quinta, 04 de junho, 2026
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A campanha eleitoral mais cara do Brasil está em Mato Grosso do Sul, onde as maiores despesas são com “contratação” de aliados. A conclusão é de reportagem publicada no sábado (20) no site da Folha de S. Paulo.
Os candidatos a governador no Estado gastaram, até agora, em média, R$ 17 por eleitor. Mas a maior parte do dinheiro da campanha não está nos meios convencionais, como cavaletes nas ruas, santinhos ou carros de som, conforme aponta a Folha, mas sim nas mãos dos candidatos a deputado, os principais cabos eleitorais dos candidatos majoritários.
“Para encarar uma disputa acirrada, a principal estratégia das campanhas tem sido contratar um time de aliados pelo Estado afora, despejando, por exemplo, dinheiro nos candidatos a deputado”, descreve trecho de texto da jornalista Estelita Has Carazzai.
Segundo apurado pela reportagem da Folha, são os candidatos a deputado que organizam comícios pelo interior, fazem panfletagem, conversam com os prefeitos e pedem votos a seus financiadores que disputam a majoritária.
Conforme publicado no site da Folha, o apoio dos candidatos a governador às candidaturas a deputado consumiu, até agora, um terço de toda a verba usada na campanha, algo em torno de R$ 11 milhões. Supera, até, os gastos com a produção de programas de televisão para o horário eleitoral gratuito.
A reportagem cita que um candidato fez repasses a 171 aliados, destacando o repasse, de uma só vez, de R$ 400 mil a um deles. Também traça o perfil dos principais concorrentes ao cargo e atribui ao atual governador, André Puccinelli (PMDB), o que chama de “cultura do repasse”.
Nota da Redação:
O eleitor deve ficar bastante atento, pois este repasse que sai das mãos dos próprios deputados e é destinado à compra de votos pelos “aliados” que querem a todo custo ludibriar a consciência de cada um para fazê-los cair numa verdadeira “arapuca” eleitoral. O eleitor deve sim pegar este dinheiro que sai do bolso do próprio cidadão e votar contra o mesmo, mostrando assim que ninguém é idiota, e é sabedor que estes recursos não têm origem.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.