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Política
Delegado do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Guilherme Guimarães Farias afirmou ontem (23) que novas fases da Operação Lama Asfáltica podem ser aguardadas no Estado.
24 de outubro de 2017
Delegado do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Guilherme Guimarães Farias afirmou ontem (23) que novas fases da Operação Lama Asfáltica podem ser aguardadas no Estado, durante conversa com acadêmicos de Direito da Uniderp na Semana Jurídica.
“A Lama Asfáltica tem todo um caminho ainda a ser percorrido, sim, assim como a Lava Jato. É sempre uma investigação que secia sem muitas intenções, mas com a análise de documentos acabamos chegando a mais provas. A divisão em fases facilita o trabalho. Estamos fazendo [na Lama Asfáltica] nesse sentido. Facilita a analisar o volume muito grande de documentos”.
Fruto de trabalho conjunto com a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União (stério da Transparência), a Operação é realizada na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal. “Nós [Núcleo de Inteligência] dependemos de laudos periciais, mas temos boa estrutura de peritos. Tanto que a Superintendência do Estado é uma das mais eficientes do Brasil, em termos de produtividade”.
Evitando dar detalhes sobre o conteúdo sigiloso das operações, o delegado abordou temas como corrupção e as outras faces do trabalho da Polícia Federal no Estado. Para Guilherme, o caminho da corrupção é sempre o mesmo.
“Segue sempre os mesmos padrões. Começa de pequenos atos. O problema é que a corrupção está entranhada e temos que extirpar este câncer, que não está só na classe política. Existem atos de corrupção que ainda não são tão percebidos, como a venda do voto, que pode chegar a causar um dano em toda a engrenagem, como têm causado na política. É por aí que temos que perceber e combater a corrupção”.
Além de apoiar o trabalho da Lama Asfáltica com filtragem de informações, para que os documentos úteis sejam usados nas investigações, o Núcleo de Inteligência também auxilia na troca de informações, como pesquisa do caminho do dinheiro desviado.
“A lavagem de dinheiro é um crime transacional. Não tem como falar em lavagem sem falar de paraísos fiscais, que antes eram só o Uruguai e Panamá e hoje têm essa teia no mundo todo. Claro que a legislação também evoluiu e temos o stério da Justiça que trabalha em conjunto auxiliando nessa troca de informações com outros países. É uma demanda muito forte da Lava Jato, usada também na Lama Asfáltica”.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.