quinta, 04 de junho, 2026
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A Câmara dos Deputados decide nesta quarta-feira a sucessão do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no comando da Casa. Mais poderoso presidente da Câmara nas últimas décadas, Cunha estava afastado do cargo e do mandato desde maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e renunciou ao comando da Casa na semana passada. Há 14 candidatos no páreo, incluindo os favoritos Rogério Rosso (PSD-DF) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), os peemedebistas Marcelo Castro (PI), escolhido pela bancada do partido, e Fábio Ramalho (MG), que mantém candidatura avulsa, além de sete deputados do chamado centrão e candidatos de PSB, PV e PSOL. Dada a quantidade de aspirantes à cadeira, o segundo turno é uma possibilidade forte. O vencedor da eleição exercerá um mandato-tampão até janeiro de 2017. A votação tem início previsto para as 16 horas.
Sem declarar apoio a nenhum candidato para não melindrar aliados, o Palácio do Planalto trabalhava por um nome de consenso entre os partidos da base do governo do presidente interino Michel Temer, mas não conseguiu conter as candidaturas do centrão, bloco que reúne 13 partidos. Com o racha entre estas legendas e o PMDB, o partido de Temer acabou definindo Castro, ex-ministro da Saúde da presidente afastada Dilma Rousseff, como postulante ao cargo. Apoiado por partidos da oposição ao governo Temer, entre os quais o PT, Marcelo Castro se credencia entre os candidatos mais competitivos.
Membro do centrão e ligado a Cunha, proximidade que obviamente nega, Rogério Rosso é líder do PSD na Câmara, presidiu a Comissão Especial do Impeachment na Casa e já tem experiência em mandatos-tampões. Rosso foi eleito indiretamente para governar o Distrito Federal em 2010, após a cassação do mandato do ex-governador José Roberto Arruda por infidelidade partidária. Ele ficou no Palácio do Buriti até o final daquele ano, período em que chegou a ser indiciado por corrupção e investigado por peculato no esquema que levou Arruda à prisão.
Filho do ex-governador do Rio de Janeiro César Maia, o democrata Rodrigo Maia conta com o apoio do PSDB na eleição de hoje. Ele tentou – e quase conseguiu – uma improvável adesão do PT à sua candidatura. Embora inclinados a apoiar o candidato com mais condições de derrotar o “nome de Cunha”, os petistas refutaram a aliança com o argumento de que não podem apoiar um “golpista”. O democrata trabalhou arduamente pelo afastamento de Dilma Rousseff, ao contrário de Marcelo Castro, que votou contra o impeachment da petista.
Maia não responde a processos no STF, mas teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato após aparecer em troca de mensagem de Léo Pinheiro, da OAS, pedindo doações. O deputado é alvo de um pedido de inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além de Rosso, os oito deputados do centrão que disputam a sucessão de Eduardo Cunha são o primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), o segundo-vice-presidente da Casa, Fernando Giacobo (PR-PR), a filha do ex-deputado Roberto Jefferson, Cristiane Brasil (PTB-RJ), Carlos Gaguim (PTN-TO), Carlos Manato (SD-ES), Esperidião Amin (PP-SC) e Fausto Pinato (PP-SP).
Miro Teixeira (Rede-RJ), a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSOL-SP) e Evair Melo (PV-ES) completam a lista.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.