quinta, 04 de junho, 2026
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A presidente Dilma Rousseff (PT) inaugurou ontem em Campo Grande a Casa da Mulher Brasileira. Para ela, Mato Grosso do Sul pode ser a oportunidade de mudança. Ao lado de Maria da Penha Maia Fernandes, que dá nome à lei que protege vítimas de violência, a presidente afirmou que a trajetória da convidada transformou agressão em proposta de vida.
“A violência atinge mais da metade das mulheres. Isso explica porque os três governos estão aqui e a cooperação dos poderes. Os índices de violência são fortes e os índices de estupros são expressivos. Aqui vai ser a oportunidade de mostrar para o resto do País o exemplo, que não será reconhecido como campeão com a pior prática contra as mulheres. Aqui concretizamos os investimentos que vão estar em todos os Estados”, afirmou Dilma.
Dilma anunciou que dois centros de atendimento à mulher serão construídos em Corumbá e Ponta Porã, que fazem fronteira com Bolívia e Paraguai, respectivamente. Ao todo, serão mais sete centros no Brasil, que se somarão aos três já em atividade.
Dilma destacou o papel do disque 180, que aproximou a mulher da denúncia. “Combater a violência é reconhecer o papel da mulher dentro da família para construir a sociedade mais digna”, afirmou.
A presidente destacou que 56% das mulheres recebem Bolsa Família. Contudo, procuram mudar de vida e correspondem a 58% dos matriculados no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Além do programa de estudo, a presidente citou o “Minha Casa, Minha Vida”, outro carro-chefe na campanha de reeleição.
“São dois milhões de moradias, 1,7 milhão construídas e até 2018 mais três milhões. O programa protege a família, proporciona namoro, noivado, casamento e a vida íntima que todos têm direito, além de dar titularidade à mulher”, afirmou.
Inauguração
O prédio custou R$ 7,937 milhões ao governo federal. Além disto, a União vai repassar R$ 9,5 milhões para manutenção da unidade pelos próximos dois anos. A administração ficará com a Prefeitura de Campo Grande.
A Casa da Mulher Brasileira contará com a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), que, finalmente, terá atendimento 24 horas. No mesmo local, as vítimas terão acesso a juizado, defensoria, promotoria, equipes dedicadas ao trabalho psicossocial, ações voltadas à orientação para emprego e renda, brinquedoteca e área de convivência. O prédio fica localizado na rua Brasília, sem número, Jardim Imá.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.