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Política
Fabiano Silveira foi gravado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado fazendo críticas à operação e orientando defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros
31 de maio de 2016
Veja
O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, pediu demissão na noite desta segunda-feira. Sob pressão desde a revelação, ontem à noite, de uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em que faz críticas à Operação Lava Jato e dá conselhos a Renan Calheiros, Silveira foi convidado nesta segunda-feira pelo presidente interino Michel Temer a permanecer no cargo, mas decidiu deixá-lo.
Temer ainda não decidiu quem assumirá a pasta da Transparência. É o segundo ministro do governo interino que cai após a revelação de diálogos gravados por Machado, que fechou acordo de delação premiada. Apenas uma semana atrás, conversas com o ex-chefe da Transpetro derrubaram Romero Jucá (PMDB-RR) do Ministério do Planejamento.
Na decisão tomada por Silveira nesta segunda-feira, pesou a forte pressão dos servidores do órgão. Ao longo do dia, os chefes das 26 Controladorias Regionais da União anunciaram que estavam colocando os cargos à disposição, assim como uma série de servidores que ocupavam funções de confiança.
O sindicato dos servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão que deu origem ao ministério, promoveu protestos na frente do Palácio do Planalto e na sede do ministério em Brasília. "O Sr. Fabiano não preenche os requisitos de conduta para estar à frente de um órgão que zela pela transparência pública e pelo combate à corrupção", disse a Unacon Sindical.
Em nota, a representação da Transparência Internacional no Brasil rompeu relações com o governo brasileiro, cobrou a demissão do ministro e pediu a investigação dos indícios de que Silveira aconselhou alvos da Lava Jato sobre como se defender das apurações. "O governo deve garantir que quaisquer membros do ministério envolvidos em corrupção ou trabalhando contra o curso das investigações sejam exonerados", diz a nota. "Não deve haver impunidade para os corruptos e nem acordos a portas fechadas. É decepcionante que o ministro encarregado da transparência esteja agora sob suspeita, como parte de uma operação abafa", disse, na nota, Alejandro Salas, Diretor para as Américas da Transparência Internacional.
Na sua carta de demissão, o ministro afirmou que aceitou o cargo para assumir a Transparência "imbuído dos melhores propósitos" e que possui "trajetória de integridade no serviço público e não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas".
"A situação em que me vi involuntariamente envolvido - pois nada sei da vida de Sergio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação - podeira trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico. Não obstante o fato de que nada atinja a minha conduta, avalio que a melhor decisão é deixar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle", explica o agora ex-ministro.
Ele diz que "jamais intercedeu" junto a órgãos públicos em favor de terceiros - como sugere a gravação, ele teria buscado informações sobre a investigação contra Renan Calheiros. "Observo ser um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa", afirma.
Ele negou ter tentado orientar a defesa dos investigados, afirmou que não foi convocado para nenhuma reunião e nem sabia da presença de Sergio Machado na conversa. Segundo ele, o contexto da conversa gravada era de "informalidade" com pessoas que "se diziam a todo instante inocentes".
"Não há em minhas palavras nenhuma oposição aos trabalhos do Ministério Público ou do Judiciário, instituições pelas quais tenho enorme respeito", alegou. "Foram cometários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos."
Fabiano Silveira é consultor legislativo do Senado para direito penal, processual penal e penitenciário. Ele havia sido conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público, entre 2011 e 2013, e ouvidor-geral do Conselho Nacional de Justiça, entre 2015 e 2016, época em que as conversas foram gravadas.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.