quinta, 04 de junho, 2026
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Em balanço de 100 dias de gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (10) que o governo vai anunciar até o início de maio um pacote de obras para acelerar o crescimento econômico e a geração de empregos no país, e voltou a criticar a taxa de juros, atualmente em 13,75%.
Segundo o presidente, o governo vai investir em seis temas prioritários. “As áreas definidas como prioritárias para investimentos pelo governo são transporte, infraestrutura social, inclusão digital e conectividade, infraestrutura urbana, água para todos e transição energética,” enumerou o petista.
De acordo com o presidente, o governo retomou a capacidade de planejamento de longo prazo, “traduzido como um grande programa que traz de volta o papel do setor público como indutor dos investimentos estratégicos em infraestrutura”.
Lula prometeu uma lista de empreendimentos até o próximo mês. “Até o início de maio anunciaremos a lista definitiva de empreendimentos e investimentos e os mecanismos de financiamento [que vão fazer] com que eles saiam rapidamente do papel e gerem os milhões de empregos que todos nós sonhamos que vai acontecer nesse país”, garantiu.
Taxa de jurosEm sua fala durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Lula voltou a criticar a taxa de juros, sem citar o nome do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e defendeu as novas regras fiscais propostas para substituir o teto de gastos, elogiando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a equipe econômica.
“Tenho certeza de que vai ser um sucesso, de que vai ser aprovado e de que a gente vai colher os frutos que foram plantados na nossa proposta”, disse. “Embora continue achando que 13,75% é muito alta a taxa de juros, continuo achando que estão brincando com o nosso país, brincando com o povo pobre e, sobretudo, com os empresários que querem investir. Só não vê quem não quer”, completou.
Ainda no evento, Lula criticou as previsões pessimistas. “Ninguém acredita num governo que levanta todo dia com ‘o PIB não vai crescer’, ‘que a economia não está muito boa’, ‘que o FMI disse tal coisa’, ‘que o Banco Mundial disse tal coisa’, ‘que o mercado financeiro disse tal coisa’. Se a gente for governar pensando nisso, é melhor desistir. É importante que essa gente fale para a gente fazer diferente do que eles querem que a gente faça”, afirmou.
O presidente ainda defendeu a reforma tributária. “Tem pessoas que não precisam tanto do governo. É só a gente fazer a reforma tributária, justa para a classe média, porque eles precisam pouco da gente. Os mais ricos não precisam. Os muito ricos às vezes precisam porque sonegam ou, às vezes, não pagam o imposto necessário ou querem muito dinheiro emprestado”, disse.
Programas sociais e embates com o Banco CentralEm pouco mais de três meses de governo, Lula repetiu políticas que marcaram as primeiras passagens dele pelo Palácio do Planalto, como o fortalecimento de programas sociais para a população mais desassistida, e travou embates com o Banco Central em busca de um cenário favorável para o crescimento dos gastos públicos.
Nos dois primeiros meses do ano, o índice de desocupação aumentou, e hoje o país tem ao menos 9,2 milhões de desempregados. Além disso, em fevereiro, o país gerou 241.785 empregos com carteira assinada, o mais baixo número para o mês desde 2020.
A preocupação do governo é com o crescimento do PIB neste ano. No momento, a previsão é de alta de 1,61%, número inferior ao resultado da economia em 2022, quando o PIB avançou 2,9%. Segundo a gestão de Lula, o atual patamar de 13,75% da Selic, a taxa básica de juros da economia, impossibilita um crescimento maior. O Executivo pressiona o Banco Central a reduzir o índice, mas a entidade espera um cenário fiscal mais seguro para promover cortes.
Liderança do PT diz que governo é ‘muito sábio’; líder da oposição vê ‘100 dias de pesadelo’
O líder da bancada do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), e o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), divergem sobre o desempenho do governo nesses primeiros 100 dias de gestão.
O R7 conversou com o líder da bancada do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), e com o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre o desempenho do governo nos primeiros 100 dias de gestão de Lula. “Eu diria que a gente poderia afirmar que são 100 dias de pesadelo,” disse Marinho.
Já Zeca Dirceu afimirou que a articulação política do governo no Congresso nestes primeiros 100 dias. “Acho que está em curso de uma maneira muito positiva. Primeiro, o diálogo foi estabelecido”, disse Dirceu.
O desafio de aprovar PECs e projetos sem ter maioria no CongressoAo contrário do que ocorreu em seu segundo mandato, iniciado em 2007, Lula chegou ao terceiro mandato sem ter maioria no Congresso. A base aliada do governo é composta de 262 cadeiras na Câmara. O número garante o quórum para a aprovação de matérias e assuntos que dependem apenas da maioria absoluta, mas é insuficiente para a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que exige maioria qualificada — três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).
No Senado, os números “flutuam” em torno de 26 votos. Assim como na Câmara, o número de senadores de partidos que em tese apoiam o governo é influenciado por outras questões. O União Brasil, por exemplo, tem ministérios no atual governo, mas a senadora Soraya Thronicke (MS), candidata derrotada à Presidência, se declara independente, e o ex-juiz Sergio Moro, eleito pelo Paraná, faz oposição ao presidente.
A relação com o Congresso passa pela distribuição de recursos e cargos — quem apoia quer ter o poder de influenciar nas políticas públicas e defender projetos apoiados pelo eleitorado da base do parlamentar, o que é natural nas democracias.
Sobre os recursos, o governo redistribuiu as emendas parlamentares, diluindo emendas de relator e aumentando emendas individuais, além de manter os valores de emendas para as comissões do Congresso.
R7
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.