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Política

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Cineastas gravam documentários no Senado sobre impeachment de Dilma

Três diretoras premiadas estão produzindo registros sobre o processo. Produção dos filmes em meio ao julgamento gerou críticas de governistas.

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31 de agosto de 2016

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G1

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A batalha jurídica e política do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff atraiu a atenção de três cineastas premiadas que pretendem retratar nas telas, em filmes distintos, a queda de braço para destituir a petista do comando do Palácio do Planalto.

Nos últimos dias, em meio ao julgamento final no Senado, as equipes de Anna Muylaert, Maria Augusta Ramos e Petra Costa circularam entre os parlamentares com câmeras e microfones em mãos para registrar o desfecho do embate que pode terminar com a saída definitiva de Dilma da Presidência.

A movimentação das documentaristas durante o julgamento gerou críticas de senadores da base aliada do presidente interino Michel Temer. Os governistas reclamaram mais de uma vez nos microfones do plenário do Senado que reações mais enérgicas dos aliados de Dilma não passavam de atuações para as câmeras das cineastas.

“Enquanto aquelas câmeras dos documentários do PT estiverem aqui, essas cenas nós vamos assistir, porque tudo é só encenação”, queixou-se o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), no meio de uma discussão no plenário na qual pedia o direito à palavra e era interrompido por integrantes da oposição.

Além de filmar os desdobramentos finais no plenário do Senado, a cineasta Anna Muylaert, diretora do filme Que horas ela volta? – indicado para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de 2016 – tem filmado a rotina de Dilma no isolamento do Palácio da Alvorada e entrevistado aliados da petista.

Mineira de Belo Horizonte, Petra Costa está desde março acompanhando todos os passos do processo de impeachment. A diretora do premiado curta-metragem Olhos de Ressaca, entretanto, lamenta a reação dos senadores governistas ao trabalho das cineastas que querem contar a história do afastamento de Dilma.

Petra ressaltou que não tem ligação com nenhum partido e que quer fazer do documentário um documento histórico. Ela afirmou que sua produção é financiada pela sua produtora, a Busca Vida Filmes, com recursos obtidos com um prêmio que ganhou no Festival de Veneza.

“Estamos aqui registrando todos os aspectos desse processo, e tem gente que não entende a importância disso. Não temos nenhum documentário sobre o impeachment do [ex-presidente Fernando] Collor. Um documentário é uma memória importante”, disse a diretora.

Segundo Petra, as citações negativas de governistas à produção dos documentários dificultou o trabalho dos cineastas. Desde então, conta ela, parlamentares que defendem o impeachment têm se recusado a falar com sua equipe.

“As pessoas acham que estamos aqui para fazer campanha, mas não sabem que temos uma história no cinema”, observou.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.