quinta, 04 de junho, 2026
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O juiz Bruno Cézar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, bloqueou em janeiro mais R$ 102.707.915 de réus da Operação Lama Asfáltica, conforme despacho publicado ontem no diário do TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). No último dia 8 de fevereiro, após encontrar apenas R$ 38.514,18 nas contas de Antônio Celso Cortez, o juiz manteve o bloqueio de R$ 2.546.738,46 da PSG Tecnologia, para ‘complementar’ o sequestro em nome do empresário.
Os bloqueis foram pedidos na 8ª denúncia do MPF (Ministério Público Federal) sobre a operação após análise do ‘planilhão da JBS’, um arquivo de mais de 9 mil dados de operações financeiras ilegais feitas pelo grupo dos irmãos Wesley e Joesley Batista e organizado pelo funcionário Demilton Antônio de Castro.
Com milhões em bens já bloqueados, o MPF fez a análise da planilha e solicitou o aumento dos bloqueios com base em cálculos atualizados e novos dados, como o suposto recebimento de propinas tanto pelo grupo pecuarista como de concessionária de serviços públicos, a fim de assegurar tanto a reparação de danos materiais como de danos morais à coletividade em possível futura condenação dos réus. Pelos cálculos do órgão, somados os possíveis pedidos de ressarcimento de todos os réus da Operação Lama Asfáltica, os valores ultrapassariam os R$ 3,7 bilhões.
O ex-governador André Puccinelli, que já tem R$ 50 milhões bloqueados para assegurar possível e futura reparação por danos morais, deverá ter bloqueados até o limite de R$ 76.711.036,19 a mais em bens. O empresário do ramo da informática João Roberto Baird, mais R$ 5.501.462,33; Antônio Celso Cortez, apontado como dono da PSG Informática, mais R$ 4.968.797,73; João Maurício Cance mais R$ 3.963.243,96; A empresa Itel Informática mais R$ 4.930.569,19; a Mil Tec Tecnologia mais R$ 570.866,14; a PSG Tecnologia mais R$ 2.546.738,46, tanto para ressarcimento de bens em nome da empresa quanto em nome de Antônio Celso Cortez e a Congeo Construção mais R$ 3.963.243,96.
Outros pedidos, como os de bloqueio a suposta sócia de João Amorim, Elza Cristian Araújo dos Santos e a André Luiz Cance, Micherd Jafar Júnior, Gráfica Alvorada, Gráfica Jafar, André Puccinelli Júnior, Jodascil Lopes, João Paulo Calves, Ivanildo Cunha Miranda, Proteco Construções, Instituto Ícone de Ensino Jurídico, Força Nova Distribuidora de Bebidas e Berrantes Transportes (essas duas últimas de Ivanildo Miranda) foram indeferidos.
O juiz federal entendeu que os bloqueios de R$ 100 milhões de Cance e da esposa já seriam suficientes para possível ressarcimento de danos morais, assim como os bens já bloqueados dos demais réus listados. Além disso, planilhas encontradas no apartamento de Cance já teriam demostrado supostos recebimentos de propina que já teriam gerado os bloqueios necessários em ações anteriores, também movidas pelo MPF.
Quanto à Elza, com pedido de mais de R$ 17 milhões em bens, a Justiça também entendeu que outra ação já havia contemplado o bloqueio necessário para a reparação.
Após os bloqueios, a defesa da PSG alegou que o valor de R$ 2 milhões excedia o pedido do MPF, já que já estavam bloqueados R$ 710 mil e o pedido deferido era de R$ 1,1 milhão. No entanto, o juiz manteve o bloqueio por ter encontrado pouco mais de R$ 38 mil nas contas do dono da empresa, Antônio Celso Cortez.
A defesa da empresa pediu também que a Justiça Federal de MS fizesse denúncia à Corregedoria contra o MPF por ter feito carga ao processo, ou seja, ter retirado os autos do cartório para andamento ou peticionamento. O juiz negou o pedido, alegando que esta é uma prerrogativa legal do denunciante.
"Esquema criminoso"
Na decisão, o juiz federal chama todos os supostos crimes descobertos durante a Operação Lama Asfáltica de ‘esquema criminoso altamente complexo e grandioso’, apontando o caso como ‘certamente o maior esquema de desvio de verbas públicas da história do Estado de Mato Grosso do Sul’.
Na análise da denúncia, o magistrado aponta quatro ‘troncos’ principais de atuação da Lama Asfáltica. O primeiro, que seria operado sob supervisão de Edson Giroto junto à Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), na contratação de empresas do grupo empreiteiro de João Amorim e do cunhado Flávio Scrocchio, diretamente ligado ao ex-governador André Puccinelli, para superfaturamento de obras, como o Aquário do Pantanal, e de manutenção de rodovias, além de contratos fictícios de locação de equipamentos, com dinheiro revertido em propina para o grupo político e empresarial;
O segundo, operado por Puccinelli, para contratação superfaturada empresas de informática e gráficas junto com Andre Luiz Cance, ex secretário adjunto da Fazenda; o terceiro, que em troca de benefícios fiscais a frigoríficos recebiam propina do Grupo JBS, também intermediado por Cance e Ivanildo Cunha e o quarto ‘tronco’, com compra de fazendas, apartamentos, aviões em nome de laranjas para lavagem de dinheiro.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.