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Governo de MS
O objetivo é fortalecer este intercâmbio comercial e cultural entre os lugares, facilitando a ida e vinda de empresários e turistas.
10 de julho de 2024
(Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS)
Para dar mais competividade e impulsionar os benefícios da rota bioceânica, o Governo de Mato Grosso do Sul intensifica a parceria e integração com o Chile, onde estão os portos que vão levar produtos do Estado para o mercado asiático. Desta vez foram discutidas novas medidas com o governador de Tarapacá (Chile), José Miguel Carvajal Gallardo.
Entre as ações está a implantação de um escritório de Mato Grosso do Sul em Iquique, capital de Tarapacá, que será um espaço para divulgar as potencialidades do Estado. Outra medida é a criação de uma organização (governança) entre governadores dos quatro países, para tratar de questões envolvendo a rota bioceânica.
Já os governos de Mato Grosso do Sul e Tarapacá vão conversar com as companhias aéreas de ambos os estados para tentar viabilizar um voo direto de Iquique a Campo Grande. O objetivo é fortalecer este intercâmbio comercial e cultural entre os lugares, facilitando a ida e vinda de empresários e turistas.
Riedel destacou que a parceria com o estado chileno vai trazer grandes benefícios ao Estado. “Mato Grosso do Sul vai ter sua casa em Iquique, para podermos promover nosso Estado, assim como Tarapacá já tem seu escritório em Campo Grande. Ainda vamos lutar para conseguir este voo direto. Estamos nos extremos, mas criando um elo e se conectando”.
Para o governador de Tarapacá, José Miguel Carvajal, esta integração trará mais competitividade a ambos os estados, trazendo benefícios a milhares de famílias. “Isto será possível por meio do corredor bioceânico, que deixou de ser um sonho para ser uma realidade. Os empresários sul-mato-grossenses vão ter vantagens tributárias e de logística pelo porto de Iquique para acessar o Oceano Pacífico pela costa do Chile”.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, descreveu as ações entre os dois estados. “Vamos abrir um espaço de MS em Iquique, mas não precisa enviar funcionário, eles vão cuidar do local, que vai divulgar nossas principais atrações, em um espaço que é público. Em relação ao voo fica este desafio, nem que seja mensal”.
Encontro
Campo Grande sedia o “Tarapacá Day”, que trata de um evento para divulgar as potencialidades e oportunidades de negócio do estado localizado na região norte do chile. A capital Iquique tem um dos portos estratégicos para viabilizar a rota bioceânica, sendo a saída dos produtos sul-americanos para o mercado asiático, por meio do Oceano Pacífico.
Realizado no Hotel Deville, o evento começou ontem (8) e segue até o final desta terça-feira (9). Participam empresários do Mato Grosso do Sul, assim como representantes da Zona Franca de Iquique (ZOFRI), da Empresa Portuária de Iquique (EPI) e da Embaixada do Brasil no Chile.
Também será celebrado o primeiro ano da inauguração do escritório da Corporação de Desenvolvimento de Tarapacá em Campo Grande. Ao longo do evento ainda serão assinados convênios entre o estado chileno com entidades públicas e privadas.
Justiça
Uma nova medida voltada ao combate à violência sexual começará a valer em Mato Grosso do Sul no próximo mês. O governo estadual sancionou a lei que cria um...
22 de maio de 2026
Uma nova medida voltada ao combate à violência sexual começará a valer em Mato Grosso do Sul no próximo mês. O governo estadual sancionou a lei que cria um cadastro público com informações de pessoas condenadas definitivamente por crimes sexuais, permitindo consulta aberta pela população.
A nova legislação entra em vigor no dia 19 de junho e prevê a divulgação de dados pessoais dos condenados, incluindo fotografia atualizada, características físicas, idade e histórico criminal. O sistema será administrado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O cadastro reunirá nomes de pessoas condenadas com sentença transitada em julgado quando não há mais possibilidade de recurso na Justiça. Entre os crimes incluídos na medida estão estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude, importunação sexual e assédio sexual.
Nos casos relacionados a vítimas vulneráveis, também passarão a integrar o banco de dados condenações por corrupção de menores, exploração sexual e favorecimento da prostituição de crianças e adolescentes.
Apesar de a consulta pública ser liberada, a lei estabelece que nenhuma informação das vítimas poderá ser divulgada. Já o acesso completo e irrestrito ao sistema será permitido apenas para integrantes das forças policiais, membros do Ministério Público, Poder Judiciário e conselhos tutelares.
A legislação também prevê que pessoas cadastradas poderão solicitar a retirada do nome após o cumprimento integral da pena. O pedido deverá ser analisado em até 60 dias pelos órgãos responsáveis.
A criação do cadastro acompanha uma tendência observada em outros estados brasileiros, que vêm adotando ferramentas semelhantes como forma de ampliar o monitoramento de condenados e fortalecer ações preventivas contra a reincidência de crimes sexuais.
eleições 2026
Cientista político e diretor de instituto de pesquisa analisam cenário eleitoral e apontam que popularidade dos prefeitos pode tanto ajudar quanto prejudicar campanha do governador
27 de janeiro de 2026
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, conta com o apoio declarado de todos os 79 prefeitos do estado para sua campanha de reeleição, mas especialistas alertam que esse cenário não garante vitória automática nas urnas. Os partidos PSDB, PL, PP, MDB, PSD e PSB controlam todas as prefeituras sul-mato-grossenses e já manifestaram alinhamento com o atual governo.
Riedel lidera todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento e registra aprovação acima de 60% entre a população do estado. Apesar dos números favoráveis, analistas consideram que a possibilidade de múltiplas candidaturas ao governo aumenta as chances de segundo turno nas eleições deste ano.
O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, avalia que o apoio dos 79 prefeitos é uma "afirmação sensível", já que nem todos os gestores municipais estão bem avaliados pela população. "Vai ter prefeito que vai ajudar em muito ao Riedel obter votos, enquanto outros podem atrapalhar", afirmou.
Segundo Barbosa, a equipe de campanha do governador precisará avaliar quais prefeitos representam vantagem eleitoral e quais podem ser "um tiro no pé". O diretor do IPR defende a realização de pesquisas para mensurar a aprovação de cada gestor municipal.
O cientista político Tercio Albuquerque considera o apoio dos 79 prefeitos "extremamente positivo" para Riedel, destacando que não há, no momento, candidato de oposição com relevância suficiente para representar risco ao governador. No entanto, reconhece que o apoio dos prefeitos não se converte automaticamente em votos.
"O apoio do prefeito não quer dizer que toda a população do município vá acompanhar o gestor e votar no governador", argumentou Albuquerque, citando que pré-candidatos de oposição, como o ex-deputado federal Fábio Trad, podem explorar essa margem para conquistar eleitores contrários à reeleição.
O alinhamento entre governo estadual e prefeituras está relacionado ao programa MS Ativo Municipalismo, iniciativa de cooperação com investimentos de R$ 3 bilhões. O programa, idealizado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja e implementado por Riedel, atua em saúde, educação, infraestrutura e assistência social por meio de contratos de gestão com os municípios.
A iniciativa opera em três frentes: repasse de recursos por demandas individuais, acesso a programas estaduais e pactuação de resultados com compartilhamento de ações entre estado e municípios.
Tercio Albuquerque destacou que Riedel disputará a eleição com a estrutura governamental e recursos bilionários oriundos de empréstimos para investimentos. "Ao longo deste ano, o governador deve transformar os 79 municípios do Estado em um verdadeiro canteiro de obras", observou o cientista político, ressaltando que os demais candidatos não terão o mesmo instrumento à disposição. Reportagem completa, de Daniel Pedra, no Correio do Estado, aqui.