quinta, 04 de junho, 2026
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O senador mineiro Aécio Neves, presidente do PSDB, recebeu 30 milhões de reais em propina em contas de amigos e empresas no exterior em contrapartida pela atuação dele em favor da Odebrecht na obra da Usina de Santo Antônio, em Rondônia.
De acordo com o delator Henrique Valadares, o tucano usou as contas de amigos, pessoas indicadas por ele e trusts para receber os cerca de 30 milhões de reais.
Os pagamentos de propina no exterior foram acertados numa reunião entre Marcelo Odebrecht, Aécio e Valadares o início de 2008, no Palácio das Mangabeiras, sede do governo mineiro. De acordo com a delação de Valadares, Aécio e Marcelo combinaram os valores, e, afinal do encontro, o tucano informou ao delator que o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo iria procura-lo. “Após o encontro, Marcelo me disse no carro que tinha acertado um pagamento com Aécio em troca de apoio a obras de Jirau”, afirmou.
Alguns dias depois da reunião no Palácio das Mangabeiras, Dimas Toledo encontrou-se com Valadares na sede da Odebrecht no Rio com a demanda do tucano: o pagamento de 30 milhões de reais. “Os pagamentos neste caso, ao contrário do que ocorreria, foram todos feitos no exterior. Em contas de amigos ou de empresas ou de trusts ou algo do gênero”, explicou Valadares em depoimento.
O delator afirmou que um dos destinatários da propina foi o empresário Alexandre Acciolly, dono da rede de academias Bodytech. Segundo Valadares, os pagamentos eram mensais e giraram entre um a dois milhões de reais.
A Odebrecht também fez pagamentos ao tucano, através de caixa dois, durante as eleições de 2010 e 2014. Segundo o ex-diretor da empresa para Minas Gerais Sérgio Neves, ainda em 2009, Aécio pediu ajuda para a pré-campanha do senador Antônio Anastasia, que naquele ano concorria ao governo mineiro. O valor combinado foi de 1,8 milhão de reais pagos através de um contrato fictício entre a Odebrecht e a PVR Propaganda e Marketing Ltda, do marqueteiro do tucano Paulo Vasconcelos. No ano seguinte, segundo Benedicto Júnior, Aécio o procurou pessoalmente para solicitar mais doações para Anastasia. Os pagamentos, 5,475 milhões de reais, foram pagos pessoalmente a Oswaldo Costa e entregues em Belo Horizonte na concessionária da Minas Maquinas, na Avenida Raja Gabaglia, entre julho e outubro daquele ano.
Os pagamentos antecipados através do marqueteiro voltaram a acontecer em 2014, quando Aécio foi candidato à presidência da República. De acordo com Sérgio Neves, em janeiro, Benedicto Júnior acertou com o tucano um pagamento de seis milhões de reais através da empresa de marketing de Paulo Vasconcelos. Assim como ocorreu em 2010, foi firmado um contrato fictício entre a Odebrecht e a PVR Propaganda e Marketing Ltda para dar uma aparência legal ao pagamento. Ficou acertado um pagamento de três milhões de rais entre maio e junho. O restante seria pago até 2015, que acabou não sendo quitado segundo o delator. Além de pedir caixa dois para a sua campanha, Aécio também pediu recursos para aliados. De acordo com Benedicto Júnior, o tucano pediu nove milhões de reais que foram divididos entre Anastasia, Dimas Fabiano Toledo, Pimenta da Veiga e Oswaldo Borges Costa.
O que diz AécioEm nota, o senador nega que tenha recebido 30 milhões de reais em contas no exterior. Aécio também nega que as doações citadas pelos delatores tenham ocorrido. Leia abaixo a nota enviada pela assessoria do tucano:
“Ao contrário do que afirma o título da matéria, Aécio não recebeu trinta milhões em conta no exterior. Também não procede a afirmativa de que pagamentos de propina no exterior teriam sido acertados em reunião entre Aécio e Marcelo Odebrecht e Valadares.
Mesmo os delatores tendo sido unânimes em enfatizar que tais recursos não envolviam nenhum ato ilícito, nem propina, nem contrapartida, é importante ressaltar que tais doações nunca ocorreram. Basta dizer que as obras do sistema elétrico mencionadas foram licitadas e conduzidas pelo governo federal do PT, sem nenhuma interferência possível do governo de Minas Gerais.
Não existem as tais contas no exterior mencionadas, o que ficará claro no decorrer das investigações.”
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.