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Política

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As pérolas do domingo de votação na Câmara

A votação para o processo de impeachment na Câmara reuniu algumas da melhores frases do ano na política

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18 de abril de 2016

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Época

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Desde às 14h desse domingo (17), os deputados se reuniram no Congresso para deliberar sobre a abertura do processo de impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff. Com as discussões iniciadas desde sexta passada, o domingo foi reservado para as deliberações finais e para que os líderes dos partidos indicassem o caminho que suas bancadas deveriam seguir: votar contra, a favor, ou como sua consciência comandasse.

Com os 25 líderes partidários se pronunciando, e a votação que contou 511 votos e durou mais de cinco horas, inúmerass frases de efeito (além de verdadeiras pérolas) foram proferidas na mistura de justificativas que os deputados buscaram para suas decisões. Entre os "grandes momentos" do dia, Paulinho da Força, deputado por São Paulo e líder do Solidariedade subiu ao plenário e cantou “Dilma vai embora que o Brasil não quer você, e leva o Lula junto e os vagabundos do PT” no ritmo do clássico "Pra não dizer que não falei das flores" de Geraldo Vandré.

A revista Época selecionou algumas das "melhores" frases de nossos parlamentares:

Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP): “A vaca tossiu e está indo pro brejo” (sobre a presidente Dilma dizer que não mexeria nos direitos trabalhistas nem que a vaca tossise).

Ronaldo Fonseca (PROS-DF): “Não admito que se diga que há um golpe no Brasil [...]. Não há golpe. Sabe o que está parecendo esse negócio de golpe? Golpe, golpe, golpe, golpe, golpe, golpe... Já está parecendo sabe o quê? Uma diarréia verbal que ninguém suporta mais!”

Alceu Moreira (PMDB-RS) “Pelo fim da corrupção, pelo fim da vagabundização remunerada.”

Mauro Pereira (PMDB-RS) “Viva o Brasil e viva o Sérgio Moro!”

Sérgio Moraes (PTB-RS) “Feliz aniversário, Ana, minha neta.”

Marco Reategui (PSD-AP) “Eu estou ‘propando’ aqui uma CPI...” “Conclua seu voto, deputado.”

Professora Marcivania (PCdoB-AP) “Acho que nunca vi tanta hipocrisia junta por metro quadrado.”

Delegado Éder Mauro (PSD-PA) “Eu, junto com meus filhos e minha esposa que formamos a família no Brasil, que tanto esses bandidos querem destruir com propostas de que crianças troquem de sexo e aprendam sexo nas escola com seis anos de idade, meu voto é sim!”

Wladimir Costa (SD-PA) “Presidente, um colega nosso, eu não vou citar o nome, aqui da Câmara, falou que se nós cassarmos a presidente Dilma hoje, ele vai se mudar do Brasil. Eu já comprei a passagem dele. Sem volta! Sai daqui porque nós vamos cassar o Brasil![...] Nós votamos sim, e quem vota sim coloca a mão pra cima! (Logo antes de estourar um tubo de serpentina).”

Diego Garcia (PHS-PR) “Terra da Lava-Jato, avante!”

Fernando Francischini (SD-PR) “Como delegado da PF, meu voto vai pelo fim da facção criminosa lulopetista, fim da pelegagem da CUT, fim da CUT e seus marginais. Viva a Lava-Jato e a República de Curitiba! E a minha bandeira nunca será vermelha!”

Hermes Parcianello (PMDB-PR) “Sr. Presidente, sinto cheiro das mesmas aves de rapina de 1954, que levaram Getúlio ao suicídio”

Takayama (PSC-PR) “Contra a ladroeira, contra a imposição e a esquerda desse partido que quer transformar o Brasil numa ditadura de esquerda.”

Mandetta (DEM-MS) “Por causa de Campo Grande, a morena mais linda do Brasil, o voto é sim.”

Zeca do PT (PT-MS) “Canalhas, canalhas, canalhas!”

Delegado Waldir (PR-GO) “Pátria amada, pátria amada, teu filho delegado Waldir não foge à luta.”

Alberto Fraga (DEM-DF) “342 votos eu tivesse, 342 votos eu daria.”

Ronaldo Fonseca (PROS-DF) “Pela paz de Jerusalém, eu voto sim”

César Messias (PSB-AC) “Olha onde nós chegamos: tira Dilma, entra Temer; tira Temer, entra Cunha; tira Cunha, entra Renan; que Brasil é esse?”

Major Olímpio Gomes (PDT-SP) “Vergonha! Vergonha! Vergonha! Fora Dilma!”

Marco Feliciano (PSC-SP) “Dizendo ‘tchau’ para essa querida e dizendo ‘tchau’ para o PT, esse Partido das Trevas, eu voto sim.”

Fernando Jordão (PMDB-RJ) “Pelo Brasil, por todas as cidades do Rio de Janeiro, pelo eleitor que me colocou aqui, pelo trabalhador desempregado, pela minha família, eu digo ‘O verde do teu mar, oh, Angra dos Reis! A luz do teu luar, oh, Angra dos Reis! O brilho do teu sol, oh, Angra dos reis!’, eu voto sim pelo impeachment da Dilma!”

Glauber Braga (PSOL-RJ) “Eduardo Cunha, você é um gânster”

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) “Nesse dia de glória para o povo brasileiro, tem um nome que entrará para a história nessa data, pela forma como conduziu os trabalhos da Casa: parabéns presidente Eduardo Cunha. Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em salas de aula que o PT nunca teve. Contra o comunismo, pela nossa liberdade. Pela memória do Col. Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias do Sul, pelas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo, por Deus acima de tudo, meu voto é sim!”

Marcelo Álvaro Antônio (PR-MG) “Só corrigir aqui uma situação: queria mandar um abraço, eu não mencionei meu filho, Paulo Henrique. Paulo Henrique, é para você meu filho! Um beijo!” (invadindo a vez de Mário Heringer do PDT-MG)

“Vota! Vota! Vota!” – coro repetido por deputados durante o pronunciamento de petistas que se estendiam em suas falas

Irmão Lazaro (PSC-BA) “À soberba procede a queda”

Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) “Eu sou líder da maioria, não sou líder de minoria”

Cícero Almeida (PMDB-AL) “Senhor Presidente, senhores deputados, esse  momento não estava na minha programação”

JHC (PSB-AL) “Se nós formos analisar por essa interpretação de regimes, em Cuba, tem eleição, na Coreia do Norte, tem eleição, no Iraque, teve eleição. Portanto, senhor presidente, não podemos virar as costas para a opinião pública e fingir que o que o povo fala e as ruas falam não importa nesse momento”

Jean Wyllys (PSOL-RJ) “Em primeiro lugar, eu quero dizer que estou constrangido de participar dessa farsa, dessa eleição indireta, conduzida por um ladrão, urgida por um traidor conspirador, apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos [...] Eu voto não ao golpe, e durmam com essa! Canalhas!”

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.