quinta, 04 de junho, 2026
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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e seus órgãos vinculados, firmou parceria com o Instituto Espinhaço, uma organização da sociedade civil (OSC), para implantar projeto de recomposição nativa, conservação do solo e da água em propriedades particulares estabelecidas nas margens das nascentes e da cabeceira do rio Taquari, na região norte do Estado.
O Termo de Cooperação Técnica foi assinado na tarde de quinta-feira (7), em ato no auditório da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) com as presenças de diversas autoridades e representantes de instituições públicas estaduais e federais.
O secretário adjunto da Semadesc, Walter Carneiro Junior, assinou o documento representando o Governo do Estado, seguido do diretor presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges, e do diretor presidente da Agraer, Washington de Souza. Pelo Instituto Espinhaço assinou o diretor Luís Cláudio de Oliveira.
Estavam presentes, ainda, o reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Marcelo Augusto Turini, o deputado estadual Coronel Davi e o secretário executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette.
O diretor presidente do Imasul destacou a importância do acordo e revelou que as tratativas para se chegar àquele momento se desenvolvem há mais de um ano.
"Esse projeto soma-se ao que o Imasul já realizando dentro do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, em que estão sendo recuperados seis mil hectares de solo degradado. É fundamental que esse trabalho seja estendido às propriedades privadas do entorno para se obter resultados satisfatórios em termos de qualidade da água", disse Borges.
O projeto Pró-Águas Rio Taquari tem como objetivo promover ações para a conservação do solo e da água e a recomposição da vegetação nativa em 2 mil hectares de propriedades rurais estabelecidas na Bacia Hidrográfica do Alto Rio Taquari, nos Estado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O esforço – conforme explicou Oliveira – visa ao aumento da disponibilidade de água, contribuindo com a segurança hídrica para o abastecimento humano, a dessedentação animal, o suporte ao negócio agrícola e às outras atividades essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.
Não há aporte de recursos por parte do Governo de Mato Grosso do Sul no projeto e todos os custos serão cobertos por empresas parceiras que o Instituto Espinhaço vai atrair para a iniciativa.
O Instituto Espinhaço é uma entidade internacional sem fins lucrativos fundada em 2009 e tem entre seu quadro de fundadores nomes importantes, como da ex-primeira-dama da França, Danielle Mitterrand, o ex-presidente de Portugal, Mário Soares; intercalados com dezenas de sócios das mais variadas atividades profissionais, como músico, agricultor, empresário, professor, líder sindical e líder indígena. O Instituto atua em 12 países e no Brasil tem projetos em 11 Estados.
O Pró-Águas Rio Taquari tende a ser um projeto piloto, disse Oliveira. A intenção é ampliar a área de abrangência quanto for possível e necessário, a fim de causar o máximo de impacto positivo na qualidade das águas e na vida das pessoas que habitam aquela região. Com a assinatura do Termo de Cooperação Técnica, o Instituto está autorizado a iniciar os trabalhos. A Agraer e o Imasul darão suporte técnico na execução dos trabalhos.
Justiça
Uma nova medida voltada ao combate à violência sexual começará a valer em Mato Grosso do Sul no próximo mês. O governo estadual sancionou a lei que cria um...
22 de maio de 2026
Uma nova medida voltada ao combate à violência sexual começará a valer em Mato Grosso do Sul no próximo mês. O governo estadual sancionou a lei que cria um cadastro público com informações de pessoas condenadas definitivamente por crimes sexuais, permitindo consulta aberta pela população.
A nova legislação entra em vigor no dia 19 de junho e prevê a divulgação de dados pessoais dos condenados, incluindo fotografia atualizada, características físicas, idade e histórico criminal. O sistema será administrado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O cadastro reunirá nomes de pessoas condenadas com sentença transitada em julgado quando não há mais possibilidade de recurso na Justiça. Entre os crimes incluídos na medida estão estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude, importunação sexual e assédio sexual.
Nos casos relacionados a vítimas vulneráveis, também passarão a integrar o banco de dados condenações por corrupção de menores, exploração sexual e favorecimento da prostituição de crianças e adolescentes.
Apesar de a consulta pública ser liberada, a lei estabelece que nenhuma informação das vítimas poderá ser divulgada. Já o acesso completo e irrestrito ao sistema será permitido apenas para integrantes das forças policiais, membros do Ministério Público, Poder Judiciário e conselhos tutelares.
A legislação também prevê que pessoas cadastradas poderão solicitar a retirada do nome após o cumprimento integral da pena. O pedido deverá ser analisado em até 60 dias pelos órgãos responsáveis.
A criação do cadastro acompanha uma tendência observada em outros estados brasileiros, que vêm adotando ferramentas semelhantes como forma de ampliar o monitoramento de condenados e fortalecer ações preventivas contra a reincidência de crimes sexuais.
eleições 2026
Cientista político e diretor de instituto de pesquisa analisam cenário eleitoral e apontam que popularidade dos prefeitos pode tanto ajudar quanto prejudicar campanha do governador
27 de janeiro de 2026
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, conta com o apoio declarado de todos os 79 prefeitos do estado para sua campanha de reeleição, mas especialistas alertam que esse cenário não garante vitória automática nas urnas. Os partidos PSDB, PL, PP, MDB, PSD e PSB controlam todas as prefeituras sul-mato-grossenses e já manifestaram alinhamento com o atual governo.
Riedel lidera todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento e registra aprovação acima de 60% entre a população do estado. Apesar dos números favoráveis, analistas consideram que a possibilidade de múltiplas candidaturas ao governo aumenta as chances de segundo turno nas eleições deste ano.
O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, avalia que o apoio dos 79 prefeitos é uma "afirmação sensível", já que nem todos os gestores municipais estão bem avaliados pela população. "Vai ter prefeito que vai ajudar em muito ao Riedel obter votos, enquanto outros podem atrapalhar", afirmou.
Segundo Barbosa, a equipe de campanha do governador precisará avaliar quais prefeitos representam vantagem eleitoral e quais podem ser "um tiro no pé". O diretor do IPR defende a realização de pesquisas para mensurar a aprovação de cada gestor municipal.
O cientista político Tercio Albuquerque considera o apoio dos 79 prefeitos "extremamente positivo" para Riedel, destacando que não há, no momento, candidato de oposição com relevância suficiente para representar risco ao governador. No entanto, reconhece que o apoio dos prefeitos não se converte automaticamente em votos.
"O apoio do prefeito não quer dizer que toda a população do município vá acompanhar o gestor e votar no governador", argumentou Albuquerque, citando que pré-candidatos de oposição, como o ex-deputado federal Fábio Trad, podem explorar essa margem para conquistar eleitores contrários à reeleição.
O alinhamento entre governo estadual e prefeituras está relacionado ao programa MS Ativo Municipalismo, iniciativa de cooperação com investimentos de R$ 3 bilhões. O programa, idealizado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja e implementado por Riedel, atua em saúde, educação, infraestrutura e assistência social por meio de contratos de gestão com os municípios.
A iniciativa opera em três frentes: repasse de recursos por demandas individuais, acesso a programas estaduais e pactuação de resultados com compartilhamento de ações entre estado e municípios.
Tercio Albuquerque destacou que Riedel disputará a eleição com a estrutura governamental e recursos bilionários oriundos de empréstimos para investimentos. "Ao longo deste ano, o governador deve transformar os 79 municípios do Estado em um verdadeiro canteiro de obras", observou o cientista político, ressaltando que os demais candidatos não terão o mesmo instrumento à disposição. Reportagem completa, de Daniel Pedra, no Correio do Estado, aqui.