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Política
O povo desconhece e ignora por completo sua força. Esquece-se que é ele mesmo que elege os bons e os maus representantes políticos. Como legítimos ‘patrões’ deveriam cobrar, fiscalizar e até mesmo exigir a troca dos maus políticos
22 de outubro de 2014
Carlos Pires
Desde que acabou o período da ditadura militar que se passou a verificar que o Brasil não estava preparado para viver numa democracia, visto que o povo de um modo geral passou a transformar a democracia numa anarquia. Com isso a consolidação democrática propriamente dita passou a ficar cada vez mais distante.
Como podemos querer que o povo encare uma democracia de fato, se os brasileiros desconhecem por completo como funcionam as esferas governamentais e suas responsabilidades? Desconhecem seus diretos e deveres. Desconhecem o respeito cívico.
A solução para estes incautos e iletrados brasileiros seria passar por um treinamento, onde o indivíduo teria a chance de participar dos acontecimentos reais neste país. Mas a voz do povo se cala e se emudece no momento em que trocam seus votos por favores e benefícios momentâneos. A verdade é que a maioria do povo iletrado se ilude facilmente com mentiras e falácias no astuto jogo do poder. O povo desconhece e ignora por completo sua força. Esquece-se que é ele mesmo que elege os bons e os maus representantes políticos. Como legítimos ‘patrões’ deveriam cobrar, fiscalizar e até mesmo exigir a troca dos maus políticos.
É necessário que os brasileiros saibam que uma democracia só funciona bem quando ela está ligada à autogestão, onde todos possam participar ativamente da interação dos projetos em prol da coletividade como também dos embates políticos. Mas, o povo prefere o silêncio e a indignação do que ir à luta na defesa dos seus próprios direitos. E quando bate a indignação muitos vão às ruas protestar através de manifestações. E é aí que muitos ‘aproveitadores’ e ‘baderneiros’ se aproveitam da situação para instalar o caos, promover atos de terror e vandalismo transformando estes movimentos que eram pacíficos em pura anarquia.
Como querem que uma democracia se consolide de fato se a grande maioria dos brasileiros são ausentes e não participam ativamente das gestões públicas. Como cobrar civilidade e honestidade dos políticos, se o próprio povo joga lixo nas ruas, rouba o vizinho e pratica tantas outras mazelas sociais? O povo está preparado realmente para viver num país democrático de fato?
Concluindo, algumas das atuais gestões não oferecem qualidade na educação, na saúde, na mobilidade urbana, e no bem-estar que todos têm direito como determina a constituição brasileira. Precisamos ter consciência política e um pouco mais de vergonha na cara para acabar com a cultura da reeleição se quisermos extirpar de vez o câncer da corrupção neste país. Caso contrário, viveremos muito tempo ainda numa democracia puramente ilusória, disfarçada de anarquia, pois onde o voto é obrigatório, deixa de ser democracia. Devemos lutar pelo voto facultativo. Aí sim nós teremos oportunidade de conhecermos bons políticos.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.