quinta, 04 de junho, 2026
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Em Salvador, terminou só no fim da noite de ontem o longo trabalho de contagem das malas e caixas do dinheiro encontrado num apartamento que seria ligado ao ex-ministro dos governos Lula e Michel Temer, Geddel Vieira Lima, do PMDB. Segundo a Polícia Federal, foi a maior apreensão em dinheiro vivo da história.
Foi tanta nota para contar que sete máquinas trabalharam sem parar durante quase quatorze horas. Aí veio o valor: quarenta e dois milhões, seiscentos e quarenta e três mil e quinhentos reais. Mais dois milhões, seicentos e oitenta e oito mil dólares. Um total de cinquenta e um milhões, trinta mil, oitocentos e sessenta e seis reais e quarenta centavos (R$ 51.30.866,40 milhões).
A fortuna foi encontrada ontem em um apartamento de um prédio no bairro da Graça, área nobre de Salvador. Estava dentro de oito malas e seis caixas.
Para onde vai esse dinheiro?
A Polícia Federal cumpria um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília, depois de uma denúncia de que o ex-ministro Geddel Vieira Lima estaria usando o imóvel para guardar caixas com documentos.
A Polícia Federal ainda não divulgou se já sabe qual é a origem, nem deu informações sobre o destino que seria dado a esse dinheiro todo.
No despacho o juiz escreveu que Geddel Vieira Lima teria recebido cerca de R$ 20 milhões a título de propina, em troca da aprovação de recursos da Caixa Econômica ou de liberação de créditos do FI-FGTS para beneficiar determinadas empresas.
O juiz também escreveu que em face dos fatos investigados - altos valores, delitos de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e participação de agentes públicos influentes e poderosos - é preciso apurar com urgência para que esse material não seja escondido ou destruído.
Segundo a Polícia Federal, o apartamento pertence a Silvio Silveira, que seria amigo do ex-ministro e teria emprestado o imóvel pra Geddel guardar objetos do pai dele, já falecido.
Silvio Silveira é réu em dois processos que apuram desvio de dinheiro na empresa de distribuição de alimentos do estado da Bahia entre 2002 e 2006. Nesta quarta (6), novamente nenhum morador quis comentar o assunto.
Maior apreensão da história
A operação que resultou na maior apreensão de dinheiro em espécie já feita pela Polícia Federal foi um desdobramento da Operação Cui Bono, que investiga irregularidades em empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, quando Geddel Vieira Lima era vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa - no governo Dilma Rousseff.
Em julho, Geddel foi preso acusado de obstrução de justiça. Ficou 10 dias na penitenciária.
Há quase dois meses, Geddel Vieira Lima cumpre prisão domiciliar no apartamento que tem em Salvador. Deveria usar uma tornozeleira eletrônica pra ser monitorado. O problema é a falta do equipamento na Bahia. Segundo a Secretaria de Assuntos Penitenciários, as tornozeleiras já foram encomendadas, mas ainda não chegaram.
Quanto aos milhões apreendidos, foram abertas duas contas judiciais. Uma na Caixa Econômica, para depositar os reais, e outra no Banco Central, para os dólares.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.