quarta, 03 de junho, 2026
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No Brasil, sobram partidos e a grande maioria dos 32 existentes não tem nenhum compromisso com um conjunto de idéias ou diretrizes. Na verdade eles só têm donos e só existem de fato nos cartórios eleitorais. Desta forma, quase todos nanicos alugam tempo de TV e faturam algum dinheiro com o Fundo Partidário. A pequena feira começa quando os grandes partidos alugando os pequenos. Para completar a lógica, os maiores é que pagam todas as despesas de campanha dos pequenos.
Porém, essa feira é invisível aos olhos dos eleitores e dos agentes de fiscalização eleitoral. A população não vê a presença desses “feirantes” e enxerga apenas as pequenas celebridades que aparecem na TV e nelas, se espelham. Esta é a pequena feira, pois seus “produtos” já foram negociados e estão à “venda”.
Começa assim o grande “feirão”. Ou seja, a contratação de cabos eleitorais que decide os rumos das campanhas proporcionais tanto de deputados federais como estaduais e raras vezes dos majoritários, como senadores, governadores e presidente. É uma feira de alta complexidade e organização. Nela apenas uma mercadoria tem preço: o voto.
O início do grande “feirão” começa mesmo nos bancos. A difícil tarefa de ludibriar o saque de altas quantias conta com o apoio de gerentes ou uma rede de assessores de campanha, onde cada um fica encarregado de sacar menos de R$ 5 mil. De posse de grandes caixas - contendo notas de R$ 50 ou R$ 100, para facilitar o trabalho dos contratadores - os responsáveis por cada região, cidades ou bairros são reunidos. A distribuição do dinheiro tem caráter meramente científico e é feita a partir dos dados populacionais do IBGE, do TRE e das pesquisas eleitorais. Assim, a dispersão dos recursos pulverizados é menos vulnerável à fiscalização e pode resultar em maior produtividade para os grandes partidos.
Durante o período eleitoral, os contratadores organizam uma vasta rede de líderes de bairros, sindicais e associativos. Neste grande “feirão”, já estão montadas todas as “barracas”, que são os locais onde são contratados os cabos eleitorais. Os organizadores das “barracas” recebem de acordo com dois quesitos: confiabilidade e quantidade.
Definitivamente não existem documentos nem qualquer tipo de papel, apenas confiança. São pessoas experientes e conhecidas por todos os políticos, e em seus locais de atuação. O segredo da transação é compartilhado por verdadeiras multidões que se dirigem às “barracas” empunhando seus títulos eleitorais, e são cadastrados para uma conferência a ser feita com os dados divulgados pelos TRE’s visando aferir a produtividade de cada “barraca”. Esta, por sua vez, ganhará ainda mais credibilidade se obtiver pelo menos 50% de resultados sob pena de ter sua imagem deteriorada para a próxima eleição caso o resultado seja inferior a 30%.
A contratação geralmente é feita usando o critério do pagamento de 50% do que for negociado na reunião que ocorre nas “barracas” e a outra metade após o resultado final da eleição. O valor médio da contratação é orçado em R$ 100, dada as dificuldades financeiras encontradas em todos os comitês eleitorais no atual cenário político.
Cumpre-nos ressaltar que as campanhas eleitorais no Mato Grosso do Sul estão mais legalistas do que nunca, devido à ação dos juízes eleitorais, que cassaram uma grande quantidade de prefeitos eleitos no pleito passado. Devido a este fator, estabeleceu-se um clima de respeito quase perfeito às regras contábeis dos partidos. Resumindo, as finanças estão sendo contabilizadas no Estado com elevado percentual e os famosos “caixas dois” já estão enfraquecidos.
A idéia que temos é que o eleitor pegue o dinheiro que lhe é oferecido e vote contra ao candidato. Desta maneira estaremos contribuindo no combate à corrupção eleitoral.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.