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Com reforma aprovada, 25% dos servidores passam a ter desconto de 14%

A reforma da Previdência de Mato Grosso do Sul foi aprovada e com isso 25% dos servidores estaduais vão contribuir com 14% a partir de maio de 2018.

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29 de novembro de 2017

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Campo Grande News

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A reforma da Previdência de Mato Grosso do Sul foi aprovada e com isso 25% dos servidores estaduais vão contribuir com 14% a partir de maio de 2018. A proposta foi aprovada na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28) sob fortes protestos de sindicalistas depois de invasão do prédio e uso de bomba de efeito moral por parte da Polícia Militar.
De acordo com o presidente da casa de leis, deputado Junior Mochi (PMDB), os parlamentares tinham de votar o projeto, que foi amplamente discutido com as categorias.
“Não houve entendimento entre as partes, por isso o confronto hoje. A Assembleia não poderia se acovardar, tínhamos de vir ao plenário para votar”. Agora, o projeto retorna para o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), autor da medida, para que seja sancionado. Como fica - O projeto inicial previa que todos os 75 mil servidores pagassem 14% de contribuição a título da Previdência. Agora, somente trabalhadores que recebem acima do teto do INSS, que é de R$ 5.545, o que representa 25% dos servidores, terão de pagar o acréscimo a partir de maio de 2018. Outros 75% vão continuar pagando 11%.

Outra mudança - apresentada por meio de emenda dos deputados ontem - obriga o governo a recompor o fundo previdenciário em 3%, utilizando parte dos recursos destinados aos poderes.
Os 14% de contribuição começarão a ser pagos em maio de 2018 de forma integral. Antes, o governo propôs que o acréscimo fosse progressivo, com 1% a cada ano até chegar em 2020 com 14%.
O principal questionamentos dos servidores contrários, no entanto, foi aprovado também. Os dois fundos de contribuição serão unificados.
O problema, conforme disseram os manifestantes ao longo do mês, é que um dos fundos apresenta superávit de R$ 397 milhões e outro um déficit próximo a R$ 400 milhões. Um dos temores é que, unificando o fundo “bom” ao “ruim”, seja criado um único fundo deficitário.

Votos - A medida foi aprovada por 13 votos favoráveis e 7 contrários. Dos 24 deputados estaduais, 20 votaram – o presidente da Assembleia, Junior Mochi, não vota e três parlamentares estavam ausentes.
Os deputados da bancada do PSDB, Beto Pereira, Mara Caseira, Onevan de Matos, Rinaldo Modesto, Felipe Orro e Enelvo Feline, votaram a favor da proposta do Governo do Estado.
Também aprovaram a reforma Herculano Borges (SD), Paulo Corrêa (PR), George Takimoto (PDT), Zé Teixeira (DEM) e os parlamentares do PMDB, Antonieta Amorim, Eduardo Rocha, Márcio Fernandes e Renato Câmara.
Foram contra os deputados Coronel David (PSC), Paulo Siufi (PMDB), Lídio Lopes (PEN) e os quatro deputados do PT – Pedro Kemp, Cabo Almi, João Grandão e Amarildo Cruz.
Estavam ausentes Felipe Orro (PSDB), Maurício Picarelli (PMDB) e Grazielle Machado (PR).

Confusão - Momentos antes e a votação em si foram marcadas por muita confusão, que resultou em invasão dos manifestantes e uso de bomba de gás de efeito moral por parte do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
O vidro de uma das portas de entrada da Assembleia foi quebrado durante o protesto. Dentro do plenário, policiais fizeram corredor entre o plenário e a plateia de forma a impedir que os sindicalistas invadissem a área onde ficam os deputados.

 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.