sexta, 05 de junho, 2026
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A Justiça negou um pedido de recurso impetrado por um homem condenado a 10 anos de prisão por estupro. Ele se passava por pastor e passou por diversas cidades do interior de Mato Grosso do Sul, onde aproveitava da fé das vítimas para estuprá-las. Cinco vítimas denunciaram os abusos, entre elas uma adolescente e uma menina. Ele chegou a ser conhecido como ‘João de Deus de MS’.
Conforme os autos do processo, o homem se apresentava como pastor missionário para se instalar na casa dos fiéis. Diante da hospitalidade e da confiança, submetia as mulheres a uma “unção” com azeite. Esta “unção” consistia em massagear os órgãos sexuais femininos. Ele justificava que isso as curaria de problemas físicos e emocionais. Em um dos casos, ele “ungiu” o pênis e estuprou uma mulher, para “purificar” seu útero.
Em 2018, aproveitando-se do fato de uma das vítimas estar abalada emocionalmente pela morte do marido e com suspeita de doença grave, o falso pastor a convidou para um encontro de orações, com outras pessoas. No entanto, não havia outras pessoas no local e, sob argumento que ela estaria com grave enfermidade no pulmão, solicitou que a vítima deitasse na cama, retirasse suas roupas, quando passou um “óleo ungido” nas partes íntimas dela.
A viúva se recusou a ter relação sexual com o “pastor”, mesmo após ele ter sugerido outro ambiente para o ato e ter dito que “daria vida boa e a tiraria do sofrimento”. A mulher ficou tão constrangida que deixou de procurar as autoridades, só tendo coragem de narrar os fatos após a prisão do acusado.
No período entre 22 a 27 de março de 2019, sob o argumento de realizar campanhas de oração, o falso missionário hospedou-se na casa da segunda vítima, com quem consumou relação sexual, por cinco vezes, sob a justificativa de curar “maldições” que foram “depositadas” em seu útero, pelo ex-marido, por meio do uso de uma “pomada maligna”.
Conforme relatos da vítima à polícia, o homem passava óleo na sua barriga, partes íntimas e seios. Ele ainda passava o óleo no seu pênis e dizia a ela que precisava introduzir o óleo até seu útero. O falso missionário ainda teria dito que se ela não fizesse o que ele recomendava tudo daria errado em sua vida.
A terceira vítima foi a filha de uma senhora, dona da casa onde se hospedou em 2018. Com o propósito de fazer oração e “purificar” de um “mal” provocado pelo ex-marido na vagina da vítima, convidou a moça para uma unção, quando ele passaria um óleo nos seios, vagina e barriga. A moça recusou o procedimento e pediu que a irmã os acompanhasse para unção apenas na testa.
O falso pastor informou que a irmã deveria passar o óleo ungido nela, levantando a blusa, abrindo o zíper e baixando as calças. A mulher recusou novamente e informou a mãe sobre o comportamento anormal do homem, o que fez com que a dona da casa solicitasse que fosse embora de sua residência.
A quarta vítima, segundo os autos, foi uma adolescente para quem, em 2017, o réu propôs “orações” e passou a espalhar um óleo na barriga, testa, pernas, pescoço, mas a vítima se recusou a abrir o short. O acusado insistiu dizendo que deveria “ungir” a parte interna de seu órgão sexual, para que fosse bem-sucedida, sob pena de nenhum homem olhar para ela e sentir nojo da menina. Em outra oportunidade, por telefone, teria dito que quando voltasse a Miranda teria que consumar a conjunção carnal duas vezes para ela ser bem-sucedida na vida, para que o “anjo da guarda não a abandonasse”.
Narram os autos ainda que o estupro de uma menina de 11 anos, em janeiro de 2019, consistiu em passar “óleo” em seu corpo, por dentro do short e da blusa, na barriga, na região da virilha, na parte superior da vagina e em parte dos seios com a intenção de “curá-la” ou conferir-lhe benção.
A defesa pediu a absolvição do apelante em relação à segunda vítima por falta de provas, por entender que não existem fundamentos para mantença da condenação, argumentando que os atos praticados foram consentidos e pagos. Em relação à quarta vítima, a defesa pediu sua absolvição, alegando que todas as orações eram feitas coletivamente e nunca conversou por telefone com a adolescente. Com relação à criança de 11 anos, alega que não tocou no corpo da menina. Teria visto-a somente uma vez e reafirmou que ungia as pessoas nas mãos e na testa.
O relator da apelação, juiz substituto em 2º Grau Lúcio Raimundo da Silveira, aponta que todas as vítimas receberam propostas semelhantes e que o falso pastor usou a fé da mulheres para se aproveitar. “A repetição das propostas do mesmo teor para mulheres distintas é evidência de que, por vezes, a fé conduzia as vítimas a malfadada benção via óleo, no que se caracteriza a tentativa do crime de fraude sexual”, escreveu.
Sobre o estupro da menina de 11 anos, o relator apontou que a conduta consistiu em ato libidinoso diverso da conjunção carnal, consumado (apto a satisfazer o prazer sexual), cujo conceito abrange variações que servem à satisfação da lascívia do agente. O juiz entendeu que embora o laudo não tenha constado violência nem vestígios do abuso, o crime foi consumado, sendo inafastável o reconhecimento da materialidade. Diante de tudo isso, o juiz não alterou a sentença e o recurso foi negado.
Rio Verde de MT (MS):
Um dos envolvidos era procurado pela Justiça e apontado como autor de homicídio e tentativa de homicídio no interior de Mato Grosso do Sul
4 de junho de 2026
Uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul terminou com a morte de dois suspeitos após confronto armado na tarde desta quinta-feira (04), em Rio Verde de Mato Grosso.
Um dos homens foi identificado como Carlos Daniel Ferreira Mendes, de 25 anos. O segundo suspeito ainda não teve a identidade oficialmente divulgada pelas autoridades.
Segundo as primeiras informações, equipes do Batalhão de Choque receberam denúncias de que Carlos Daniel estaria escondido no município. Ele era considerado foragido da Justiça e possuía mandado de prisão em aberto. Além disso, era apontado pelas forças de segurança como autor de um homicídio ocorrido em Pedro Gomes e de uma tentativa de homicídio registrada em outra cidade do interior do Estado nos últimos meses.
Durante a operação realizada no Bairro Jardim Bella Suíça, os policiais localizaram o suspeito. Conforme informações preliminares, no momento da abordagem ele teria reagido à ação policial, dando início a um confronto armado.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, um segundo homem que estava no local também teria participado da ação e confrontado as equipes, resultando em troca de tiros.
Os dois suspeitos foram baleados, socorridos e encaminhados ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC), em Rio Verde. Apesar dos atendimentos médicos, ambos não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito.
Conforme informações da polícia, os dois homens seriam integrantes de uma facção criminosa e eram considerados de alta periculosidade.
A ocorrência segue em apuração e mais detalhes deverão ser divulgados posteriormente pela assessoria de comunicação da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.
Polícia
Suspeitos, de 22 e 19 anos, estavam em um Renault Logan; entorpecentes seriam comercializados no município, segundo informações apuradas.
4 de junho de 2026
Dois moradores de Rio Negro, de 22 e 19 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira (4) por tráfico de drogas durante uma abordagem da Polícia Militar na entrada da cidade.
Com a dupla, que ocupava um veículo Renault Logan, os policiais encontraram porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína, totalizando 147,7 gramas de entorpecentes apreendidos.
Conforme divulgado pela Polícia Militar, a abordagem ocorreu durante policiamento rotineiro realizado na entrada do município. Durante a fiscalização, os militares perceberam nervosismo por parte dos ocupantes do veículo, além de contradições nas informações apresentadas, o que motivou uma busca mais detalhada no automóvel.
Na vistoria, foram localizadas porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína. Ao todo, foram apreendidos 147,7 gramas de entorpecentes.

(Foto: Divulgação PM)
Segundo informações apuradas, um dos presos já vinha sendo alvo de denúncias feitas por moradores relacionadas à suposta comercialização de drogas na cidade. A suspeita é de que os entorpecentes apreendidos seriam destinados à venda em Rio Negro.
Após a apreensão, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido, para os procedimentos legais cabíveis.
A ação integra o trabalho de fiscalização e combate ao tráfico de drogas realizado pelas forças de segurança na região. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração dos fatos.