quinta, 04 de junho, 2026
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Mário Almeida é uma verdadeira metamorfose ambulante. Em pouco tempo de conversa, dá para se admirar com tantas reflexões propostas em seu discurso quanto concordar com suas idéias um tanto coerentes, mas se aplicadas ao pé da letra, um tanto revolucionárias.
Com formação na área de humanas, formado em filosofia, sociologia e teologia, ainda economia para destrinchar a matemática, com experiência na indústria automobilística pela General Motors, trabalhou também no sistema financeiro por mais 10 anos e depois no sistema de softwares. Esteve também nos Estados Unidos se aprimorando e depois entrou para o Estado. Fez mestrado em Direito Econômico Tributário, sendo também um perito do sistema econômico financeiro tributário, o único do Estado.
Mas a grande paixão desse “maluco beleza” é a arte, que está enraizada na sua vida desde os oito anos de idade. Novinho começou com o piano, depois de um acidente que o impossibilitou de continuar tocando as teclas pretas e brancas, se achegou ao violoncelo e trombone, mas se encantou com o violão que começou a embalar sua vida aos 17 anos.
Depois de trinta anos fora do Estado conheceu Adão Reis, outro personagem da vida real que se confunde com a história cultural do Estado, que o convidou para compor músicas com temas que refletissem a Região Norte e o Pantanal. O convite resultou em três músicas do CD Viagem ao Mar de Xaraés/ Kurikaka & Makako e Dinossauros.
“Adao Reis, Leumas Rabelo e eu somos os dinossauros do CD. Que teve o início na época dos nossos encontros no Zé Guedes ainda quando o Spengler era vivo, e era secretário de Cultura. Ali começou uma parceria, ali começou a Quartaneira e ali começou um ponto de cultura que hoje não é aproveitado”, conta Almeida.
E foi através da música e de personagens que esse pensador criou frente a várias contradições do sistema o homem zero e o homem nulo. Segundo Almeida, quando o ex presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva lançou o “Fome Zero”, o seu descontentamento foi grande pois queria que os tributos também fossem zero, queria ser um zero à direita, queria alíquota zero. Ele se indignou, mesmo sabendo que a fome deve ser zerada, mas não concorda com a cultura sendo zerada conforme o sistema tem tratado a questão.
“Acho que temos que falar e fazer alguma coisa, por que senão seremos sempre um homem zero, sem ação, sem reação. O zero tem uma importância fundamental na matemática, por isso, o homem zero deve se manifestar. Somos fundamentais, temos que zerar e começar essa história do zero”.
Já o homem nulo parte do princípio de que o homem zero delega para os governantes conforme explicação do seu autor, toda a autoridade de suas vidas nas urnas. Mas aí o homem zero torna-se nulo também.
“O que recebo dos governantes tem sido justamente o oposto do que eu espero. De três poderes, eu só voto em dois, por exemplo, já não vemos uma democracia plena e isso já me faz sentir um homem zero nesta situação e nulo por que não posso mudar isso, pois quem eu elejo para que me faça sentir incluído como cidadão nos três poderes, não faz nada. Quero cutucar o vazio do judiciário, quero um representante meu lá dentro. Ao menos o delegado tinha que ser escolhido por nós cidadãos”.
Para Almeida, o cidadão precisa se sentir amparado pelo Estado, mas atualmente é o contrário que vem acontecendo. Com essa situação invertida, os homens mais esclarecidos estão se sentindo nulos. “Queria que o voto nulo fosse contado dentro da proporcionalidade de 50% + 1 e tivessem anuladas certas eleições, pois se os candidatos tiveram menos votos que isso é por que os candidatos não foram aprovados pela população. Anula-se esse candidato, não é uma questão de ficha limpa, isso tem que ser um pré-requisito apenas e não uma questão determinante”, reclama.
Para o autor dos personagens, a questão da ficha limpa ta igual a da organização criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital) que hierarquicamente define os componentes conforme a quantidade de anos na cadeia. Político diz o seguinte: “ninguém me processou eu passei to dentro do processo mais um ano. “Essa lei de responsabilidade fiscal ta escolhendo um monte de gente e o cara se sente no direito de continuar roubando, não tem como eu provar, mas isso me faz sentir nulo por não poder mudar a situação” desabafa e ainda complementa, “vereador também tinha que ter concurso, preparo para assumir seu cargo, pois tem um monte de gente que cai de pára-quedas e não sabe nem para onde vai, como o caso do palhaço Tiririca, que foi votado por pessoas que se sentem nulas como forma de protesto. Vale lembrar que nosso Estado está lotado de Tiriricas.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.