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Política
Para a jornalista Sheila Forato, editora do Edição de Notícias, a atitude do deputado em questão é no mínimo incoerente. “Não se pode carregar a bandeira da democracia e querer calar a imprensa, pois a nossa liberdade foi conquistada à custa de muito sangue derramado daqueles que lutaram contra a mordaça”, lembrou.
21 de agosto de 2014
Edição MS
Meio século depois do golpe que feriu a liberdade no Brasil, um deputado tenta impedir o Edição de Notícias de publicar matérias envolvendo o seu nome. Foi o que pediu a assessoria jurídica do deputado estadual Oswaldo Mochi Junior (PMDB) em representação contra o jornal eletrônico na Justiça Eleitoral.
Para a jornalista Sheila Forato, editora do Edição de Notícias, a atitude do deputado em questão é no mínimo incoerente. “Não se pode carregar a bandeira da democracia e querer calar a imprensa, pois a nossa liberdade foi conquistada à custa de muito sangue derramado daqueles que lutaram contra a mordaça”, lembrou.
Inicialmente, a Justiça Eleitoral não atendeu ao pedido de Junior Mochi, sendo que o juiz eleitoral Emerson Cafure escreveu: “In casu, tenho que, em que pesem os argumentos e fundamentos trazidos pelo representante e considerando que a medida liminar pleiteada tem natureza de antecipação de tutela, prestando-se a efetivar a própria cessação da publicidade, deve ser formalizado a relação processual, sob pena de eventual juízo de mérito violar direitos fundamentais”.
Vale ressaltar que o mérito do pedido ainda não foi julgado, apesar de o juiz ter negado a liminar. Caso a Justiça Eleitoral atenda ao pedido do deputado estadual, o Edição de Notícias ficará impedido de publicar matérias envolvendo seu nome. Entretanto, o jornal eletrônico já se defendeu, “no sentido de garantir a liberdade de expressão em sua redação”, completou a jornalista Sheila Forato.
Além dessa tentativa, Junior Mochi também pediu a remoção de reportagem sobre o caso lixão, sob pena de pagamento de multa no valor de quase R$ 16 mil, assim como também pediu direito de resposta, embora o jornal eletrônico tenha entrado em contato com sua assessoria de imprensa, antes da publicação da matéria, para ouvir o deputado estadual sobre o caso.
No processo eleitoral, a assessoria jurídica de Junior Mochi assume que o caso do aterro sanitário, mais conhecido como lixão, é negativo na história política do deputado e não deve sobrepor a tudo de bom e correto que produziu durante anos de vida pública. Isso porque Mochi é réu de uma ação de improbidade administrativa movida pelo MPF (Ministério Público Federal).
A Justiça Federal entendeu que a obra do aterro sanitário, executada quando o então deputado era prefeito, não foi concluída e que a população de Coxim não obteve benefícios decorrentes da adequada disposição final dos resíduos. Por conta disso, Junior Mochi foi condenado a devolver mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, teve os bens indisponibilizados, foi proibido de contratar com o poder público, assim como teve os direitos políticos suspensos por oito anos.
Entretanto, o deputado estadual recorreu da sentença e aguarda decisão do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
Redação – A Liberdade de Imprensa é algo conquistado com muita luta e não podemos ignorar o quanto isso custou para a vida de muitas pessoas. A imprensa tem um papel de ser incisiva principalmente quando se trata das questões da vida pública dos nossos políticos. Consideramos que a vida pessoal dos servidores públicos deve ser preservada, porém o que diz respeito ao dinheiro, à vida pública, nossos políticos devem ter consciência que é algo que deve ser transparente, totalmente questionável e objeto das pautas de todas as redações jornalísticas. Estamos através do nosso trabalho fazendo o papel que o deputado citado na matéria sempre defendeu, o de acompanhar e fiscalizar conforme estampou em vários muros da nossa cidade. (Rubens Dantas, Presidente da Associação de Diários do Interior de Mato Grosso do Sul/ ADI-MS)

Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.