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Política

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Com limite de gastos, candidatos precisarão de criatividade nas eleições

Doações só podem ser feitas por pessoas físicas

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11 de julho de 2016

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Midia Max

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Mudanças na legislação eleitoral deverão mudar o &39;perfil&39; das campanhas neste ano. Com restrições em relação às doações e aos gastos, os candidatos terão que demonstrar suas habilidades de convencimento em uma campanha mais “corpo a corpo”. A avaliação é de diretórios estaduais e municipais e da Comissão Provisória dos Comitês de Combate ao Caixa 2, da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), que atuará junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em ações para impedir a corrupção no processo eleitoral.

Para se ter uma ideia, na última eleição, o então candidato a prefeito de Campo Grande, Edson Giroto, por exemplo, foi beneficiado por mais de R$ 7 milhões em doações feitas em sua maior parte, por grandes empresas, conforme Portal de Transparência. Somente a empresa Proteco, destinou R$ 1,4 milhão ao ex-secretário de obras e ex-deputado federal. Tanto Giroto, quanto o dono da empresa citada, João Alberto Amorim, chegaram a presos preventivamente por mais de uma vez, acusados de envolvimento em desvio de recursos públicos por meio de fraudes a licitações, contratos administrativos e superfaturamento em obras públicas. O último pedido de prisão ocorreu na última quinta-feira (7), mas apenas Giroto permanece detido, já que Amorim foi beneficiado por um Habeas Corpus. 

Com a reforma eleitoral, as doações serão permitidas apenas por pessoas físicas. Na última campanha de Giroto, por exemplo, a maior doação neste sentido, está em nome Valquiria Feitosa Patricio Gomes e corresponde a R$ 1,5 mil. O valor é consideravelmente menor, comparado às doações empresariais.

De comparações como esta, parte a ideia de que o perfil das campanhas eleitorais sofrerão modificações a partir deste ano. “A mudança eleitoral veio para coibir histórico de grandes doações feitas por empresas, que resultavam em retribuições posteriores, como facilitação de processos licitatórios”, aponta o presidente o diretório municipal do PSDB, vereador Lívio.

Segundo a presidente da Comissão Provisória dos Comitês de Combate ao Caixa 2, Claudia Paniago, as mudanças no processo eleitoral apresentam diversos aspectos positivos e o principal deles, está na forma em que os candidatos deverão encaminhar suas campanhas para obter sucesso nas urnas. “Estas limitações fará com que os candidatos se aproximem da população, em uma campanha mais corpo a corpo, acredito”.

Limites

A “Reforma Eleitoral 2015”, como ficou conhecida a Lei nº 13.165/2015, promoveu importantes alterações nas regras das eleições deste ano. Além de mudanças nos prazos para as convenções partidárias, filiação partidária e no tempo de campanha eleitoral, que foi reduzido, está proibido o financiamento eleitoral por pessoas jurídicas.

Na prática, isso significa que as campanhas eleitorais deste ano serão financiadas exclusivamente por doações de pessoas físicas e pelos recursos do Fundo Partidário. Antes da aprovação da reforma, o STF (Supremo Tribunal Federal) já havia decidido pela inconstitucionalidade das doações de empresas a partidos e candidatos.

Também há regras que limitam os valores de gastos. Em municípios com até 10 mil eleitores, por exemplo, o limite é de R$ 100 mil para prefeito e de R$ 10 mil para vereador. Já para municípios com número maior de eleitores, os gastos deverão respeitar limite das últimas eleições, sendo obsevados seguintes casos:

I - Para o primeiro turno das eleições, o limite será de 70% do maior gasto declarado para o cargo, na circunscrição eleitoral em que houve apenas um turno; 50% do maior gasto declarado para o cargo, na circunscrição eleitoral em que houve dois turnos.

II - Para o segundo turno das eleições, onde houver, o limite de gastos será de 30% do valor declarado no primeiro turno do mesmo ano.

 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.