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Conheça a "tropa de choque" de Temer que tenta barrar a denúncia da PGR

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2 de agosto de 2017

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G1

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Diante de um cenário político adverso para o presidente Michel Temer, denunciado pela Procuradoria Geral da República e com a popularidade em 5%, três parlamentares têm chamado a atenção pela defesa política de Temer na Câmara: os deputados Carlos Marun (PMDB-MS), Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Beto Mansur (PRB-SP). A "tropa de choque".

Marun, Perondi e Beto Mansur têm se reunido diariamente com o presidente no Palácio do Planalto e no Palácio do Jaburu. Eles fazem discursos para defender Temer e concedem entrevistas – várias vezes ao dia. E são eles alguns dos responsáveis por procurar os deputados indecisos e convencê-los a votar contra a denúncia.

Temer foi denunciado pela PGR ao Supremo Tribunal Federal pelo crime de corrupção passiva com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS. 

Mas o STF só poderá analisar a denúncia se a Câmara autorizar. A votação está marcada para hoje. 

No plenário, os deputados analisarão o parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomenda a rejeição da denúncia.

Zagueiro
Marun gosta de se apresentar como um dos "zagueirões" de Temer. Em seu primeiro mandato de deputado, o peemedebista de 56 anos passou a ser conhecido nacionalmente em 2015, quando se tornou um dos principais defensores de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje deputado cassado e atualmente preso pela Polícia Federal.
Gaúcho, Marun construiu a carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi vereador, deputado estadual e secretário de Habitação.
Descendente de libaneses, assim como Temer, Marun se aproximou do presidente durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. De lá para cá, a relação entre eles se estreitou e os encontros ficaram mais frequentes. Marun ganhou, por exemplo, a presidência da comissão especial que analisou a reforma da Previdência Social, um dos principais projetos do governo Temer.

Porta-voz
Tido como o "porta-voz" de Temer na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS) está no sexto mandato e teve 109,8 mil votos nas últimas eleições, em 2014. Ele convive com o amigo "Michel" há mais de 20 anos.
A relação política entre os dois se estreitou em 1996. À época, Perondi pedia para acompanhar as reuniões de Temer sobre a reforma da Previdência proposta pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Desde o ano passado, quando o governo apresentou uma nova proposta de reforma, ele passou a ser um dos principais defensores.
Ainda em 2016, Darcísio Perondi foi escolhido relator de uma das principais propostas do governo para a área econômica, a PEC que estabeleceu o teto para o aumento dos gastos públicos, aprovada no fim do ano passado.
No recesso parlamentar de julho, o gaúcho permaneceu em Brasília praticamente todos os dias. Por fazer parte da “tropa de choque”, atuou nas últimas semanas para convencer deputados a votar contra a denúncia e frequentou diariamente o Salão Verde da Câmara dos Deputados, que, durante o recesso, costuma ser ocupado somente por jornalistas.
“Sem o Michel, o Brasil afunda. Sem o Michel, as reformas param. O Brasil não aguenta uma nova troca de presidente”, afirma o deputado, um dos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff.

Homem dos mapas
Desde que passou a integrar a "tropa de choque" de Temer, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) passou a ser o "homem dos mapas e gráficos".
É num pen-drive guardado na carteira que o deputado paulista guarda os dados que projeta sobre a votação da denúncia. O levantamento atualizado todos os dias e as informações são enviadas a Temer e aos ministros da coordenação política, como Eliseu Padilha (Casa Civil), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).
As projeções de Beto ganharam fama a partir do impeachment, quando ele também montou planilhas para mapear o placar da votação. Ele afirma que errou por um voto – foram 367 pelo prosseguimento do caso e o parlamentar havia previsto 368.
De lá para cá, as planilhas de Beto Mansur, hoje vice-líder do governo, passaram a ser consultadas em votações como a da PEC do Teto e a da reforma trabalhista.

 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.