quinta, 04 de junho, 2026
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A estudante de audiovisual Alice Jardim Neves Ferro, de 25 anos, relatou que se sente “completamente desamparada e sem proteção” após o caso de assédio em que foi vítima, no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, na noite desta segunda-feira (25).
Nas redes sociais, a jovem denunciou o assédio, após flagrar o suspeito se masturbando ao ar livre, na região da Concha Acústica, local onde há apresentações culturais na instituição.
Ela contou que estava no local quando, por volta das 21h, o homem a abordou e perguntou as horas. Após a informação, o suspeito teria ido para o canto da Concha; a jovem achou estranho e foi buscar a mochila, que estava no palco.
“Quando cheguei perto, percebi que ele ainda estava ali. Ele perguntou se eu tinha cigarro e, em seguida, começou a falar coisas obscenas. Logo depois, tirou o pênis para fora e começou a se masturbar, me chamando: ‘vem cá, você vai gostar’. Eu continuei fingindo que estava no telefone e fui saindo. Foi então que tive a ideia de filmar. Gravei o rosto dele e saí correndo”, relatou.
Ela conseguiu chegar até o auditório da UFMS, onde estava acontecendo uma exposição, com mais pessoas. “O pessoal chamou os guardas, que começaram a fazer ronda. Eu mandei o vídeo no grupo do audiovisual e, por volta das 22h, uma professora me levou de volta para casa”.
O homem foi localizado novamente por um grupo de aproximadamente 10 pessoas, que estavam em um ponto de ônibus da UFMS. “Ele estava se masturbando novamente e chamando as pessoas. Eles também filmaram, correram atrás dele e chamaram os seguranças da UFMS, que conseguiram detê-lo”, explicou Alice.
Descaso
Ao saber que o homem havia sido detido pelos guardas da UFMS, a estudante voltou ao local para chamar a polícia e prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Porém, ela denuncia situação de descaso vivida na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e demora para atendimento.
“Foram me atender por volta das 02h. O delegado quase não fez perguntas. Eu disse que tinha um vídeo explícito mostrando tudo, mas ele recusou ver”.
A surpresa aumentou ao ouvir que o suspeito iria ser liberado. “Perguntei: ‘Ué, mas nada vai acontecer?’ e me disseram que não, porque a lei só permite prisão em casos de estupro comprovado”.
Ela também relata que o boletim de ocorrência foi registrado de forma incorreta, além de terem negado a escolta policial, mesmo a vítima alegando que estava saindo junto com o suspeito.
“A sorte foi que dois colegas pediram um carro de aplicativo para mim, porque meu celular estava sem bateria. Quando saímos da delegacia e entramos no carro, vimos o homem andando pela rua, praticamente junto com a gente”, detalhou.
Agora, a estudante fica com o sentimento de desamparo e desprotegida, já que o suspeito segue livre, além de sentir frustração no atendimento vindo do órgão que deveria protegê-la.
“Isso não diz apenas a respeito do meu caso, no que tange um assédio e importunação sexual a uma travesti dentro da UFMS. Diz também sobre como é feito o atendimento na delegacia da mulher e como outras mulheres podem passar por situações até piores, envolvendo os mais piores tipos violência e não ter o devido cuidado o amparo perante a delegacia da mulher. Nas últimas horas estive recebendo outros relatos de mulheres e pessoas trans que tiveram seus direitos negados, silenciados e omitidos com escrita de b.o não condizente com o depoimento da vítima e falta de amparo em relação aos criminosos liberados pela delegacia”.
A reportagem tentou contato com a UFMS e com a Polícia Civil, mas até o fechamento da matéria não houve resposta. O espaço segue aberto.
TopMídia News
Rio Verde de MT (MS):
Um dos envolvidos era procurado pela Justiça e apontado como autor de homicídio e tentativa de homicídio no interior de Mato Grosso do Sul
4 de junho de 2026
Uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul terminou com a morte de dois suspeitos após confronto armado na tarde desta quinta-feira (04), em Rio Verde de Mato Grosso.
Um dos homens foi identificado como Carlos Daniel Ferreira Mendes, de 25 anos. O segundo suspeito ainda não teve a identidade oficialmente divulgada pelas autoridades.
Segundo as primeiras informações, equipes do Batalhão de Choque receberam denúncias de que Carlos Daniel estaria escondido no município. Ele era considerado foragido da Justiça e possuía mandado de prisão em aberto. Além disso, era apontado pelas forças de segurança como autor de um homicídio ocorrido em Pedro Gomes e de uma tentativa de homicídio registrada em outra cidade do interior do Estado nos últimos meses.
Durante a operação realizada no Bairro Jardim Bella Suíça, os policiais localizaram o suspeito. Conforme informações preliminares, no momento da abordagem ele teria reagido à ação policial, dando início a um confronto armado.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, um segundo homem que estava no local também teria participado da ação e confrontado as equipes, resultando em troca de tiros.
Os dois suspeitos foram baleados, socorridos e encaminhados ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC), em Rio Verde. Apesar dos atendimentos médicos, ambos não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito.
Conforme informações da polícia, os dois homens seriam integrantes de uma facção criminosa e eram considerados de alta periculosidade.
A ocorrência segue em apuração e mais detalhes deverão ser divulgados posteriormente pela assessoria de comunicação da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.
Polícia
Suspeitos, de 22 e 19 anos, estavam em um Renault Logan; entorpecentes seriam comercializados no município, segundo informações apuradas.
4 de junho de 2026
Dois moradores de Rio Negro, de 22 e 19 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira (4) por tráfico de drogas durante uma abordagem da Polícia Militar na entrada da cidade.
Com a dupla, que ocupava um veículo Renault Logan, os policiais encontraram porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína, totalizando 147,7 gramas de entorpecentes apreendidos.
Conforme divulgado pela Polícia Militar, a abordagem ocorreu durante policiamento rotineiro realizado na entrada do município. Durante a fiscalização, os militares perceberam nervosismo por parte dos ocupantes do veículo, além de contradições nas informações apresentadas, o que motivou uma busca mais detalhada no automóvel.
Na vistoria, foram localizadas porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína. Ao todo, foram apreendidos 147,7 gramas de entorpecentes.

(Foto: Divulgação PM)
Segundo informações apuradas, um dos presos já vinha sendo alvo de denúncias feitas por moradores relacionadas à suposta comercialização de drogas na cidade. A suspeita é de que os entorpecentes apreendidos seriam destinados à venda em Rio Negro.
Após a apreensão, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido, para os procedimentos legais cabíveis.
A ação integra o trabalho de fiscalização e combate ao tráfico de drogas realizado pelas forças de segurança na região. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração dos fatos.