quarta, 17 de junho, 2026
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Após uma semana de calor intenso em Campo Grande, os termômetros voltam a registrar nova queda na temperatura desde ontem (29). A onda de frio que está se deslocando pelo sul do continente, chega à MS aumentando a nebulosidade, mas o tempo seco continua predominante.
De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Olívio Bahia, a frente fria traz declínio significativo da temperatura especialmente na região Centro-Sul do Estado, porção que inclui Campo Grande, onde a mínima e a máximas devem cair, especialmente nos três primeiros dias da semana.
Ao Correio do Estado, o especialista ainda explica que o tempo irá continuar seco e, apesar da nebulosidade formada pelo frio, há poucas chances de chuva.
“Pode ser que chova em uma região ou outra, mas nada tão significativo porque essa frente fria é mais marcada pelo frio do que por precipitação”, pontua.
Olívio acrescenta que a queda nos termômetros será sentida mais no começo da semana e, também, deve atuar com mais força na região sul, uma vez que enquanto vai passando também vai perdendo força ao chegar no norte do Estado.
Apesar disso, ontem todas as cidades de Mato Grosso do Sul tiveram queda nas temperaturas máximas e mínimas, fazendo com que o dia todo fosse gelado.
Em Campo Grande, hoje, a mínima será de 16ºC e máxima não deve passar dos 28ºC, o que representa a diminuição da temperatura em 6ºC, já que neste domingo a máxima chega aos 34ºC.
Já hoje, o período matutino será um pouco mais frio, com 14ºC de mínima. No decorrer do dia, as temperaturas sofrem pouca elevação e a máxima fica em 26ºC.
“Com a passagem da frente fria, os dias tendem a ter temperaturas mais agradáveis e manhãs mais frias no começo da semana”, aponta Olívio.
De quarta a sexta-feira o frio perde força e as temperaturas voltam a ficar elevadas, com máxima que pode chegar a 32ºC, aumentando a variação do termômetro entre a manhã e o restante do dia.
MATO GROSSO DO SULCom a passagem da frente fria pelo Estado, todas as cidades amanheceram frias ontem (29). Entretanto, as cidades que mais sentirão a onda de frio serão os localizados mais ao sul de MS.
Em Ponta Porã, a mínima para hoje é de 11ºC, com céu encoberto, mas com o vento variando de fraco a moderado. A máxima será de 28ºC e não há risco de geadas.
Entre hoje e amanhã, o clima fica ameno e as temperaturas variam entre 14ºC e 16ºC de mínima e a máxima pode chegar a 34ºC no final da semana.
Em Itaquiraí, também na região sul de MS, a semana começa com mínima de 13ºC e máxima de 26ºC, com muita nebulosidade.
Durante a semana, a temperatura mínima pode chegar a 16ºC e a máxima varia entre 25ºC e 31ºC.
Em Dourados, o frio também será sentido com bastante intensidade. Nesta segunda-feira, os termômetros marcam 13ºC de mínima e 29ºC e formação de nebulosidade.
Hoje ainda será possível sentir a atuação da massa de ar frio. Nesse dia, a mínima será de 15ºC e a máxima de 24°C.
As temperaturas voltam a se elevar no decorrer da semana, com a perda de força da frente fria.
Por fim, em Corumbá, a semana também começa gelada. Por lá, os termômetros devem ficar com mínima de 13ºC e a máxima não passa de 33ºC, com variação de 6ºC se comparado com a temperatura deste domingo, quando a máxima será de 39ºC.
Entre hoje e sexta-feira, as mínimas variam entre 13º e 21º, conforme a massa de ar frio irá perdendo força no município. Nestes dias, a máxima pode chegar a 39ºC.
Meio Ambiente
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) realizou nesta semana uma operação estratégica de manutenção em uma das torres do Sistema Pantera, localizada na região...
5 de junho de 2026
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) realizou nesta semana uma operação estratégica de manutenção em uma das torres do Sistema Pantera, localizada na região da Serra do Amolar, no Pantanal. A ação contou com o apoio da Marinha do Brasil e teve como objetivo assegurar a continuidade do monitoramento em tempo real contra incêndios florestais em uma das áreas mais remotas do bioma.
Durante a operação, foram substituídas quatro baterias responsáveis por manter o funcionamento ininterrupto da estrutura, que opera 24 horas por dia, sete dias por semana. Os equipamentos garantem o fornecimento de energia para as câmeras de alta resolução instaladas na torre, fundamentais para a detecção precoce de focos de incêndio.
A complexidade logística da ação evidenciou os desafios de proteger áreas isoladas do Pantanal. Sem o suporte do helicóptero disponibilizado pela Marinha, a manutenção demoraria pelo menos três dias de deslocamento por vias terrestre e fluvial. Além disso, seria necessário transportar manualmente mais de 120 quilos de equipamentos por uma trilha íngreme na morraria local, situada a cerca de 600 metros de altitude.
Segundo o presidente do IHP, Ângelo Rabelo, o trabalho preventivo depende da integração entre diferentes instituições.
“A Marinha do Brasil é uma parceira fundamental na proteção do Pantanal. Desde a implantação do Sistema Pantera, em 2022, contamos com esse apoio para garantir a operação contínua do monitoramento. Com a detecção de fumaça entre três e cinco minutos após o surgimento do foco, ganhamos tempo para planejar ações e evitar que o fogo se transforme em um incêndio florestal. Os sistemas de monitoramento por satélite costumam identificar esses eventos apenas horas depois”, destacou.
Desenvolvido pela startup Um Grau e Meio, o Sistema Pantera é considerado uma das principais ferramentas tecnológicas de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal. As câmeras de alta precisão monitoram uma área superior a 1 milhão de hectares e são capazes de identificar linhas de fumaça em estágio inicial. As informações são processadas instantaneamente, gerando alertas automáticos para a central do IHP, que pode acionar imediatamente a Brigada Alto Pantanal.
O alcance do monitoramento ultrapassa as fronteiras brasileiras, abrangendo também regiões da Bolívia, incluindo a Área de Manejo Integral San Matías, região estratégica para a conservação da biodiversidade. No lado brasileiro, os trabalhos conduzidos pelo IHP já registraram mais de 200 espécies de fauna, além da realização de um inventário florestal voltado à proteção de espécies vegetais ameaçadas.
Além da manutenção da torre, brigadistas do IHP realizaram, ao longo da semana, ações preventivas na Serra do Amolar. Foram executados aceiros ao redor da estrutura para ampliar a proteção contra incêndios e realizada a limpeza da área utilizada para o pouso da aeronave da Marinha.
Ao fundo, câmeras de alta precisão monitoram uma área superior a 1 milhão de hectares e são capazes de identificar linhas de fumaça em estágio inicial
As atividades preventivas desenvolvidas pela Brigada Alto Pantanal ocorrem desde janeiro. Em 2026, já foram implantados mais de 33 quilômetros de aceiros em áreas consideradas estratégicas, além de ações de apoio a comunidades e escolas rurais da região.
Os alertas gerados pelo Sistema Pantera são compartilhados com diversas instituições, entre elas os Corpos de Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, o Prevfogo/Ibama, a Armada Boliviana, moradores de áreas remotas e proprietários rurais do Pantanal.
Alerta para o segundo semestre
A manutenção da torre ocorre em um momento de atenção crescente para as condições climáticas previstas para o segundo semestre de 2026. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou recentemente uma nota técnica indicando mais de 80% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre agosto e outubro, com intensidade variando entre moderada e forte.
De acordo com o órgão, o fenômeno poderá provocar chuvas extremas na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste tendem a enfrentar agravamento da seca e aumento do risco de incêndios. Na região central do país, onde se encontra o Pantanal, a previsão aponta para ondas de calor mais frequentes e redução da umidade do ar, fatores que elevam significativamente o risco de queimadas.
As projeções são baseadas em análises de instituições internacionais como o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e o Bureau de Meteorologia da Austrália (BOM).
Especialistas alertam que os impactos podem superar os registrados em 2023 e 2024, quando a combinação entre calor extremo e estiagem contribuiu para o aumento expressivo dos incêndios na Amazônia e no Pantanal. Além dos danos à biodiversidade, os incêndios representam riscos à saúde das populações locais, especialmente em comunidades isoladas, mais expostas à fumaça e com menor acesso a estruturas de proteção.
Com informações da assessoria de imprensa do IHP.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax