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Empregada diz que viu arma em cofre de Boldrini no dia da morte de Odilaine

Em carta de suicídio, Odilaine disse que não tinha irmãos

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14 de setembro de 2015

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Fantastico

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Bernardo foi assassinado ano passado, no Rio Grande do Sul, e o Fantástico fala do primeiro capítulo dessa história tão triste: a morte da mãe do Bernardo, Odilaine Uglione, em 2010.

O Fantástico localiza um novo personagem, que nem a polícia conhecia. O relato dele e de outra testemunha levanta ainda mais suspeitas sobre o alegado suicídio de Odilaine.

Uma carta de despedida que pode ter sido forjada. “‘Meu pai faleceu. Não tenho irmãos. Sou sozinha’. Como ela não tem irmãos? Claro que ela tem irmãos”, afirma o irmão de Odilaine.

Um caso tido como suicídio, em circunstâncias até hoje mal explicadas. “No dia da morte dela, quando ele abriu o cofre, eu vi uma arma lá”, diz a empregada.

A morte de Odilaine Uglione ainda é um mistério. Odilaine era mãe de Bernardo Boldrini, o menino assassinado no Rio Grande do Sul, ano passado. Ela foi encontrada morta no consultório do marido, o médico Leandro Boldrini, em fevereiro de 2010.

Na época, a polícia concluiu que Odilaine havia se matado com um tiro, mas a mãe dela nunca acreditou nessa versão e contratou peritos particulares, que apontaram falhas na investigação. Para eles, a letra da carta não é de Odilaine. “A pessoa que escreveu a carta conhecia a escrita dela, era uma pessoa muito próxima a ela”, disse o perito.

Depois disso, em maio, a Justiça determinou a reabertura do caso e outro delegado conduz as investigações. Surgiram, então, novos depoimentos que reforçam as suspeitas sobre o que aconteceu no dia da morte.

Na suposta carta de suicídio, uma coisa chama atenção: Odilaine escreveu que era sozinha e que não tinha irmãos, mas o Fantástico localizou uma pessoa que desmente essa informação e pode ajudar nas investigações. “Eu acho isso um absurdo, porque ela tem irmãos. Tem eu, tem mais um aqui no Rio, tem mais outro em Porto Alegre”, destaca o irmão.

Flávio Campos é irmão de Odilaine por parte de pai. Diz que cresceu longe dela, mas os dois mantinham contato. “Sempre tive contato com ela, a gente conviveu junto”, conta Flávio. 

Ainda menina, Odilaine enviou uma foto para Flávio com uma dedicatória.

Fantástico: É parecida com a letra da carta que você viu?
Flávio: Não, eu não acho parecida. Quiseram fazer parecida.

Depois da morte da irmã, Flávio conta que nunca mais viu o sobrinho Bernardo, filho de Odilaine com Leandro Boldrini. “O pai dele nunca deixou”, conta Flávio.

Flávio diz que soube da morte de Bernardo pela TV. “Liguei imediatamente para o Sul perguntando o que estava acontecendo”, afirma.

Bernardo foi morto, aos 11 anos de idade, segundo a polícia, com uma injeção letal aplicada pela madrasta, Graciele Ugulini. O pai do menino é acusado de ser o mentor do crime. Ele, Graciele e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, também acusados de envolvimento, estão presos e vão a júri popular.

Flávio não acredita que a irmã tenha se suicidado: “Ela jamais ia deixar meu sobrinho órfão, jamais”.

Ele nunca foi ouvido pela polícia, mas está disposto a colaborar.

Já a então empregada da família depôs tanto na primeira investigação quanto agora. E, dessa vez, contou algo que não havia falado em 2010.

Fantástico: A senhora viu alguma vez ele com arma ou ela com arma?
Nelci de Almeida e Silva: No dia da morte dela que ele veio era tarde da noite quando ele veio em casa. Ele abriu o cofre, eu vi uma arma lá.
Fantástico: A senhora tem certeza que era uma arma?
Nelci de Almeida e Silva: Tenho.
Fantástico: Por que, na primeira vez que a senhora prestou depoimento, a senhora não mencionou a história da arma?
Nelci de Almeida e Silva: Eu tinha medo.

Em 2010, Leandro negou, em depoimento, que tivesse uma arma. Só agora, em 2015, um laudo do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul ficou pronto e disse que não foi possível identificar se a bala que matou Odilaine saiu do revólver encontrado no local que ela morreu.

Nelci lembra o que viu naquele dia na casa dos patrões, pouco antes da morte de Odilaine: “Eles iam assinar o papel do divórcio. Eles começaram a discussão, se ofender e muita discussão”.

Segundo ela, Leandro, então, saiu para trabalhar. Mas, antes, teria deixado um recado: “Que, se acontecesse alguma desgraça naquele dia, que eu chamasse o 191, 193, porque ele estava cansado de chantagem”.

Nelci diz que, naquele momento, Odilaine estava transtornada.

Fantástico: Ela falou em se matar?
Nelci de Almeida e Silva: Ela disse que não queria viver mais, ela não falou em se matar.

Mas diz que, em seguida, a patroa resolveu sair, mais calma: “Fica tranquila, ela disse para mim”, conta Nelci.

Quinze minutos depois, veio a notícia do suposto suicídio.

Há cerca de um mês, o corpo de Odilaine foi exumado. Os restos mortais estão sendo periciados. A carta de despedida também será analisada. Mais de 30 pessoas já foram ouvidas nesse novo inquérito, que ainda não foi concluído.

“A verdade tem que vir à tona. A verdade verdadeira. Não a verdade falsa, como essa carta. Essa carta para mim é falsa”, diz o irmão de Odilaine, Flávio Campos.

Rio Verde de MT (MS):

Operação do Choque termina com dois suspeitos mortos após confronto em Rio Verde (MS)

Um dos envolvidos era procurado pela Justiça e apontado como autor de homicídio e tentativa de homicídio no interior de Mato Grosso do Sul

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4 de junho de 2026

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Uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul terminou com a morte de dois suspeitos após confronto armado na tarde desta quinta-feira (04), em Rio Verde de Mato Grosso.

Um dos homens foi identificado como Carlos Daniel Ferreira Mendes, de 25 anos. O segundo suspeito ainda não teve a identidade oficialmente divulgada pelas autoridades.

Segundo as primeiras informações, equipes do Batalhão de Choque receberam denúncias de que Carlos Daniel estaria escondido no município. Ele era considerado foragido da Justiça e possuía mandado de prisão em aberto. Além disso, era apontado pelas forças de segurança como autor de um homicídio ocorrido em Pedro Gomes e de uma tentativa de homicídio registrada em outra cidade do interior do Estado nos últimos meses.

Durante a operação realizada no Bairro Jardim Bella Suíça, os policiais localizaram o suspeito. Conforme informações preliminares, no momento da abordagem ele teria reagido à ação policial, dando início a um confronto armado.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, um segundo homem que estava no local também teria participado da ação e confrontado as equipes, resultando em troca de tiros.

Os dois suspeitos foram baleados, socorridos e encaminhados ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC), em Rio Verde. Apesar dos atendimentos médicos, ambos não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito.

Conforme informações da polícia, os dois homens seriam integrantes de uma facção criminosa e eram considerados de alta periculosidade.

A ocorrência segue em apuração e mais detalhes deverão ser divulgados posteriormente pela assessoria de comunicação da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Polícia

Dupla de Rio Negro é presa com drogas durante abordagem da Polícia Militar na entrada da cidade

Suspeitos, de 22 e 19 anos, estavam em um Renault Logan; entorpecentes seriam comercializados no município, segundo informações apuradas.

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4 de junho de 2026

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Dois moradores de Rio Negro, de 22 e 19 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira (4) por tráfico de drogas durante uma abordagem da Polícia Militar na entrada da cidade. 

Com a dupla, que ocupava um veículo Renault Logan, os policiais encontraram porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína, totalizando 147,7 gramas de entorpecentes apreendidos.

Nervosismo levantou suspeitas

Conforme divulgado pela Polícia Militar, a abordagem ocorreu durante policiamento rotineiro realizado na entrada do município. Durante a fiscalização, os militares perceberam nervosismo por parte dos ocupantes do veículo, além de contradições nas informações apresentadas, o que motivou uma busca mais detalhada no automóvel.

Na vistoria, foram localizadas porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína. Ao todo, foram apreendidos 147,7 gramas de entorpecentes.

Imagem da notícia

(Foto: Divulgação PM)

Droga seria vendida em Rio Negro

Segundo informações apuradas, um dos presos já vinha sendo alvo de denúncias feitas por moradores relacionadas à suposta comercialização de drogas na cidade. A suspeita é de que os entorpecentes apreendidos seriam destinados à venda em Rio Negro.

Após a apreensão, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido, para os procedimentos legais cabíveis.

Combate ao tráfico

A ação integra o trabalho de fiscalização e combate ao tráfico de drogas realizado pelas forças de segurança na região. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração dos fatos.