quinta, 04 de junho, 2026
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A investigação conhecida como Grãos de Ouro, uma das maiores investidas contra sonegadores de impostos estaduais conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado), braço forte do MPE (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), surgiu em 2016, dois anos atrás, a pedido da própria Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda). A informação é da promotora de Justiça Cristiane Mourão, chefe do Gaeco.
Ou seja, logo no início da apuração, os investigadores toparam com dois dos implicados no esquema, o agente fazendário da Sefaz Airton de Araújo e o técnico fazendário Moacir Antônio Marchini, já afastados de suas funções.
A dupla, que não desconfiou que fosse espionada, foi presa no local do trabalho, dia 7 agosto passado. Ao todo, 57 pessoas e 14 empresas foram denunciadas pela fraude fiscal.
O esquema desvelado focava a sonegação no comércio de soja e milho, daí o termo Grãos de Ouro, trama que, até agora, pelo investigado, motivou um rombo de R$ 44 milhões nos cofres estaduais.
Cristiane Mourão expressou-se assim no dia da operação deflagrada: “puxamos a pena e veio o galinheiro inteiro e, agora, deve vir à granja”.
A frase tem a ver com o desfecho final da investigação, que pode apontar um desfalque financeiro bem maior do que se sabe até aqui.
O ESQUEMA
A trama de sonegação de ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços), tributo que mais fortalece o cofre estadual, envolvia corretores de soja, produtores rurais, transportadores de cargas, os dois agentes da Sefaz e empresas noteiras, como são conhecidas as firmas que “esquentam” as notas.
Lá em 2016, o Gaeco começou a apurar a organização a partir de uma empresa que fraudava notas fiscais.
O corretor ia até produtor de grãos e já emitia uma nota fiscal dizendo que a soja, por exemplo, sairia de determinada propriedade rural e seguiria para uma empresa instalada aqui em Mato Grosso do Sul.
Nesse caso, o ICMS não é cobrado imediatamente e a carga não precisa ser barrada em postos fiscais.
Em seguida, entravam no esquema as empresas noteiras que descreviam no papel que a soja vinha de outro estado e rumaria para São Paulo, por exemplo.
Nessa situação, o condutor do caminhão não precisava pagar nada de tributo. O Gaeco denunciou 14 empresas que pratica o delito em questão.
Já os servidores da Sefaz aliviavam os transportadores da carga reduzindo o valor do imposto, causando, assim, a renúncia fiscal.
Na operação, que aconteceu em sete estados – MS, MT, GO, MG, SP, PR e RS – foram cumpridos 32 mandados prisão e 104 mandados de buscas e apreensão.
Aqui em MS ocorreram 25 prisões – 13 das quais em Campo Grande. O Gaeco apreendeu meio milhão de reais “em espécie”, segundo a promotora. A maior parte do dinheiro confiscado foi achado na casa de um fazendeiro com propriedade aos arredores das cidades de Chapadão do Sul e Costa Rica.
Polícia
Suspeitos, de 22 e 19 anos, estavam em um Renault Logan; entorpecentes seriam comercializados no município, segundo informações apuradas.
4 de junho de 2026
Dois moradores de Rio Negro, de 22 e 19 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira (4) por tráfico de drogas durante uma abordagem da Polícia Militar na entrada da cidade.
Com a dupla, que ocupava um veículo Renault Logan, os policiais encontraram porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína, totalizando 147,7 gramas de entorpecentes apreendidos.
Conforme divulgado pela Polícia Militar, a abordagem ocorreu durante policiamento rotineiro realizado na entrada do município. Durante a fiscalização, os militares perceberam nervosismo por parte dos ocupantes do veículo, além de contradições nas informações apresentadas, o que motivou uma busca mais detalhada no automóvel.
Na vistoria, foram localizadas porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína. Ao todo, foram apreendidos 147,7 gramas de entorpecentes.

(Foto: Divulgação PM)
Segundo informações apuradas, um dos presos já vinha sendo alvo de denúncias feitas por moradores relacionadas à suposta comercialização de drogas na cidade. A suspeita é de que os entorpecentes apreendidos seriam destinados à venda em Rio Negro.
Após a apreensão, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido, para os procedimentos legais cabíveis.
A ação integra o trabalho de fiscalização e combate ao tráfico de drogas realizado pelas forças de segurança na região. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração dos fatos.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.