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Delator diz que propina paga a Cunha também foi depositada no Uruguai

Fábio Cleto, ex-executivo da Caixa, liga deputado afastado a doleiro investigado

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10 de junho de 2016

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Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou à força-tarefa da Lava-Jato que parte da propina paga ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca da liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS para obras superfaturadas, foi depositada numa conta bancária no Uruguai. Cleto descreveu pelo menos dez casos de fraudes cometidas no período em que, como vice-presidente da Caixa, participava das decisões sobre a aplicação do FI do FGTS.

Cleto prestou os depoimentos após fazer um acordo de delação premiada, que ainda não foi homologado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A delação pode complicar de vez a situação de Cunha e do doleiro Lúcio Bolonha Funaro. Num dos depoimentos, Cleto aponta Funaro como um dos operadores do dinheiro de propina destinado a Cunha ao longo dos anos.

CUNHA E O DOLEIRO

Teori deve decidir nos próximos dias se homologa a delação de Cleto, já concluída, e se decreta a prisão de Cunha, já pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Pelas investigações da Lava-Jato, Funaro pagou por um Land Rover Freelander e um Hyundai Tucson, que estão em nome da C3 Produções Artísticas, empresa de Cunha e da mulher Claudia Cruz. Cunha e Funaro aparecem juntos também em investigação da Comissão de Valores Mobiliários sobre desvios de recursos do Prece, o fundo de pensão dos funcionários da Cedae (Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro).

Cunha é acusado ainda de usar a Câmara para atender interesses de Funaro contra o Grupo Schahin, num negócio de R$ 1 bilhão.

Cleto conhece bem as relações entre Cunha e Funaro, a quem era ligado até decidir fazer acordo de delação. Cunha foi o responsável pela indicação de Cleto para uma das vice-presidências da Caixa. Antes de ir para a Caixa, Cleto trabalhou com Funaro em São Paulo.

Na delação, Cleto conta detalhes sobre a movimentação das propinas pagas a Cunha. Ele disse que o dinheiro destinado ao deputado passou por contas em vários países, entre eles Suíça e Uruguai.

Cleto também confirmou as denúncias dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, donos da Carioca Engenharia. Depois de fazerem acordo de delação premiada, os dois confessaram o pagamento de R$ 52 milhões em propina para Cunha, em troca da liberação de recursos do FI do FGTS para financiar obras imobiliárias de OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia no Porto Maravilha, no Rio. Os empresários falaram sobre as contas. Cleto teria dado os detalhes da movimentação.

OPERAÇÃO CATILINÁRIAS

Cleto e Cunha foram alvos da Operação Catilinárias, feita pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal em 15 de dezembro passado. A pedido de Rodrigo Janot, e com autorização de Zavascki, a PF apreendeu documentos na residência oficial de Cunha e na Caixa Econômica, onde Cleto trabalhou por mais de quatro anos. Dias antes da busca, Cleto tinha sido demitido do cargo pela então presidente, Dilma Rousseff, em reação à decisão de Cunha de dar seguimento ao pedido de impeachment contra ela.

No mês passado, quando surgiram rumores sobre a delação de Fábio Cleto, emissários de Funaro teriam procurado a Lava-Jato para examinar a possibilidade de o doleiro também fazer acordo de delação. Mas, num certo momento, o doleiro teria mudado de ideia.

Funaro contratou o advogado Antônio Mariz, o mesmo responsável pela defesa do presidente interino, Michel Temer, e passou a dizer que não há hipótese de fazer acordo com o Ministério Público. Procurado pelo GLOBO, Funaro disse que só Mariz falará sobre as acusações do ex-vice-presidente da Caixa. O jornal tentou, mas não conseguiu falar com Mariz.

O advogado Adriano Salles Vanni, responsável pela defesa de Cleto, disse que não fala sobre o assunto até deliberação do STF. Procurada pelo GLOBO, a defesa de Cunha disse que não vai comentar por não ter tido acesso aos autos, e negou que o deputado tenha cometido irregularidade.

Funaro está na mira dos investigadores da Lava-Jato desde a primeira fase da operação. Ele chegou a ser investigado por suspeita de tentar manipular delações negociadas com a advogada Beatriz Catta-Preta. Foi ela quem conduziu as principais delações no início da Lava-Jato, entre elas a do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.



 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.