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Política

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Conflitos por terras em MS expõe inércia do governo federal

Conflitos por terras

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8 de fevereiro de 2016

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Ms Noticias

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A quase três anos do conflito ocorrido em maio de 2013, na fazenda Buriti, em Sidrolândia, localizada a 64 quilômetros da Capital, que culminou na morte do indígena da etnia Terena Oziel Gabriel, o desentendimento entre índios e fazendeiros continua sem um sinal de acordo em Mato Grosso do Sul. Na falta de cumprimento da promessa do governo federal, de indenizar os produtores rurais, os dois lados sobrevivem à sombra de um impasse que tem gerado novo clima de tensão.

No dia 31 de janeiro de 2016, um novo quadro de guerra se instalou na região sul do Estado quando indígenas da etnia Guarani Kaiowá sofreram ataques a tiros durante tentativa de retomada da sede da fazenda Madama, em Coronel Sapucaia, distante a 395 quilômetros de Campo Grande. Os ataques aconteceram nos três acampamentos que compõem a aldeia Kurusu Ambá. Nesta sexta-feira (5), o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Ponta Porã, Elder Ribas, informou ao MS Noticias que os produtores rurais deixaram a sede da fazenda, e os indígenas voltaram a armar acampamento no local. “O impasse ainda continua, até agora nenhuma reunião institucional foi proposta”, disse.

Conforme o coordenador, o clima ainda é de tensão porque a região está sem policiamento. “Há, na verdade, um entrave burocrático. Por um lado temos a negativa de órgãos estaduais de que não pode fazer o policiamento porque é uma demanda federal, e por outro lado, a Polícia Federal alega que não pode fazer o policiamento porque ela não é de atuação ostensiva e sim investigativa. Então a nossa opção seria a Força Nacional que é o que estamos aguardando”, explica Elder.  Apesar da troca de tiros, não houve registro de nenhum ferido grave.

Outros conflitos

Em agosto de 2015, propriedades rurais localizadas em Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã também foram palco de violência entre indígenas e fazendeiros, o que resultou na morte do indígena Simião Fernandes Vilhalva. Com o acirramento do conflito, o ministro da Justiça José Eduardo Cadozo até veio ao Estado, mas não apresentou solução efetiva para a disputa da posse de terras.

Alternativas 

Na tentativa de acabar com a violência agrária, que se arrasta há anos, o  governador de  em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) encaminhou, em novembro de 2015, à presidente Dilma Rousseff (PT), uma proposta que inclui parte dos recursos destinados ao pagamento da dívida com a União para a aquisição de terras indígenas. Azambuja solicitou à época uma audiência com Dilma Rousseff para discutir a questão, porém, até o momento a reunião ainda não foi agendada.

O instrumento sugerido pelo governado do Estado é referente ao Fundo Estadual de Terras Indígenas (Fepati), lei instituída em 2012 com a finalidade de “captar recursos financeiros para,  adquirir terras e destiná-las às comunidades indígenas”, que visa proporcionar aos proprietários legais de terras requisitadas como “tradicional indígenas” indenização justa.

Outra via para selar a paz em MS, seria a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 71/2011), que prevê indenização pelas terras e benfeitorias para fazendeiros que possuem áreas declaradas indígenas.

O projeto recebeu duas emendas e passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, que aprovou o relatório em setembro ao ano passado. A Constituição Federal prevê a indenização por benfeitorias, mas não pela terra nua. O texto está na Câmara dos Deputados.

 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.