado de condução coercitiva aberto, ainda não haviam sido encontrados pelos policiais, e podem ser considerados foragidos se não forem localizados até o fim do dia.

A força tarefa não divulgou a relação dos nomes dos investigados que tiveram uma evolução patrimonial. Segundo o auditor fiscal da Receita Federal, Marcelo Lingerfelt, a Justiça decretou sigilo no âmbito fiscal do processo.

Investigações

Mazzotti explicou que uma nova fase ou conclusão das investigações ainda vai depender da análise do material apreendido na Máquinas de Lama.

O delegado também explicou a fiança arbitrada pela Justiça para o ex-governador André Puccinelli (PMDB). Segundo ele, apesar de não ter sido preso, caso o peemedebista não pague o montante estipulado ele poderá ser alvo de outra medida judicial, que pode ser a pena de detenção.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.