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Mundo
Condição única no mundo e problemas acumulados durante décadas fazem a restauração do curso do rio ser de longo prazo, apontam estudos feitos na região
18 de maio de 2023
Rodolfo Cézar, de Corumbá/Correio do Estado
Um grupo de pesquisadores, fazendeiros, comunidade de pescadores e entidades procurou identificar os reais problemas do Rio Taquari e as soluções que podem ser aplicadas na recuperação desse local que possui características únicas no mundo.
Esse trabalho resultou em um estudo amplo, com 186 páginas e que foi concluído em 2006, mas nunca conseguiu sair do papel.
A erosão e a deposição de sedimentos transformaram o Rio Taquari em um sistema instável e ramificado, e o maior problema identificado foi a inundação permanente de uma região de cerca de 11 mil km², área equivalente ao Catar, país que sediou a Copa do Mundo em 2022.
O tema envolvendo o Rio Taquari recebeu destaque em 2021, mas não avançou. Agora, voltou a ganhar força neste ano, depois que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), pontuou que as cifras astronômicas envolvidas para recuperar o rio podem ser obtidas a partir de financiamentos em bancos multilaterais, como o BID, Focem e Fonplata.
Ela mencionou a intenção de retomar o projeto durante visita a Campo Grande, na segunda-feira.
Os danos causados no Rio Taquari atingiram as sub-regiões dos Paiaguás e da Nhecolândia e tiveram repercussão econômica e social com cifras milionárias.
Por conta da inundação permanente, áreas que eram secas passaram a ficar com água praticamente durante todo o ano. Houve o declínio das populações de peixes e uma diminuição das áreas que tinham criação de gado.
De acordo com esse estudo apresentado no Fórum Mundial da Água em 2006, que envolveu pesquisadores da Embrapa Pantanal e dos institutos holandeses Wageningen University & Research e Wageningen Environmental Research, também chamado de Alterra, o tamanho da Bacia do Alto Taquari é de 29 mil km² (quase a área da Bélgica), e a área do leque aluvial no Pantanal é de cerca de 5 mil km².
Esse trabalho científico destacou que o Rio Taquari, localizado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, possui o maior leque aluvial (depósito de sedimentos ou fragmentos de rochas) do mundo e representa um dos principais afluentes do Rio Paraguai, com 16% de contribuição para formar o Pantanal.
O acúmulo de problemas na região começou a se formar na década de 1970, quando houve uma maior colonização e perda de vegetação arbustiva de áreas secas.
Essa condição acabou acelerando a sedimentação em diferentes trechos dos 800 km do Rio Taquari, que possui uma característica de ter um solo mais frágil e propenso a erosões.
Depois, ocorreram os chamados arrombados, que são fechamentos de canais do rio. Esses processos podem ser feitos de forma natural, bem como por ação humana.
Na década de 1980, o primeiro arrombado foi o Zé da Costa, que mudou o curso do rio de sua foz em 70 km.
Já na década de 1990 surgiu o arrombado do Caronal. Conforme o Instituto Taquari Vivo, que atua na região com projetos de recuperação, uma área de 650 mil hectares ficou completamente alagada com o advento do Caronal, tornando muitas fazendas improdutivas por estarem totalmente embaixo d’água.
“O manejo da água para uso múltiplo é muito importante, mas difícil de pôr em prática especialmente em áreas vastas como o Pantanal, onde a água não é somente um fator local, mas também regional. A água é a ligação de tudo no Pantanal. Se existirem problemas com a água, esses não terão apenas um componente local, mas também um importante componente regional.
No Pantanal, a água é um tesouro porque é a base da vida e a existência do homem e da biodiversidade”, descreveram os pesquisadores no trabalho intitulado “Pantanal-Taquari: tools for a decision support system”.
Ao longo de dois meses da pesquisa de campo, além de estudos diversos que envolveram cientistas do Brasil, da Holanda e da Argentina, bem como reuniões com fazendeiros, comunidades de pescadores e instituições que atuam na região, o trabalho da Embrapa Pantanal e Alterra, do qual estiveram à frente Carlos Padovani e Rob Jongman, indicou nove propostas de atuação para o governo federal e interessados.
Na lista de ações, praticamente todas envolvem atividades de longo prazo, com resultados a serem obtidos a partir de 10 anos até 30 anos de duração.
A complexidade do tema exige postura mais assertiva de governos e diálogo com pecuaristas e comunidade. Tantos ingredientes diversos fizeram a proposta não sair do papel até hoje, 18 anos após as conclusões.
Entre os temas mais polêmicos está a compensação financeira dos fazendeiros pela inundação. Além disso, as cifras para recuperação estão na casa dos milhões de reais. Conforme Simone Tebet, o projeto atualmente em análise estaria em cerca de R$ 500 milhões.
A proposta de 2021 previa investimento de R$ 105,8 milhões, mas o valor não foi liberado em projeto apresentado à Caixa Econômica Federal. Na época do estudo, caso todas as 9 propostas fossem implementadas, o valor previsto era de R$ 497 milhões.
Em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), esse total seria agora equivalente a mais de R$ 1,325 bilhão.
“As soluções técnicas [intervenções no Pantanal] parecem muito caras e sem
perspectiva quando não há uma gestão coerente dos rios da bacia”, concluíram os pesquisadores da Embrapa Pantanal e Alterra.
Famosos
O anúncio da separação de Virginia Fonseca e Zé Felipe pegou muita gente de surpresa. Desde então, parte do público alimenta a expectativa de uma...
4 de junho de 2026
O anúncio da separação de Virginia Fonseca e Zé Felipe pegou muita gente de surpresa. Desde então, parte do público alimenta a expectativa de uma reconciliação. No entanto, nos bastidores, fatores que vão além dos sentimentos dificultam qualquer possibilidade de retomada do casamento.
A principal barreira estaria dentro da própria família do cantor. Pessoas próximas demonstram preocupação com os impactos que uma eventual reaproximação poderia gerar, especialmente em meio às investigações que envolvem negócios ligados à influenciadora digital.
Entre os nomes apontados como contrários a uma reconciliação está o cantor Leonardo, pai de Zé Felipe. Segundo relatos de bastidores, o sertanejo teme que o filho volte a ser associado a questões empresariais que atualmente atraem a atenção de órgãos de fiscalização e investigação.
Essa preocupação ganhou força porque o nome de Zé Felipe chegou a aparecer em apurações relacionadas à Talismã Digital, empresa que manteve com Virginia durante o relacionamento. Embora isso não represente qualquer condenação, o histórico reforçou a cautela dentro da família.
Além disso, a Talismã Digital foi mencionada no relatório final da CPI das Bets, documento que ultrapassou 500 páginas e acabou colocando empresas ligadas ao grupo familiar sob análise. Ainda que o caso não tenha resultado em responsabilizações, o episódio ampliou o interesse sobre determinadas movimentações financeiras.
Nesse contexto, a rapidez com que Zé Felipe iniciou os procedimentos de divórcio e divisão patrimonial após o fim do casamento soou para pessoas próximas como uma medida estratégica.
Nos bastidores, Poliana Rocha, mãe do cantor, teria desempenhado papel importante nesse processo. Parceira de Leonardo em diversos negócios, ela acompanhava de perto as questões societárias e demonstrava preocupação com a permanência do filho em empresas compartilhadas com a ex-nora.
A saída definitiva de Zé Felipe dessas sociedades teria sido recebida com alívio pela família.
Atualmente, Virginia aparece vinculada a dezenas de empresas abertas nos últimos anos. Parte significativa dessas operações surgiu entre 2023 e 2024, período que coincidiu com a expansão de seus negócios no setor de beleza e bem-estar.
Virginia mostra a fábrica as We Pink em meio a investigação
Entre os empreendimentos de maior destaque está a WePink, marca da qual a influenciadora se tornou sócia ao lado de Samara Cahanovich Martins, Thiago Stabile e Chaopeng Tan. A companhia informou ter ultrapassado a marca de R$ 1 bilhão em faturamento durante 2025, desempenho que chamou atenção pela velocidade de crescimento.
Consequentemente, o avanço acelerado das empresas também passou a despertar interesse de órgãos responsáveis pelo monitoramento de operações financeiras.
Antes mesmo do crescimento da WePink, transações realizadas por empresas ligadas ao grupo empresarial de Virginia já haviam gerado questionamentos.
Dados apontam que a Talismã Digital recebeu R$ 22,4 milhões em um período de apenas sete meses durante 2024. No mesmo ano, a WPink Suplementos movimentou R$ 43,6 milhões em curto espaço de tempo, situação que acabou atraindo análises de órgãos de controle financeiro.
No caso da Talismã Digital, a defesa da influenciadora sustenta que os valores tiveram origem em contratos publicitários regularmente firmados. Segundo os advogados, os recursos recebidos correspondem a campanhas comerciais formalizadas entre as partes envolvidas.
Diante desse cenário, pessoas próximas à família de Zé Felipe avaliam que uma eventual retomada do relacionamento não dependeria apenas da vontade dos dois. Questões empresariais, patrimoniais e de imagem continuam pesando na balança e ajudam a explicar por que a reconciliação parece cada vez mais distante.
Famosos
As filhas de Virginia Fonseca movimentaram as redes sociais nesta semana após participarem de uma brincadeira promovida pela mãe no Instagram. Durante uma caixinha de perguntas aberta...
4 de junho de 2026
As filhas de Virginia Fonseca movimentaram as redes sociais nesta semana após participarem de uma brincadeira promovida pela mãe no Instagram. Durante uma caixinha de perguntas aberta aos seguidores, Maria Alice e Maria Flor responderam diversas curiosidades e, entre as respostas, uma delas acabou repercutindo entre os fãs da influenciadora.
Ao responderem quais eram suas viagens preferidas, as meninas citaram destinos que marcaram momentos importantes da família. Maria Alice respondeu sem hesitar: “Mangaratiba”, cidade localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro, onde Virginia possui uma casa. Enquanto isso, Maria Flor mencionou dois destinos bastante conhecidos. “Disney” e “Madri”, disse a pequena.
A resposta provocou uma reação imediata de Virginia, que caiu na risada durante a gravação compartilhada com os seguidores. A menção à capital espanhola rapidamente ganhou repercussão nas redes porque Madri esteve entre os destinos frequentados por Virginia durante o período em que viveu um relacionamento com o atleta Vini Jr.
O namoro chegou ao fim em maio e, por isso, a resposta espontânea da menina chamou a atenção de parte dos internautas.
Além das respostas que divertiram os seguidores, a interação também trouxe momentos de carinho entre mãe e filhas. Quando perguntaram qual havia sido a melhor parte do dia, Maria Alice contou que gostou de brincar no parquinho. Já Maria Flor respondeu de forma imediata: “Amar a mamãe”. Logo depois, as duas abraçaram Virginia.
Em seguida, a influenciadora compartilhou uma mensagem sobre o momento vivido com as filhas. “Eu amo meus filhos demais. Obrigada, Deus, por tanto”, escreveu Virginia em suas redes sociais. As perguntas dos seguidores também abordaram os hábitos das crianças. Dessa forma, Maria Flor revelou que gosta de arroz, feijão e banana misturada à comida.
Por outro lado, Maria Alice contou que prefere couve-flor, brócolis e estrogonofe. As respostas renderam comentários entre os fãs, principalmente porque os pratos escolhidos pelas meninas são bastante diferentes entre si. Outro momento que repercutiu aconteceu quando um seguidor quis saber por que Maria Flor se considera bonita.
Com a espontaneidade que costuma marcar suas aparições nas redes sociais da mãe, a menina respondeu: “Eu nasci bonita, porque nasci na barriga da mamãe”. A frase arrancou risadas de Virginia e também dos seguidores que acompanharam a publicação. Maria Alice e Maria Flor são filhas de Virginia Fonseca e do cantor Zé Felipe. Além das duas meninas, o ex-casal também é pai de José Leonardo, de 1 ano e 9 meses.