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Política
O valor corresponde a 20% dos R$ 671 milhões utilizados pela Casa para cobrir despesas atribuídas por deputados ao exercício do mandato na última legislatura por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado cotão
25 de fevereiro de 2015
Embora mantenha uma das maiores redações de Brasília, com gigantesca estrutura de rádio, TV e internet, a Câmara gastou R$ 135 milhões nos últimos quatro anos para propagandear as ações dos parlamentares, por meio de sites, jornais, panfletos e outras publicações. O dinheiro foi totalmente ressarcido aos deputados mediante apresentação de nota fiscal. O valor corresponde a 20% dos R$ 671 milhões utilizados pela Casa para cobrir despesas atribuídas por deputados ao exercício do mandato na última legislatura por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado cotão. Os dados, que compreendem o período de fevereiro de 2011 a 15 de janeiro de 2015, são de levantamento da Revista Congresso em Foco.
Mas as cifras tendem a crescer. Os parlamentares, mesmo aqueles que não renovaram o mandato, têm até três meses após a efetuação do gasto para pedir o reembolso. Ou seja, serviço contratado em dezembro ainda pode ressarcido. A divulgação da atividade parlamentar foi a maior despesa do cotão em toda a legislatura na Câmara. Os gastos dessa natureza dispararam em 2014, ano eleitoral em que a maioria dos deputados buscou a reeleição e outros cargos eletivos. Foram R$ 42,3 milhões, acima dos R$ 39 milhões de 2013 e muito além dos R$ 23,8 milhões de 2011, ano de início do mandato.
Nas alturas
O segundo maior gasto ficou por conta das passagens aéreas. Nesse caso, em vez do ressarcimento, a maioria dos parlamentares opta pela requisição de passagens aéreas à Câmara. Em toda a legislatura, a Casa liberou mais de R$ 128 milhões (19% de todo o cotão) para garantir o tradicional voo semanal dos congressistas entre seus estados e Brasília.
A conta com bilhetes aéreos já foi maior. Até 2009, os congressistas utilizavam sobras desse benefício para transportar familiares, amigos e aliados políticos, inclusive para viagens de turismo ao exterior. Somente após a revelação da chamada ”farra das passagens” é que a Câmara e o Senado proibiram expressamente o transporte de familiares e amigos e passaram a divulgar a lista dos passageiros e trajetos na internet.
Locação limitada
A terceira maior despesa ficou com o aluguel de veículos. A locação de carros, vários deles de luxo, consumiu R$ 79 milhões (12%) de toda a verba desde fevereiro de 2011. Esse valor só não foi mais alto porque, no segundo semestre de 2013, a Câmara limitou esse tipo de despesa a R$ 10 mil após a publicação de uma série de reportagens do Congresso em Foco, com base em dossiê levantado pelo ativista Lúcio Big, que apontava suspeitas de irregularidades, como a locação por empresas que não tinham veículos e pagamentos em valores acima do praticado no mercado. Ele denunciou 20 parlamentares ao TCU.
Senadores
No Senado, as despesas do cotão chegaram a R$ 81,4 milhões na última legislatura. Metade desses gastos foi por conta de passagens aéreas, locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes. Juntos, esses itens consumiram mais de R$ 41 milhões. Só com o voo dos senadores, maior despesa, foram R$ 21,5 milhões. Outros R$ 20,2 milhões tiveram como destino hotéis, restaurantes e postos de gasolina, entre outros estabelecimentos. O terceiro maior volume de gastos ficou com o aluguel de imóveis para escritório político, aproximadamente R$ 15 milhões.
Já a divulgação da atividade parlamentar, principal despesa da Câmara, foi apenas a quarta no Senado, com R$ 10,9 milhões nos últimos quatro anos. Em 2014, os senadores gastaram R$ 2,2 milhões, menos do que os R$ 3,3 milhões despendidos no ano anterior. Uma restrição imposta pela Casa ajuda a explicar essa queda: norma interna proíbe que senadores que concorrem a algum mandato utilizem a verba com essa finalidade durante o período eleitoral. Este veto não existe na Câmara.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.