quinta, 04 de junho, 2026
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Nem parece que estamos vivendo no século XXI. Em nossa redação a sensação é que voltamos à ditadura militar, época em que os jornais eram proibidos de publicar o que desagradava aqueles que estavam no poder, por entenderem que a comunicação tem de servi-los. Ao contrário desse pensamento retrógrado, o jornalismo tem de ser produzido para informar a população.
Essa sensação vem à tona com as tentativas de censurar a liberdade de expressão, como nesta terça-feira (02), quando fomos informados que o deputado estadual, Oswaldo Mochi Junior (PMDB), está tentando, mais uma vez, impedir que o Edição de Notícias publique matérias envolvendo seu nome, em conjunto ou separado de fatos sobre o aterro sanitário de Coxim, o popular lixão.
Desta vez, Junior Mochi recorreu da decisão favorável ao jornal eletrônico em representação eleitoral movida pelo próprio. Em primeira instância o deputado já tinha tentado censurar o Edição de Notícias, assim como pediu a exclusão de uma matéria sobre o lixão e direito de resposta. Todos os pedidos de Mochi foram negados pelo juiz Emerson Cafure.
Inconformada com a decisão a favor do jornal eletrônico, a assessoria jurídica do deputado recorreu da decisão, reforçando os mesmos pedidos. Agora o caso será julgado pelo TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul). Caso Junior Mochi tenha os pedidos atendidos, o Edição de Notícias ficará amordaçado, ou seja, proibido de citar o seu nome.
A jornalista Sheila Forato, editora do jornal eletrônico, disse que está confiante, mais uma vez, na Justiça Eleitoral. “A liberdade de imprensa é um bem conquistado pelo povo brasileiro, um preceito constitucional de proteção à cidadania. Não podemos permitir que seja tolhida no Edição de Notícias por não atender aos caprichos daqueles que veem os jornais como seus serviçais”, enfatizou a jornalista.
Entenda o “Caso Lixão”
O deputado estadual Junior Mochi foi condenado numa ação de improbidade administrativa movida pelo MPF (Ministério Público Federal). A Justiça Federal entendeu que a obra do aterro sanitário, mais conhecido como lixão, executada quando o deputado era prefeito, não foi concluída e que a população de Coxim não obteve benefícios decorrentes da adequada disposição final dos resíduos.
Por conta disso, Junior Mochi foi condenado a devolver mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, teve os bens indisponibilizados, foi proibido de contratar com o poder público, assim como teve os direitos políticos suspensos por oito anos. Entretanto, o deputado estadual recorreu da sentença e aguarda decisão do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
Nota da redação:
Este caso aconteceu no Brasil e em Mato Grosso do Sul, quem lê o texto vai ter a impressão que foi na Venezuela ou em Cuba.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.