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Crise obriga prefeitos da região norte a demitir funcionários e reduzir custeio da máquina

A situação se agrava até mesmo nos municípios considerados ricos na região, como São Gabriel do Oeste, Alcinópolis e Sonora

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27 de agosto de 2014

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SF-EN

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Agosto tem sido um mês de desgosto para os prefeitos da região norte. A expectativa de melhoria nos repasses constitucionais foi substituída pela decepção de mais quedas no FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).
A situação se agrava até mesmo nos municípios considerados ricos na região, como São Gabriel do Oeste, Alcinópolis e Sonora. O prefeito Adão Rolim (PR), de São Gabriel do Oeste, informou que teve de tomar medidas drásticas para reduzir os custos, inclusive de pessoal, demitindo 25 comissionados e cortando gratificações, o que gerou economia geral de R$ 100 mil ao mês.
Nesta terça-feira (26), Yuri Valeis (PR), de Sonora, também anunciou a demissão de 15 comissionados, assim como também vai cortar alguns benefícios como gratificações e horas extras. Conforme Yuri, a previsão é que as medidas resultem em economia de R$ R$ 25 mil ao mês.
No geral, o prefeito informou que a redução de custeio já resultou em economia de aproximadamente R$ 100 ao mês, pois Sonora está em dificuldades devido a queda nos repasses há pelo menos 90 dias, foi quando o município teve de começar a reduzir os custos em diversas gerências, inclusive na Obras. 
Os dois prefeitos informaram que as demissões não estavam nos planos, mas foram necessárias para manter o equilíbrio financeiro dos municípios. “Os recursos estão escassos, não temos autonomia financeira e não estamos recebendo o aporte necessário por parte dos governos Estadual e Federal, que poderiam socorrer os municípios”, lembrou Rolim.
Yuri lembrou que os governos estão preocupados em encerrarem seus mandados e para tanto também precisam economizar. “Enquanto isso as cidades agonizam sem respaldo de quem fica com a maior parte dos recursos provenientes dos impostos pagos pelos cidadãos”, desabafou o prefeito de Sonora.
A situação é semelhante em Coxim, Pedro Gomes e Rio Verde. Nesses municípios os cortes aconteceram antes. Em Coxim, Aluizio São José (PSB) teve de demitir aproximadamente 60 funcionários, assim como também cortou gratificações, para economizar cerca de R$ 125 ao mês.
Já o prefeito Francisco Vanderley Mota (PT) informou que em Pedro Gomes a situação é complicadíssima. Ao falar com nossa reportagem, nesta terça-feira, o prefeito comentou que estava em reunião com o secretariado na tentativa de encontrar meios para cortar mais gastos. 
Em Pedro Gomes 18 contratados foram demitidos, alguns contratos cancelados e o prefeito fechou a secretaria de Obras. “Estamos mantendo apenas serviços essenciais, principalmente nas áreas de Educação e Saúde. O restante está parado”, explicou Vanderley.
O prefeito relatou que a situação está tão crítica que este mês não vai conseguir pagar a folha de pagamento dentro do mês, ao contrário do que tem feito em seus dois mandatos. “Não temos como fazer milagres”, lamentou Vanderley.
Rio Verde também já demitiu. O prefeito Mário Kruger (PT) teve de demitir 50 funcionários, entre comissionados e contratados, economizando R$ 80 mil ao mês. Hora extra não existe mais e a secretaria de Obras deve ser fechada a partir da próxima semana. “Não temos o que fazer, estamos trabalhando para manter os serviços básicos”, finalizou Mário, reforçando que é a pior crise da história, sem previsão de melhora. (SF-EN)

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.